Manifestação virtual
Quero convocá-los para uma manifestação virtual contra o Partido da Imprensa Golpista (PIG). É um novo tipo de protesto que convoco contra um veículo contra o qual já convoquei um protesto físico, há alguns meses: a Folha de São Paulo. E o motivo é o texto abaixo, do colunista Clóvis Rossi. Leia e depois encontrará uma proposta do que podemos fazer para protestar eficazmente, via e-mail, contra aquele jornal.
"CLÓVIS ROSSI
O crime que o governo encobre
SÃO PAULO - O governo Lula está encobrindo uma crime. Não, hidrófobos e debilóides, a acusação não é da "mídia golpista", mas de uma figura absolutamente acima de qualquer suspeita, o jurista Hélio Bicudo, próximo do PT, vice-prefeito com Marta Suplicy.
Diz Bicudo, a propósito da morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel: "O governo nunca viu com bons olhos uma investigação que levasse à descoberta da verdade, que eu não sei qual é".
Só em repúblicas bananeiras não há interesse em desvendar crimes.
E não se trata de uma vítima qualquer. Celso Daniel era, à época do crime, o coordenador do programa de governo do candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Logo, se não tivesse sido morto, acabaria certamente em uma posição de destaque no governo, a exemplo do que ocorreu com seu sucessor na coordenação, Antonio Palocci.
Mais: Gilberto Carvalho, talvez o mais próximo assessor de Lula, foi também assessor muito próximo de Celso Daniel em Santo André. Não é possível que não fique periodicamente cobrando de seu chefe empenho das instituições em apurar o assassinato.
Bicudo diz mais: o governo federal pressionou, indiretamente, o irmão de Celso Daniel, Bruno, levando-o a asilar-se na França com a mulher, Marilena Nakano. Que diabo de democracia é essa, que diabo de governo é esse que tolera ou até força o exílio de quem está apenas cobrando que as autoridades façam o seu dever e investiguem direito um crime?
O que se pretende encobrir com uma investigação mambembe? Eventual corrupção na Prefeitura de Santo André? Para que, se no governo federal viram-se coisas muito piores?
Ou algo ainda mais tenebroso, posto que Celso Daniel tinha e expunha idéias e propostas bem mais à esquerda das que acabaram sendo adotadas pelo governo petista?"
Vocês viram, né? Se você acha que a imprensa se transformou num partido político, o colunista leão-de-chácara acima diz que você é hidrófobo e debilóide.
Clóvis Rossi, Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi são os pit-bulls da mídia, os capangas contratados por Marinhos, Frias, Cívitas e congêneres para atacar e intimidar quem questiona a imprensa.
Eu não tenho medo deles. Acho que são leões-de-chácara pagos para escrever numa determinada linha para terceiros, sobretudo para políticos. Mas não tenho medo.
É o seguinte: vamos nos manifestar diante da Folha, de novo. Mande para ela o e-mail abaixo. Com o mesmo título (assunto/subject) e o mesmo texto no corpo. Copie o modelo abaixo e envie. Vamos mostrar a essa gente que tem outra gente que não pretende aceitar o golpismo midiático passivamente.
Envie e, se puder, confirme aqui que enviou escrevendo simplesmente "enviado" no espaço dos comentários, será a assinatura de que participou dessa manifestação virtual que convoco.
Abaixo, o modelo do e-mail:
Assunto / subject: Abaixo o PIG
A imprensa brasileira se transformou num partido político. Cunharam até uma sigla para ela: PIG (Partido da Imprensa Golpista).
Mercenários são contratados para o colunismo leão-de-chácara, que ataca no lugar do patrão, ou dos patrões José Serra e Fernando Henrique Cardoso.
Um exemplo de colunismo leão-de-chácara é a coluna de Clóvis Rossi de sábado 19 de janeiro de 2008 na página A2 desse jornal.
Escrito por Eduardo Guimarães às 07h53
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Medicina midiática II
atualizado em 19/01 às 13:07 hs.
Sexta, 18 de janeiro de 2008, 20h46 Atualizada às 21h08 Febre: 31 pessoas têm superdosagem de vacina
O Ministério da Saúde informou na noite desta sexta-feira que 31 pessoas estão internadas em todo o País suspeitas de terem tomado mais de uma dose de vacina contra a febre-amarela. Em dois casos, registrados no Distrito Federal, as vítimas de superdosagem estão em estado grave. Na quinta-feira, um jovem de 20 anos foi internado com hepatite e uma mulher foi atendida em um hospital com choque anafilático. O Ministério da Saúde reitera que cada dose da vacina tem validade de dez anos e não é necessário reforçar a aplicação antes deste período.
Redação Terra
Um pequeno palpite: ouvi, na Rede Tevê, que, "apesar dos alertas", pessoas tomaram superdoses de vacina contra febre amarela. Notem que não se disse "apesar dos alertas da imprensa", porque esta não alertou ninguém, muito pelo contrário, estimulou as pessoas a se vacinarem "antes que fosse tarde". Essa medicina midiática, viu. Incluam-me fora dela.
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18/01/2008 - 22h51
País tem 31 casos de superdosagem de vacina contra febre amarela
da Folha Online
O Ministério da Saúde comunicou na noite desta sexta-feira o registro de 31 casos de pessoas que tiveram reações adversas à vacina contra febre amarela por superdosagem. Estas pessoas, segundo a pasta, tomaram uma nova dose de vacina antes que a anterior expirasse --o prazo de validade da imunização é de dez anos, sem necessidade de reforço. Em dois destes casos, os pacientes estão internados em estado grave.
Em Brasília, uma mulher de 36 anos está internada no Hran (Hospital Regional da Asa Norte), com suspeita de reação à vacina. Ela respira com auxílio de aparelhos.
De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, a mulher vive em Riacho Fundo 2 e chegou ao hospital com "quadro de dificuldade de andar e episódios de desmaio", evoluindo para "um estado grave com paralisia dos membros inferiores, posteriormente superiores e dispnéia [dificuldade de respirar]".
