Estrangeirismos
O colunista da Folha Nelson Motta, aquele que propôs que o governo, em vez criar uma tevê pública, pagasse uma assinatura de tevê a cabo para cada família brasileira, repudiou o projeto de lei do deputado Aldo Rebelo que visa controlar o uso desenfreado de termos e expressões estrangeiros (sobretudo em inglês) que infestam o comércio, por exemplo.
Há alguns poucos anos, ciceroneando uma americana que pela primeira vez visitava nosso país, passei pelo constrangimento de ter que explicar a ela por que num shopping, por exemplo, ela sentiu-se como se estivesse em seu país e não num país latino-americano. Afinal, podia ler seu idioma, ali, mais do que o nosso.
Palavras e frases inteiras em inglês amontoam-se no comércio, sobretudo no comércio do sul-sudeste. Macaqueamos os americanos em tudo. É uma tragédia sócio-cultural. Consumimos muito mais a música ou o cinema americanos que a nossa música e o nosso cinema. Principalmente nas regiões "mais desenvolvidas" do país.
Em países "atrasados" como a França, por exemplo, existem leis similares à que propõe o deputado Aldo Rebelo. São Países em que se valoriza a identidade nacional. Claro que, nesses países "atrasados", basbaques como Nelson Motta dificilmente ganham notoriedade para dizerem essas bobagens em grandes jornais.
Escrito por Eduardo Guimarães às 09h40
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Passa-moleques da mídia
Está cada vez mais fácil criticar a mídia. Não só porque ela não se cansa de oferecer subsídios às críticas de que se partidarizou e de que ajuda a oposição ao governo federal a tentar sabotar o país, mas porque suas argumentações são tolas, para dizer o mínimo, e não resistem ao menor debate. E também fica fácil criticar a mídia porque ela adota um discurso único, baseado no discurso oposicionista. Assim sendo, as teses politiqueiras que um veículo tenta vender, já se sabe que todos os outros também tentarão. Critique um, portanto, e estará criticando a todos. Ou melhor, critique todos direto, porque já se sabe que aquele discurso será encampado por todos.
Tomemos, por exemplo, o discurso midiático sobre o crescimento da economia. A tese é a de que o crescimento brasileiro está abaixo da média latino-americana, que seria de 8,1%, enquanto que o nosso estaria, no acumulado de 12 meses (calculado em novembro), em 5,2%. Estaríamos, portanto, bem abaixo "da média", o que deixa o consumidor desavisado de jornalismo com a impressão de que o país é administrado de forma incompetente, pois não conseguimos crescer nem dentro de uma "média" que envolve países muito mais pobres, bem menores e bem menos industrializados.
É uma bobagem que não resiste a uma análise mais profunda. Só convence àquele que quer ser convencido ou que não entende patavina de economia.
Essa "média" de 8,1% do crescimento latino-americano, a mídia não diz que é puxada para cima pelo alto crescimento justamente de países cuja forma como são governados é motivo das críticas midiáticas mais acerbas. Falo de países como a Venezuela - é, ela mesma - ou como a Argentina, que a mídia diz que são governados irresponsavelmente enquanto usa o crescimento enorme que têm tido e que infla a média latino-americana.
Se tirarmos esses países da "média", esta diminuirá consideravelmente. A Venezuela, por exemplo, cresce a taxas altíssimas, próximas de 10%, como a Argentina. Mas ao custo de forte elevação da inflação. A inflação argentina já beira os 10% ao ano, e a venezuelana, 20%. A mídia critica a política econômica desses países por conta disso, mas usa o crescimento deles, baseado em inflação, para diminuir o mérito do desempenho econômico brasileiro, um crescimento que tem ocorrido concomitantemente à queda progressiva da inflação. Pela ótica que a mídia sempre defendeu, portanto, o menor crescimento brasileiro deveria ser visto como muito mais racional. E, além disso, a mídia esconde que vem subindo o ritmo desse crescimento. E sem provocar aumentos de preços.
Outro discurso besta da mídia está surgindo por conta da recente elevação das alíquotas de impostos como o IOF e a CSLL, feita para compensar a perda da CPMF. A mídia já fala de "aumento" de impostos, e que esse aumento provocará aumento de preços. Notem que o aumento desses impostos não elevou a carga tributária. A arrecadação caiu quase 40 bilhões de reais com o fim da CPMF, e o impacto da elevação dos dois impostos, segundo a mídia, deverá gerar arrecadação correspondente a um quarto daquele montante que deixará de ser arrecadado. Ora, os empresários, com o fim da CPMF, tiveram redução da carga tributária muito maior do que o "aumento" que a mídia está alardeando. Deixaram de pagar o mal chamado imposto sobre o cheque e não reduziram seus preços. Então por que teriam que aumentá-los por conta da recomposição de parte do imposto que deixarão de pagar?