Para a equipe médica que a acompanha, ou ela sofreu reação à vacina ou desenvolveu um processo infeccioso agudo ou tem síndrome de Guillain-Barré. Os resultados dos exames que identificarão o problema devem ser divulgados na semana que vem.
Os sintomas de reação à revacinação são febre, dor de cabeça, vômito, enrijecimento dos músculos e problemas neurológicos.
O Ministério da Saúde recomenda vacinação apenas a pessoas que vivem em áreas de risco ou que irão visitá-las em breve e que não são vacinadas contra a doença desde antes de 1999.
Desde o começo do ano, houve 11 casos confirmados de febre amarela no país, dos quais sete evoluíram para a morte. O caso mais novo foi confirmado nesta sexta, pela Secretaria Estadual de Saúde de Goiás. Em nota, a pasta afirmou que a paciente é uma jovem de 19 anos, da cidade de Pirenópolis, que já teve alta.
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19/01/2008 - 10h11
Mulher em coma pode ter tido reação à vacina
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Uma mulher de 36 anos está em coma, internada em Brasília, com suspeita de reação à vacina da febre amarela. Ela teria tomado apenas uma dose da vacina nos últimos dez anos --período de validade da imunização.
Outras 30 pessoas estão internadas, no país, porque tomaram duas ou mais doses da vacina em curto período de tempo, de acordo com o Ministério da Saúde. Em um dos casos, o paciente está em estado grave.
A estimativa é que apenas uma em cada 1 milhão de pessoas imunizadas apresentem reações adversas graves com apenas uma dose da vacina, segundo o infectologista Marcos Boulos.
A paciente de Brasília foi internada no Hospital Regional da Asa Norte na quinta-feira da semana passada, dez dias após tomar a vacina.
Segundo a assessoria do hospital, ela chegou com dificuldade de andar e com histórico de desmaios. No início da noite de ontem, ela estava internada na UTI, com paralisia dos membros superiores e inferiores e respirando com auxílio de aparelhos.
O hospital investiga outras hipóteses para o estado da paciente -processo infeccioso agudo e síndrome de Guillain-Barret. A paciente é do Riacho Fundo 2, cidade-satélite do DF.
Segundo o infectologista, a maior parte das reações adversas da vacinação se apresenta de maneira discreta, com dores de cabeça, febre e manifestações cutâneas. Em outros casos, mais raros, pode haver encefalite (inflamação do encéfalo) e morte.
Os sintomas variam de acordo com o organismo do paciente. Segundo Boulos, não é possível prever a reação à vacina e, por isso, só devem se imunizar pessoas que se dirigirem a áreas de risco.
Escrito por Eduardo Guimarães às 22h00
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Brigar é muito chato
Estive pensando hoje no decorrer do dia e me dei conta de como é chato ter que brigar pelos direitos da gente. Mas você não quer que um punhado de pessoas se auto-outorgue o direito de mandar no país e, assim, para que essas pessoas se limitem a agir como mortais comuns em vez de semideuses - que, pretensamente, pairariam acima das instituições -, você tem que quebrar o pau.
Ao contrário do que pode parecer, eu não gosto dessas pendengas bestas em que temos nos metido com a mídia. Mas tenho certeza de que cada um de nós, se pudesse fazê-la parar de querer governar o país em lugar da maioria que vota, mas sem brigar, faríamos isso. Infelizmente, quem não pára é a mídia. Ela se recusa terminantemente a respeitar divergências e opiniões diferentes da sua e tenta impedir que todas as correntes opinativas tenham igualdade de condições para dizerem seus pontos de vista.
Por conta disso, somos obrigados a escrever, queixar-nos, criticarmos e, vez por outra, infelizmente, acima do tom. Tenho muito medo disso porque a linha que separa a indignação da ignorância é muito tênue. Para passar de indignado a energúmeno, é um tiro. Só que acontece que ao se fazer a pessoa extrapolar limites, deve-se saber que a reação do provocado será o preço do ato de provocar. Quem não quer colher vento, que não semeie tempestade.
O desafio maior de um homem - e de uma mulher - é o de se manter o mais frio possível durante surtos (evitáveis e inevitáveis) de indignação exacerbada. Mesmo diante dos motivos mais justos e dos atos mais torpes, saber se manter controlado é um ato de grandeza. Esquivar-se de insultar e ter sangue-frio para argumentar é para os mais inteligentes e equilibrados - e só para eles. Por isso, prego - inclusive a mim mesmo e, vez por outra, sem sucesso - que se evite insultar e agredir aquele de quem se diverge.
Não se confunda, entretanto, evitar de insultar com deixar de dizer o inevitável, ainda que o que se disser não abone aquele sobre quem nos referimos por conta de atos que praticou. Há momentos, infelizmente, nos quais não dá para deixar de ser agressivo, de alguma maneira, porque um ato provocou aquela reação por se mostrar danoso, mais do que a cada um, a muitos. E quando o interesse de muitos se sobrepõe ao de poucos, algo está errado e algo precisa ser feito.
Mas que brigar é chato, meu, ah, é muito, mas muuuito chato. Às vezes, sinto-me como se não agüentasse mais.
Escrito por Eduardo Guimarães às 21h08
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Medicina midiática
Homem e mulher passam mal com vacina em Brasília do site do Jornal Nacional
De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, duas pessoas, um rapaz de 20 anos e uma mulher, tomaram duas doses da vacina num intervalo pequeno de um, dois dias, achando que assim estariam mais protegidos. O rapaz chegou a ser internado com hepatite e a mulher foi atendida na emergência com choque anafilático. Os dois foram medicados e passam bem.
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Um comentário : prestem atenção para ver quem é que vai dar a notícia acima. O UOL, um dos portais que mais têm trabalhado para disseminar pânico e que publicou cada mera suspeita de caso de febre amarela como se fosse um caso comprovado, não publicou a notícia acima, que prova que o alarmismo causou, além de tudo, até risco de morte.
Escrito por Eduardo Guimarães às 22h27
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Cantanhêde se explica
Eliane Cantanhêde, a já notória jornalista da Folha de São Paulo que promoveu disseminação de pânico ao exortar as pessoas a se vacinarem contra febre amarela indiscriminadamente, acaba de voltar à carga. Desta vez, porém, ela vem se explicar sobre o texto alarmista que escreveu na semana passada. Por conta disso, escrevi um e-mail diretamente a ela e ao seu jornal.
Abaixo, reproduzo, primeiro, a argumentação de Cantanhêde e, em seguida, a carta que enviei a ela.
"Seis casos, cinco mortes
Por Eliane Cantanhêde
Ontem, terça-feira, 15 de janeiro, já estavam confirmados seis casos de febre amarela no país neste ano, com cinco mortes, o que me remete a uma história bastante educativa de 30 anos atrás.
Governo Ernesto Geisel, regime militar, censura à imprensa. O ministro da Saúde daquela época, porém, era um dos melhores que já passaram pela pasta em toda a sua história: o sanitarista Paulo de Almeida Machado, que deixou políticas, operações e princípios de saúde pública que vêm sendo respeitados até hoje por todos os seus (os bons) sucessores.
Eis que, devagar, sorrateiramente, o país começou a viver uma epidemia de meningite, com crianças morrendo e todo mundo em silêncio, até que Almeida Machado me deu uma corajosa entrevista reconhecendo a epidemia, falando sobre os riscos e alertando as pessoas sobre como agir nas circunstâncias.
Naquela época, usávamos máquinas de escrever e telex. Pois não é que a entrevista foi censurada pela ditadura antes mesmo que o longo telex chegasse inteiro à sede da revista "Veja" em São Paulo? Por quê? Versão: porque não havia vacinas e seria "alarmar a população inutilmente". Fato: além disso, queriam "proteger a imagem do governo". Na cabeça estúpida dos censores da ditadura, era mais importante manter as pessoas ignorantes sobre os riscos do que ensiná-las a tentar diminuí-los ao mínimo possível. E eles, os censores, às vezes eram mais realistas do que o rei.
Quando cobrei do ministro o corte da reportagem, ele ficou indignado. Telefonou a Geisel, que também ficou indignado, e me chamou de volta ao gabinete para repetir tudo de novo. Pena que não deu mais tempo para aquela edição e só entrou na semana seguinte --mas entrou. Almeida Machado já tinha encomendado ao exterior lotes de emergência da vacina. Não eram suficientes, e ele se concentrou nos locais mais afetados. Era um médico abnegado e também um estrategista em saúde pública.
Trinta anos depois, essa história vem a calhar diante da atual situação da febre amarela no Brasil. Ainda é oriunda da área silvestre, mas estava crescendo, não se sabia ainda em que dimensão e, assim, lancei o alerta aqui há uma semana, na quarta-feira passada, para que todos se vacinassem. Em saúde, já dizia Almeida Machado, prevenção é tudo.
Pois sabe o que aconteceu? Os censores de hoje, armados não com tesouras, mas com a internet, passaram não só a me censurar, mas a me insultar em e-mails com coisas delicadas como "vagabunda", "quenga", "prostituta", "vendida". E, por mais ridículo que pareça, me acusando de chamar o presidente Lula de "Aedes aegypti". Seria de morrer de rir, não fosse de morrer de chorar.
Para quem quiser ler, está aí, na Pensata da Folha Online. Escrevi --e repito-- que as pessoas deveriam se vacinar, sim, e que a febre amarela deveria servir de alerta para que o governo tentasse salvar as verbas da Saúde e da Educação neste momento crucial de cortes de gastos, concluindo com um apelo: "Senão, Lula, o Aedes aegypti vem, pica e mata sabe-se lá quantos neste ano --e nos seguintes". Ou seja: Lula, não corte na Saúde e na Educação, porque, senão, a Saúde vai sofrer e a febre amarela vai piorar e matar mais e mais.
Claro e transparente assim. Só não vê quem não quer. Se fosse só burrice, a gente até perdoava. Mas é má-fé de quem é pago para confundir e desqualificar, fingindo defender altruisticamente idéias, pessoas e governos. Uma covardia. E, mais uma vez, mais realista do que o rei.
Às pessoas que escreveram realmente criticando, discordando ou perguntando, decentemente, respondi o que escrevo aqui, agora. Há uma epidemia de febre amarela? Não. Ou ainda não. E cabe às autoridades dizer que não. Mas à imprensa e aos jornalistas o importante é informar que há casos, explicar a doença e os sintomas, mostrar como é possível evitar e estimular a vacinação. Para nós, não interessam apenas as estatísticas, interessa cada indivíduo também.
Pergunte à família de Graco Carvalho Abubakir, que morava no meu bairro e morreu de febre amarela na semana passada, aos 38 anos, se ele deveria ou não ter sido vacinado. Abubakir e os quatro outros mortos não eram números. Eram pessoas.
Se você não quiser se vacinar, o problema é seu. Mas a mim compete alertar as pessoas para que se vacinem, sim. Aliás, como Lula já tinha se vacinado, e eu também."
Agora, abaixo, a carta que enviei à jornalista e ao seu empregador.
Prezada Eliane Cantanhêde,
li sua pensata no UOL em 16 de janeiro ("Seis casos, cinco mortes") e, como um daqueles que ficou indignado com outra pensata de sua autoria, agora datada de 9 de janeiro ("Alerta Amarelo!") e publicada na mesma Folha Online, onde você exortou a sociedade brasileira a se vacinar contra febre amarela fosse o cidadão de que parte do país fosse, decidi lhe escrever diretamente, pois acredito que você, mais uma vez, distorceu os fatos. E não só no teor de sua manifestação e no que tange a comparação da situação do país hoje com a da época do regime militar, mas no que concerne à acusação das queixas que recebeu de leitores.