É politicagem, pura e simplesmente. A mídia presta vassalagem à oposição encampando seu discurso enviesado em incontáveis questões. E são discursos que não resistem a qualquer confrontação. Então, o que acontece? Bem, como a mídia não pode sustentar sua argumentação falaciosa num debate sério, tenta bloquear o debate para fazer prevalecer "na marra" as teses tortas que adota. Conta com a ignorância - e a alimenta - para fazer seu jogo político.
Por tudo isso é que criticar a mídia ficou tão fácil. E já que é fácil, vamos criticar, para que essas críticas continuem chegando à sociedade, ainda que com atraso, e desmontando as teses falsárias que a mídia verte para enganar trouxas.
Escrito por Eduardo Guimarães às 11h43
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Folha quer debate (?)
Certa vez, o então editor do caderno Ilustrada da Folha de São Paulo - que não sei se ainda é o mesmo -, Marcos Augusto Gonçalves, me disse, por e-mail, que não entendia minha "fixação" com seu jornal, o que equivale a dizer que sugeriu que este mero João-Ninguém estaria perseguindo a poderosa Folha, o maior jornal do país.
Tentei explicar ao Marcos, homem inteligente e reacionário ao extremo - mas que sempre se dispôs a debater comigo em longas trocas de e-mails -, que eu "perseguia" tanto a Folha porque lamentava dramaticamente que o jornal - como bem disse Luis Nassif, ex-membro de seu Conselho Editorial - tivesse resolvido desconstruir seu leitorado de centro esquerda, construído morosamente ao longo de anos, que foi o que o levou a se tornar o maior jornal do país. E a Folha fez isso ao mergulhar de cabeça no consenso midiático anti-Lula, anti-PT e anti-esquerda e ao adotar o manual Veja de antijornalismo.
Agora, inclusive depois do ato dos Sem-Mídia diante de sua sede, a Folha vem enveredando por um caminho que me deu esperança, ainda que tênue, de que pode vir a voltar a investir em bom jornalismo, como fazia antes de o Frias filho brigar com Lula em almoço na sede do jornal em 2002, durante a campanha eleitoral em que o petista se elegeu presidente pela primeira vez. E a causa da discussão que fez Lula abandonar o almoço "no meio" foi que Frias perguntou a ele algo como se o presidenciável achava que, a despeito de não ter curso superior, poderia fazer uma boa Presidência da República. Lula se irritou - agora se sabe, com boas razões -, levantou-se e deixou o Frias filho falando sozinho, coisa que muito pouca gente neste país teria coragem de fazer. "Ora, a audácia de Lula!"
Na verdade, acho que o que causou a mudança (para pior) que se operou na Folha, foi muito mais a arrogância do Frias filho do que os interesses políticos, ideológicos e financeiros do jornal. O Frias pai já chegava ao ocaso da vida e o petiz era quem dava as cartas no império econômico. Mimado, acostumado a ter suas vontades feitas aos menores detalhes por uma herança bendita - ao menos financeiramente -, não pôde se conformar com a "audácia" de Lula de deixá-lo falando sozinho "só" por ter sugerido que um homem que se dedicou como ninguém a exercer a Presidência não sabia o que estava fazendo, o que hoje se sabe que foi uma descomunal bobagem do Mauricinho Frias filho.
Mas não posso deixar de reconhecer, no entanto, que as idiossincrasias político-ideológicas da família Frias não impediam, até a herança do Frias filho se consolidar, que o jornal tivesse tido a antevisão de um jornalismo inovador, plural e dinâmico que a Folha praticou desde o fim do regime militar até o estertor do governo FHC, um período em que o jornal teve o mérito de levantar denúncias que, apesar de ser inevitável que viessem a público de alguma maneira, seriam boicotadas pelo resto da grande imprensa, então já tucana até a alma. Refiro-me à denúncia da compra de votos para aprovar a reeleição de FHC, por exemplo.
Nos dois primeiros dias de 2008, o Painel do Leitor da Folha publicou debates interessantíssimos. E permitiu, de forma absolutamente incomum, que opiniões divergentes da consensual na mídia fossem maioria. Leiam, abaixo, cartas de quatro leitores do jornal, entre as quais está uma minha. Claro que não são apenas essas cartas que deixam supor uma eventual tentativa do jornal de retomar, ao menos em maior medida, a pluralidade que abandonou durante os últimos anos, durante o governo Lula. Há outros indícios, ainda que as "recaídas" continuem renitentes. Durante o linchamento de Renan Calheiros, por exemplo, a Folha praticamente bloqueou qualquer opinião ou fato que não se coadunasse com sua linha editorial naquela questão. Mas debates menos intensos voltaram a ser permitidos, e notícias das quais o jornal não gosta foram divulgadas como em nenhum outro grande meio de comunicação.
Com vocês, o debate que, parece, volta à Folha.
Painel do Leitor
1º de janeiro de 2008
Oposição
"2007 foi o ano das oposições. A grande mídia inventou, valorizou boatos, ameaçou, chacoteou e tripudiou o que pôde sobre o governo federal. Os ricos fomentaram a discórdia e distribuíram falácias. O Congresso Nacional votou contra a saúde, a dignidade, a segurança, a educação, as estradas, o PAC e a transposição do rio São Francisco. Apesar de tudo, o país cresceu além das expectativas, a safra agrícola foi a melhor dos últimos dez anos, a dívida externa caiu 30%, a inflação está sob controle, as vendas de fim de ano cresceram 20%, a dívida interna é a menor desde 1998, a taxa de desemprego despencou, os juros são os mais baixos das últimas décadas, o número dos que viviam na miséria foi reduzido drasticamente e, por tudo isso, a aprovação de Lula não pára de crescer. Enquanto isto, PSDB e DEM perderam representantes em todos os cargos e seu líder FHC amarga a maior rejeição popular que um político brasileiro sofreu até hoje: 55% -nem Paulo Maluf e ACM foram tão rejeitados. Condolências às oposições, à mídia e aos poderosos, que em 2007 torceram histericamente pelo "quanto pior melhor", e parabéns ao povo brasileiro, que aprendeu separar o joio do trigo."
JEFERSON MALAGUTI SOARES (Belo Horizonte, MG)
2 de janeiro de 2008
Governo Lula
"No melhor ano da história do Brasil dos últimos anos, o Brasil teve recorde nos empregos, no PIB, na produção e venda de automóveis, no crédito, na construção civil, nas exportações, nas reservas internacionais, nas vendas do comércio e na arrecadação do governo federal (sem aumento de impostos). Tantos recordes conseguidos por um governinho do presidente Lula, aquele mesmo, torneiro mecânico, nordestino, o presidente que não tem diploma de curso superior. Parece que muitos já se esqueceram dos absurdos reajustes nas tarifas públicas dos anos FHC, das duas vezes em que o país quebrou e teve de recorrer ao FMI. E o salário mínimo? Parece que já se esqueceram do salário mínimo por volta de 70 dólares da época FHC, que agora se mantém acima de 210 -o triplo. Neste quinto ano de governo começam a surtir resultados as medidas tomadas no primeiro. A vida de muitos brasileiros melhorou, sim. Parabéns ao povo brasileiro, que soube escolher e manter o sr. Luiz Inácio Lula da Silva, tantas e tantas vezes injustiçado e desrespeitado. Feliz Ano Novo para todos."
CRISTIANO JUVENTI (Rio de Janeiro, RJ)

"Chamou-me a atenção a carta de Jeferson Malaguti Soares ("Painel do Leitor", 1/1). A grande mídia, como diz o leitor, não inventou nada, ela comentou e em muitos casos provou o que dizia. Os ricos não inventaram falácias, e sim ficaram mais ricos: é só ver o lucro absurdo dos bancos. O Congresso só foi contra o governo no caso da CPMF, extinguindo-a, mas mesmo assim fez a vontade de Lula, que já a queria extinta anos atrás. Em compensação a corrupção corre solta e impune nos corredores do Congresso. Se o país produziu a melhor safra dos últimos 10 anos, o governo não teve culpa nenhuma, pelo contrário, está tornando insuportável a vida dos que produzem e exportam, ao manter essa política de câmbio. O número dos que viviam na miséria de fato sofreu uma enorme baixa, mas graças a nós, a ex-classe média, que a continuar nesse passo será extinta. A aprovação de Lula cresce nos Estados que recebem mais benesses do governo, e nesses Estados jornais não são lidos, só servem pra fazer pacote. Quanto à perda de cargos dos partidos de oposição, é decorrente de tudo a que me referi acima. FHC e outros políticos da oposição estão sendo rejeitados pelos mesmos motivos e pela propaganda em massa feita pelo governo na TV. Finalmente, o "quanto pior melhor" foi inventado e patenteado pelo PT e por seus seguidores. Na verdade o povo brasileiro merece é receber pêsames, porque grande parte dele ainda não sabe a diferença entre joio e trigo."
MARCOS DE LA PENHA CHIACCHIO (São Paulo, SP)
"Bem que a oposição e a mídia, de um lado, e o governo Lula, de outro, poderiam começar o Ano Novo pondo de lado as picuinhas político-ideológicas, apesar de este ser um ano eleitoral. Os que se opõem ao governo federal deveriam mudar de estratégia. A tática da criminalização, do denuncismo e da desqualificação de tudo que parta desse governo tem se mostrado ineficaz, tantas vezes quantas tem sido usada. A maioria da população percebe o bom momento que vive o país e as tentativas de sabotagem, como a eliminação de chofre de uma receita tão importante quanto a da CPMF. Fica claro que a oposição não quer que o país cresça e melhore sob Lula. Trocar o denuncismo, o terrorismo e a sabotagem por propostas pode ajudar oposição e mídia no projeto Serra 2010, que está muito mais longe de ter êxito do que dizem os adversários (assumidos e enrustidos) do governo Lula."