Seu texto de 16 de janeiro, perdoe-me a sinceridade, é extremamente ardiloso. Você, inadvertida ou maliciosamente - escolha você que alternativa prefere -, ignora fatos que mostram a impropriedade de sua convocação aos brasileiros a se vacinarem indiscriminadamente contra a febre amarela. E chega a comparar a revolta de leitores contra um comportamento da mídia que gerou pânico e problemas para a Saúde pública à censura pelo regime militar a notícias sobre uma epidemia de meningite durante os anos de chumbo. Você escreveu como se estivessem querendo censurá-la e como se aos seus críticos fosse dado o mesmo espaço que é dado a você para se manifestar. Se censura há, é a quem discorda de você. E a censura é praticada pelo grupo Folha, que não permite questionamentos a uma manifestação alarmista como a de sua coluna de 9 de janeiro. Enquanto seu empregador censura quem discorda do que você escreveu, você acusa o censurado de ser censor. Chega a ser surreal.
Transformando-se em vítima, valendo-se, covardemente, de sua condição de mulher, acusa quem de você divergiu de tê-la chamado de vagabunda", "quenga", "prostituta", "vendida". E escreve que, "por mais ridículo que pareça", você foi acusada de chamar o presidente Lula de "Aedes aegypti". E arremata: "Seria de morrer de rir, não fosse de morrer de chorar".
Bem, Eliane, eu jamais me dirigi assim a você, nem mesmo quando citou meu nome jocosamente no espaço que dispõe na página A2 da Folha. Não é meu estilo. Prefiro argumentos. É por isso que sofro tanta censura da mídia, porque não me entrego aos humores do fígado. Mas quem a acusou de ter chamado Lula de Aedes Aegypti, fui eu mesmo. Simplesmente porque você chamou, sim, o presidente disso. Leia suas palavras em sua pensata de 9 de janeiro:
""Vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem (...) Vacine-se logo! Senão, Lula, o Aedes Aegypti vem, pica e mata sabe-se lá quantos neste ano -- e nos seguintes."
Bem, pelo que entendo do Idioma, Eliane, você chamou, sim, Lula de Aedes Aegypti, mas você exige que seu leitor leia nas entrelinhas, que adivinhe o que você quis dizer, e chama de burro quem "não entendeu". Você afirma que o que quis dizer foi: "Lula, não corte na Saúde e na Educação, porque, senão, a Saúde vai sofrer e a febre amarela vai piorar e matar mais e mais". Seria melhor ter escrito isso, Eliane, do que dizer "Lula vem, pica e mata sabe-se lá quantos". De qualquer maneira, porém, nenhuma das duas versões do que você escreveu tem sentido, porque, se tivesse pesquisado melhor sobre o que escreveu - não quero inferir que você sabia do que vou lhe dizer e escreveu o que escreveu assim mesmo -, saberia que o governo federal, ano passado, vacinou SESSENTA MILHÕES de pessoas contra a febre amarela.
E você ainda faz acusações de que seus críticos usam de "má-fé de quem é pago para confundir e desqualificar, fingindo defender altruisticamente idéias, pessoas e governos". A quem você se referiu, Eliane? A alguém especificamente ou acusou seus críticos todos aleatoriamente? Se foi especificamente, deveria citar nomes. Que eu saiba, quem é - ou foi, até recentemente - pago para defender pessoas e governos, foi seu marido, que trabalha - ou trabalhou - para o PSDB como marqueteiro. Aliás, essa é informação que foi amplamente difundida por alguém que compartilha suas idéias petefóbicas, Diogo Mainardi. Como não tenho notícia de que você o tenha processado ou sequer desmentido, suponho que ele tenha dito a verdade.
Em seguida, e para arrematar, Eliane, você diz que "Às pessoas que escreveram realmente criticando, discordando ou perguntando, decentemente", você respondeu o seguinte: "Há uma epidemia de febre amarela? Não. Ou ainda não. E cabe às autoridades dizer que não. Mas à imprensa e aos jornalistas o importante é informar que há casos, explicar a doença e os sintomas, mostrar como é possível evitar e estimular a vacinação. Para nós, não interessam apenas as estatísticas, interessa cada indivíduo também".
Olhe, Eliane, sinceramente, ao menos a você não parece que interessa cada indivíduo, pois ao mandar todos tomarem vacina o quanto antes, antes que Lula mate "sabe-se lá quantos neste ano - e nos seguintes", você não fez distinção entre quem precisava e não precisava tomar a vacina. Se tivesse escrito: se você mora em zonas de risco, em que há focos de febre amarela silvestre, tome a vacina, mas se não mora, não precisa se vacinar, pois vai perturbar os postos de Saúde à tôa, vai provocar esgotamento de estoques de vacina, tirando o medicamento de quem precisa viajar - como de fato acabou acontecendo - e se tivesse dito, inclusive, que estudiosos como o chefe do laboratório de virologia da UNIFESP, dr. Celso Francisco Granato, recomendaram que não se tome a vacina aleatoriamente, se não se for viajar para zonas de risco, pois certas pessoas têm situação de saúde à qual a vacina pode ser prejudicial e até mortal, tudo bem. Mas você recomendou a todos ao não fazer essa distinção.
Vou lhe explicar uma coisa sobre febre amarela, Eliane, e sem ser jornalista ou médico. E vou explicar porque pesquisei, informei-me antes de sair escrevendo sobre assunto tão sério. O negócio é o seguinte, minha cara: tome-se o exemplo de uma pessoa que, por alguma razão, por estar com a saúde abalada, está com as defesas do organismo baixas. Bem, a vacina contra a febre amarela, como tantas outras, usa o vírus da enfermidade enfraquecido. Ele é inoculado no organismo da pessoa para que esta desenvolva anticorpos. Como o vírus é inoculado enfraquecido, torna-se fácil para um organismo são produzir as defesas necessárias contra os vírus sadios. Mas se for alguém como meu amigo José Artur, que padece de câncer na garganta e que está com sua imunidade biológica comprometida, se eu não o aviso para não se vacinar, ele poderia até ter morrido, pois, sob minha recomendação, consultou o seu médico e ele o proibiu de tomar a vacina.
Veja só você, Eliane, o que a irresponsabilidade jornalística pode fazer. Meu amigo poderia ter sido mandado por você - e por outros jornalistas como você - para a terra dos pés juntos. É mole?