EDUARDO GUIMARÃES (São Paulo, SP)
Escrito por Eduardo Guimarães às 16h58
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Decisão de ano novo
Bem que a oposição e a mídia, de um lado, e o governo Lula, de outro, poderíam começar o ano novo pondo de lado as picuinhas político-ideológicas, apesar de este ser um ano eleitoral.
Os que se opõe ao governo federal deveriam mudar de estratégia. A tática da criminalização, do denuncismo e da desqualificação de tudo que parta desse governo tem se mostrado ineficaz tantas vezes quantas tem sido usada.
A maioria da população percebe o bom momento que vive o país e tentativas de sabotagem como a eliminação de chofre de uma receita tão importante quanto a da CPMF. Fica claro que a oposição não quer que o país cresça e melhore sob Lula.
O discurso sobre a "gastança" do governo federal é pífio e só sensibiliza os "cansados" do Sul-Sudeste, segmento reduzido da população que dá mais valor às próprias idiossincrasias político-ideológicas do que ao Brasil.
O país real sabe que a suposta "gastança" alardeada pelas forças oposicionistas se deve ao aumento dos investimentos, o que está reduzindo a pobreza e a desigualdade, aumentando a oferta de emprego e promovendo o crescimento da economia.
Trocar o denuncismo, o terrorismo e a sabotagem por propostas pode ajudar oposição e mídia no projeto Serra 2010, que está muito mais longe de ter êxito do que dizem os adversários (assumidos e enrustidos) do governo Lula.
Escrito por Eduardo Guimarães às 13h53
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Anos que vão e vêm
No estertor de 2007, senti uma necessidade incontida de parar, simplesmente parar de me preocupar. Por isso, nos últimos dias, pela primeira vez em quase dois anos, fiquei sem escrever neste blog, sem ler os comentários, sem abrir meus e-mails, pois achei que precisava dessa pausa.
Agora estou de volta. Não poderia deixar que o ano terminasse sem escrever.
O ano que passou, a mim, ao menos, parece difícil qualificá-lo de uma única maneira. Dizer que 2007 foi bom? Difícil. Tragédias, guerras, atentados, a maior parte decorrente das ações humanas. Só para ficarmos no Brasil, lembro do acidente com o avião da TAM e do buraco do metrô, tragédias que poderiam ter sido evitadas se empresários e Estado agissem com responsabilidade.
Por outro lado, pesar o ano que termina - ou que terminou, dependendo de quando você ler isto - só pelas tragédias, ocultará, ao menos para o Brasil, o fato de que este país está trilhando um caminho de progresso e prosperidade até então inédito. Jamais tantos fatores positivos somaram-se para produzir o círculo virtuoso em que este país mergulhou, apesar da mesquinhez de alguns.
Não houve tentativa de sabotagem da mídia oposicionista que impedisse o governo de Lula de conduzir o país de uma forma que está gerando tantos benefícios à sociedade. Inclusive para aquela parte dela intolerante, preconceituosa e irresponsável, que não se cansa de atirar no próprio pé ao tentar impedir que o país progrida naturalmente.
Este país já cometeu muitos erros, mas me parece que aprendeu com eles. Ao eleger e reeleger Lula, permitimo-nos ser governados humanamente depois de séculos de governanças malditas, e a despeito do processo mais odioso, revoltante e imoral de sabotagem, de calúnias e de distorções dos fatos que já vi. Ainda assim, o Brasil entrou numa rota irreversível de crescimento econômico e de promoção de justiça social.
Fiquemos, pois, com a parte boa do ano que foi, sem esquecermos dos erros e de sua parte ruim, pois a primeira nos dá esperança, e a segunda, nos deixa lições.
Desejo a todos vocês um ano maravilhoso, pleno de paz, saúde, sucessos e harmonia. Em 2008 continuaremos juntos, se Deus assim quiser, pois aqui construímos alguma coisa maravilhosa, que saberemos manter viva e crescente.
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Comentário do Azenha ao cumprimento que lhe enviei em retribuição aos votos de boas festas:
"Eduardo, A admiração é recíproca. Saiba que, vivendo alguns meses por ano aqui em Washington, eu me dou conta de que há milhares de idealistas soltos por aí. E eles são um perigo. Ou seja, soltos NÓS SOMOS UM PERIGO, ainda mais na internet. abs
Luiz Carlos Azenha"
Escrito por Eduardo Guimarães às 14h00
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