Atenciosamente,
Eduardo Guimarães
Escrito por Eduardo Guimarães às 17h12
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Aposta macabra

Vocês ouviram a entrevista do infectologista dr. Celso Francisco Granato, chefe do laboratório de virologia da Unifesp, no site do Luiz Carlos Azenha? Quem não ouviu, clique aqui para ouvir antes de continuar lendo este texto. Volte depois. Eu espero.
Agora que você já ouviu, quero que me responda com sinceridade: eu não venho dizendo aqui, desde sábado passado, o que você acabou de ouvir do dr. Granato?
Mas o propósito deste post não é faturar credibilidade. À esta altura do campeonato, você, leitor, ou acredita em mim e gosta da forma como conduzo este blog, ou não acredita em nada do que eu digo e me detesta. Mas devem ser poucos os que ficam em cima do muro em relação ao que digo.
Escrevo, então, por duas outras razões. A primeira, diz respeito às últimas notícias sobre a "epidemia" de febre amarela alardeada pela mídia. No momento em que escrevo, o portal UOL, triunfante, comunica que o número de casos confirmados de febre amarela no Brasil subiram para 10, e que as mortes decorrentes da doença, subiram para 7.
Ao menos pararam de noticiar suspeitas como se fossem confirmações...
Mas é clara a aposta da mídia num aumento do número de casos de febre amarela no país. É mais uma das apostas mortais que os meios de comunicação têm feito. No caso dos acidentes aéreos, havia e há uma torcida e um alarde desproporcional sobre cada "teco-teco" desgovernado. E agora, a nova aposta é em casos de febre amarela confirmados. Sobretudo se produzem mortes.
Há que mudar alguma coisa no que eu, o Azenha ou os drs. Granato e Drauzio Varela temos dito sobre a forma como a mídia está conduzindo o assunto? Não. Nem uma vírgula. Não há fato que justifique que os meios de comunicação convoquem as pessoas dos centros urbanos a se vacinarem, até porque, se você ouviu a entrevista do dr. Granato, agora sabe que é perigoso, ainda que o risco de vida para quem se vacina seja equivalente ao risco para quem não o faz.
Se o assunto for conduzido com má fé, pode-se dizer que mais do que dobraram os casos de febre amarela no país em relação ao ano passado. Se for conduzido com responsabilidade, dir-se-á que, num país de 180 milhões de habitantes, o aumento de casos foi de 3 - ou seriam 4? - e, portanto, não significa nada. Ainda estamos no campo das probabilidades. A única certeza que se tem é a de que nada autoriza pedir às pessoas de centros urbanos (que não viajarão a áreas de risco) que se vacinem.
Se você não ouviu a entrevista do dr. Granato, brilhantemente conduzida pelo Azenha, não saberá do que falo. Ouça a entrevista antes de se deixar convencer pelas manchetes alarmistas de que realmente há algo extraordinário acontecendo na questão da febre amarela.
O que interessa, é o seguinte: em minha opinião, um crime foi cometido pela mídia e, mais particularmente, pela colunista da Folha Eliane Cantanhêde. A leitora Conceição Lemes, inclusive, enviou-me e-mail com uma consulta que tentarei responder. Vejam o que ela disse:
"Eduardo, Sou leitora assídua do seu blog. Acho-o ótimo. Não sei se você viu no site do Azenha, mas, entre ontem e hoje, nós trocamos informações. Eu me referi explicitamente a você. Tenho apenas uma dúvida: se a ação deve visar apenas a dita jornalista ou ser mais ampla. Afinal, a mídia em geral embarcou na onda terrorista".
Conceição, não sou advogado, não sou jurista, mas penso que, mesmo que Cantanhêde seja a única a ter difundido pânico, o veículo que deu espaço a ela deveria ser co-responsabilizado. Há, claro, que rever o que for possível de matérias jornalísticas sobre o assunto para detectarmos quais foram os veículos que deram tom alarmista à hipótese de epidemia.
Vejam bem que, mesmo que surjam três vezes mais casos de febre amarela, se não se configurar uma epidemia urbana da moléstia, quem publicou noticiário que fez pessoas de grandes centros urbanos correrem desesperadas para se vacinar, disseminou pânico e colocou vidas em risco, sem falar nos prejuízos para o sistema de Saúde causado pelo esgotamento das vacinas.
A entrevista do dr. Granato ao Azenha dá mais um dado importante: se queriam acusar o governo de ter permitido aumento de casos de febre amarela por imobilismo, essa teoria foi soterrada pela informação de que esse governo vacinou 60 milhões de pessoas contra a febre amarela no ano passado - sim, o número é esse mesmo.
O diretor jurídico do MSM está de férias. Deve retornar nesta semana e pretendo pedir a ele que analise a possibilidade de encaminharmos uma denúncia ao Ministério Público, para que este apure se houve infração das leis que tratam de alarmismo e disseminação de pânico. Até lá, quem souber de casos parecidos com o da colunista da Folha, agradeço se os encaminhar a mim.
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16/01/2008 - 19h24
Pedido do governo sobre febre amarela é ignorado, e postos do Rio estão lotados Agência JB
No Rio de Janeiro Os alertas do ministério da Saúde sobre a necessidade de vacinação contra a febre amarela parece não estar funcionando no Rio de Janeiro. É o caso de Nova Friburgo, Região Serrana do estado. Mesmo depois do comunicado do ministro da saúde, José Gomes Temporão, tranqüilizando a população afirmando que não há motivo para vacinação em massa contra febre amarela no Rio, pois não há caso da doença no estado, moradores de Friburgo, lotam nesta quarta-feira o posto de saúde formando filas.
De acordo com a chefe de saúde coletiva, Sueli Scotelaro, não existe a necessidade de vacinação em massa. O posto de saúde Sílvio Henrique Braune, Vila Amelha, único do local a vacinar contra a febre amarela, continua com procedimento de rotina. A vacinação só se faz necessária para quem irá viajar para os locais de risco, segundo o ministério.
"É um desespero que não procede. Não existe a necessidade de vacinação em massa. Continuaremos com o procedimento normal como vem sendo feito há quase 10 anos. A área é considerada sem risco pelo ministério da Saúde, não tem porque a população chegar mais cedo e fazer fila, se não vai viajar. Este desespero até atrapalha o procedimento de rotina do posto", diz Sueli Scotelaro.
Sueli esclarece ainda, que a vacinação contra febre amarela acontece toda a quarta-feira, às 13h. Para ficar imune a doença, a pessoa que vai viajar precisa ser vacinada no mínimo dez dias antes. Ela garante que o estado está fornecendo o número de vacinas de acordo com a demanda.
"Antes do surto em Goiás, nós vacinávamos de 20 a 25 pessoas por mês. Agora vacinamos quase 90 pessoas. A população não vai ficar sem vacina, mas as pessoas precisam compreender que não precisa se vacinar se não for viajar. Não possa acreditar que todos que estão nas filas irão sair do estado, mas posso garantir que serão vacinados", declara Sueli.
As regiões de risco, que mantém circulação do vírus na natureza, de acordo com o ministério são Norte, Centro Oeste, Maranhão e Minas Gerais.
Escrito por Eduardo Guimarães às 22h25
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Delinqüência midiática
Sinceramente falando, eu acho que, ou eu estou louco, ou quem está doidinha de pedra é a mídia.
Tenho escrito muito sobre a questão da pseudo "epidemia" de febre amarela que se noticiou nos últimos cerca de dez dias. Como eu, que pela primeira vez disse no sábado (12/01), muitos outros vinham dizendo que não existia epidemia nenhuma, mas a mídia insistia na tese.
No dia seguinte, domingo, o ministro da Saúde foi à tevê dizer que não havia epidemia, pelo contrário, que os casos de febre amarela vêm caindo. Na segunda-feira, jornais, telejornais e rádio-jornais reportaram dezenas de "suspeitas" de casos de febre amarela. Até agora, entretanto, só há três casos confirmados. Mas ficou-se falando de "primeira morte" aqui e acolá, o que induz as pessoas a acreditarem que, se aquela é a "primeira morte" naquela parte do país, outras sobrevirão muitas mais dentro de um processo epidêmico que estaria se desencadeando.
A mídia não explicou, durante os últimos cerca de dez dias em que vêm promovendo um clima de pânico, um clima histérico que levou os estoques de vacina de todo país a se esgotarem e milhares e milhares de pessoas a se vacinarem sem necessidade, que os casos de morte por febre amarela noticiados não passavam de ocorrências comuns que não explicam, até o momento, por que é que se começou a enfatizar a questão da febre amarela de uma hora para outra.
A despeito disso, nos últimos cerca de dez dias a febre amarela ganhou manchetes nas páginas dos jornais, telejornais, rádio-jornais e de grandes portais na internet, como o UOL. O jornal O Globo, a Folha, o Jornal Nacional, a CBN e tantos outros começaram a dar notícias alarmistas sobre "suspeitas" de epidemia de febre amarela por conta não se sabe de que. Os casos ocorridos estão abaixo da média anual de casos reportados às autoridades sanitárias, mas a mídia divulgava que não se podia confiar no Estado, que este estaria "escondendo" uma epidemia. Poder-se-ia até noticiar essa queda de casos de febre amarela a título de curiosidade, porque é uma queda que vem de anos. Segundo a própria mídia informa, desde 2003, primeiro ano do governo Lula, as mortes pela moléstia caíram abaixo de uma dezena anual.
Tampouco a mídia vinha dizendo que a febre amarela que tem sido detectada (em número de casos inferior ao habitual) é do tipo silvestre, o que jamais poderia levar algum meio de comunicação a exortar as pessoas dos grandes centros urbanos a se vacinarem. Quem disse foi o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, no domingo. Ao disseminar o pânico, ao conclamar a sociedade a tomar vacina para febre amarela "o quanto antes" ou "antes que seja tarde", tal alarmismo empreendido pela mídia fez as pessoas se vacinarem à tôa, deixou pessoas que precisavam se vacinar para viajar sem poder fazê-lo, tirou as pessoas de suas casas, obrigando-as a ficarem horas em filas e, como se verá mais adiante, colocou essas pessoas até em risco de vida.
Sei de ao menos um caso grave de alarmismo que já se enquadra no conceito de criminoso. No sábado passado, o portal UOL trazia várias manchetes sobre febre amarela que tinham começado a ser divulgadas naquele espaço durante a semana, concomitantemente a notícias alarmistas surgidas na mídia impressa, no rádio e na tevê. Inclusive, na mesma primeira página do UOL havia chamada para coluna da mulher que é casada com um dos marqueteiros do PSDB, Eliane Cantanhêde. Ela dizia o seguinte:
"Vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem (...) Vacine-se logo! Senão, Lula, o aedes aegypti vem, pica e mata sabe-se lá quantos neste ano --e nos seguintes."
A irresponsabilidade de um texto como esse divulgado no maior portal de internet do país em sua primeira página e por uma jornalista de renome (se justificado ou não, é o que menos importa), é incomensurável. Não dá para medir por padrões meramente ético-profissionais um crime desses. E foi crime, a meu ver. Mas vamos em frente.
A irresponsabilidade do que a mídia vem fazendo agrava-se diante de notícia publicada na primeira página do UOL depois de dias de alarmismo e de um editorial desta terça-feira na Folha de São Paulo, dona do grupo Folha, que emprega a tal Cantanhêde e que é dono do mesmo UOL que vem trabalhando para difundir pânico.
A notícia é a de que um infectologista, Celso Granato, chefe do laboratório de virologia da Escola de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirmou que o risco de uma pessoa ser contaminada em áreas urbanas "é zero" e aconselhou a vacinação apenas para quem tiver contato com áreas de risco. E de que "Indivíduos com problemas de alergia à vacina, mulheres grávidas ou quem tenha algum grau de imunodeficiência não devem tomar a vacina". Granato disse que "Não é uma vacina para ser tomada à toa".
É crime ou não é o que fez a mídia ao difundir a teoria mentirosa e estapafúrdia sobre epidemia? Ah, você não acha? Bem, a Folha, que é uma das maiores responsáveis pelo alarmismo, acha que a mídia agiu mal, ou seja, que ela mesma agiu mal, ainda que tenha se manifestado como se não tivesse nada que ver com isso.
O editorial "Não-epidemia", publicado no jornal nesta terça-feira (15/01), diz algumas "pérolas" que vale a pena conferi-las. Então vamos lá. Vamos constatar como é que se faz um jornalismo de esgoto, criminoso, irresponsável e, acima de tudo, cínico ao impensável. Um jornalismo que pretende fazer os outros de trouxa, mas que não fará porque gente como eu irá denunciar, irá chamar atenção, mesmo que seja por um meio menos efetivo como um blog, mas a denúncia acabará se disseminando, se Deus quiser, pela força dos argumentos que contém.
Diz o editorial cara-dura:
"Reconhecer que os casos da febre amarela estão dentro da normalidade não implica ignorar os perigos da moléstia Há uma boa dose de exagero na 'epidemia' de febre amarela. O número de casos confirmados nos últimos dias, que é de apenas três, está rigorosamente dentro da normalidade para um país que tem mais de dois terços de seu território como área endêmica. Em termos históricos, pode-se até falar numa tendência de recuo. Até 2003, os casos anuais de FA silvestre se contavam às dezenas -com pico de 85 em 2000. Desde 2004, entretanto, o total de ocorrências não ultrapassa a marca de uma dezena. O que tem ocorrido, isto sim, é um aumento nas notificações de casos suspeitos, que, de domingo para cá, saltaram de 15 para 26. (...) Esse, contudo, é provavelmente um fenômeno mais ligado à inquietude que tomou conta da população ao longo das últimas semanas do que a uma eventual irrupção de novos focos da moléstia. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, cumpre o seu papel ao convocar cadeia nacional de rádio e TV para tentar frear a corrida aos postos de vacinação. (...) Assim, não parece exagero qualificar a atual 'epidemia' como uma manifestação de temor coletivo magnificada pela mídia (...)"
Dali em diante, o jornal como que tenta justificar o injustificável dizendo que não é porque não houve nenhuma excepcionalidade que justificasse o alarde da mídia que a sociedade deixaria de ficar atenta ao perigo de epidemia de febre amarela urbana, apesar de que o veículo não informa que esse tipo de epidemia não ocorre no país há mais de sessenta anos. Ora, poder-se-ia dizer o mesmo sobre a hanseníase (lepra) ou sobre a tuberculose ou sobre a paralisia infantil. Mas escolheram a febre amarela para "alertar" a população sobre um risco de epidemia que de forma alguma jamais esteve no horizonte de desgraças que se podem abater sobre o país.
A mídia pirou? Ou será que está debochando da sociedade pensando que debocha do governo? Duvido que alguém do governo que não se vacinou, teve que pegar filas para se vacinar ou não pôde viajar porque não tinha vacina contra a febre amarela ou teve dificuldade em ser atendido num posto de saúde porque eles estavam cheios de pessoas histéricas querendo se vacinar à tôa. Quem pagou o pato foi a população, como sempre. Eu poderia encontrar consolo, entretanto, em que muitos dos que apóiam a mídia foram afetados pelo que ela fez, mas não dá, porque gente que não contribuiu em nada - a não ser com a própria desinformação - para o que aconteceu, ao pagar os efeitos do alarmismo torna inaceitável o prejuízo que teve. É preferível absolver mil culpados do que condenar um único inocente.
Acho que essa sabotagem, que esse crime que a mídia cometeu deveria, inclusive, ser denunciado ao Ministério Público. Talvez eu esteja maximizando as coisas. Não sei. Vou consultar a área jurídica da ONG Movimento dos Sem-Mídia. Não é posssível que tanta gente pague pela irresponsabilidade de meia dúzia de grandes empresários do setor de comunicações.
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O conselheiro da diretoria do MSM, Antonio Arles, enviou-me artigo da Lei de Imprensa que extraiu do site da Presidência da República. Vejam o que diz:
LEI No 5.250, DE 9 / 2 / 1967.
Art . 16. Publicar ou divulgar notícias falsas ou fatos verdadeiros truncados ou deturpados, que provoquem:
I - perturbação da ordem pública ou alarma social;
II - desconfiança no sistema bancário ou abalo de crédito de instituição financeira ou de qualquer empresa, pessoa física ou jurídica;
III - prejuízo ao crédito da União, do Estado, do Distrito Federal ou do Município;
IV - sensível perturbação na cotação das mercadorias e dos títulos imobiliários no mercado financeiro.
Pena: De 1 (um) a 6 (seis) meses de detenção, quando se tratar do autor do escrito ou transmissão incriminada, e multa de 5 (cinco) a 10 (dez) salários-mínimos da região.
Parágrafo único. Nos casos dos incisos I e II, se o crime é culposo:
Pena: Detenção, de 1 (um) a (três) meses, ou multa de 1 (um) a 10 (dez) salários-mínimos da região.
Fonte: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Leis/L5250.htm
Escrito por Eduardo Guimarães às 12h56
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A verdadeira epidemia

A mídia continua tentando convencer a população de que há uma epidemia de febre amarela no Brasil. Não se trata apenas de mentira. Essa disseminação de pânico pretende testar um novo método de ataque da oposição ao governo federal, como sempre valendo-se dos grandes meios de comunicação, "fechados" com o projeto oposicionista de retomar o governo do país em 2010 por meio do voto, se não conseguirem retomá-lo antes caso o cavalo do golpismo passe encilhado.
Para isso, para que essa forma de terrorismo social funcione, concorre a desinformação das pessoas sobre o que seria necessário para que habitantes de uma cidade como São Paulo, por exemplo, tivessem que correr, apavorados, para se vacinarem.
Em pronunciamento em rede nacional de rádio e tevê no último domingo, o Ministro da Saúde tentou desfazer o clima de pânico disseminado pela mídia, inclusive dando uma informação breve sobre as manifestações da virose que poderia ter sido melhor explicada.
Uma breve pesquisa na internet pode esclarecer as pessoas sobre a altíssima improbabilidade de haver um pingo de verdade na teoria alarmista midiática, que tem se valido de "suspeitas" e que não têm como perdurar por mais do que uns poucos dias numa época de tantos avanços na medicina, pois nesse período as "suspeitas" de casos de febre amarela fatalmente se dissiparão. Por que a insistência da mídia na tese de epidemia, então? Mais adiante você descobrirá.
Os meios de comunicação estão reportando mais de duas dezenas de "suspeitas" de casos de febre amarela. Falam de casos surgidos inclusive em grandes cidades. Deixam de informar, com a relevância necessária, que são casos de pessoas contaminadas em zonas de mata fechada e que para que cidades como São Paulo ou Rio tivessem que entrar em pânico por conta desses casos, essas cidades teriam que estar sob uma epidemia de febre amarela urbana, quando tudo que se tem são relatos de casos de febre amarela silvestre.
Segundo o site da UFMG, a última ocorrência conhecida de febre amarela urbana no Brasil data de 1942, há 66 anos. Desde então, casos esporádicos da manifestação silvestre da doença têm ocorrido ano após ano. Isso se deve a que pessoas não-vacinadas visitam zonas de mata fechada sem se vacinar contra a febre amarela. Vejam o que diz o site da UFMG:
"Fala-se em febre amarela urbana quando o homem é reservatório do vírus e fonte para infecção do vetor (mosquito antropofílico) mantendo dessa forma o ciclo da virose. Portanto, para a urbanização da febre amarela faz-se necessária a presença de vetores antropofílicos, como o Aedes aegypti, vivendo no domicílio ou peridomicílio do homem urbano, e a ocorrência da virose silvestre."
Só há duas confirmações de morte por febre amarela. Todos os outros casos relatados pela mídia não passam de "suspeitas". E a mídia não explica que mortes por febre amarela ocorrem há décadas no país sem que tais ocorrências interfiram no fato de que a doença, na forma epidêmica nas urbes, tenha sido erradicada.
Não existem indícios de que o Brasil, depois de mais de seis décadas, esteja novamente exposto a uma situação epidemiológica de febre amarela urbana. Os casos silvestres ocorrem há muito tempo e em quantidades sempre decrescentes ao longo do tempo. Isso o ministro da Saúde relatou, mas sem enfatizar, e a mídia, ainda que reproduza a fala do ministro, faz isso de forma que parece colocar em dúvida tal assertiva. Contudo, não há dúvida. São dados oficiais e inquestionáveis.
Para que uma enfermidade erradicada, na forma urbana, há décadas pudesse ter retornado, seria preciso que houvesse um número muito, mas muito maior de casos confirmados, de forma que muitas pessoas pudessem se tornar hospedeiras do vírus e vivendo em áreas em que fossem picadas por mosquitos, que tratariam de espalhar a doença.
A mídia está muito mais testando a possibilidade de difundir pânico a partir de factóides do que preocupada em fazer valer a teoria mentirosa de que a febre amarela urbana tenha retornado ao país depois de tanto tempo. Dado o fato de que em cidades como São Paulo a população entrou em pânico, mede-se a possibilidade de criar outros fatos que produzam o mesmo efeito.
Os contratempos gerados para o sistema público de Saúde e para aqueles que realmente precisam se vacinar contra febre amarela não produzirão grandes danos, mas a mídia descobriu mais um filão de perturbação do país. Esse filão está sendo explorado no caso da inflação e do apagão elétrico. E está funcionando "bem". O pânico foi disseminado e não se sabe o que se pode fazer contra novos ataques.
Quero deixar registrado aqui um vaticínio: isso é só o começo. Daqui para 2010, coisa muito pior virá. A perturbação do país será tentada de todas as formas pela mídia. A única forma de combater isso será através da mobilização da parte sã da sociedade, uma tarefa hercúlea num país que está anestesiado quanto à reação aos malfeitos midiáticos. É preocupante. A verdadeira epidemia é a de comodismo.
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O infectologista Celso Granato, chefe do laboratório de virologia da Escola de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) afirmou que o risco de uma pessoa ser contaminada em áreas urbanas "é zero" e aconselhou a vacinação apenas para quem tiver contato com áreas de risco. "Indivíduos com problemas de alergia à vacina, mulheres grávidas ou quem tenha algum grau de imunodeficiência não devem tomar a vacina. Não é uma vacina para ser tomada à toa", disse o especialista.
Comentário: depois de que canalhas da imprensa disseminaram o pânico e levaram legiões de pessoas aos postos de Saúde para tomarem vacinas contra febre amarela à tôa, como fez a colunista da Folha de São Paulo Eliane Cantanhêde, mulher do marqueteiro do PSDB, aparece uma notícia dessas. Deviam trancar essa mulher - e outros como ela - na cadeia e jogar a chave fora.
Vejam o que ela escreveu no UOL no sábado:
"Vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem... Vacine-se logo! Senão, Lula, o aedes aegypti vem, pica e mata sabe-se lá quantos neste ano --e nos seguintes."
Escrito por Eduardo Guimarães às 19h35
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Desgraças virtuais
Manchetes recentes de jornais, telejornais e sites estão causando pânico ao "avisarem" a população sobre uma "primeira morte" aqui, outra "primeira morte" acolá, por causa de uma absurda "epidemia" de febre amarela no Brasil. Uma dessas manchetes relatava a "primeira morte" em São Paulo, outra uma "primeira morte" em Goiás. No caso de São Paulo, só lendo a reportagem é que se podia descobrir que a pessoa que morreu aqui contraiu a febre no Mato Grosso do Sul.
No UOL, a pseudo jornalista Eliane Cantanhêde, em coluna intitulada "Alerta amarelo!", exorta as pessoas a correrem para tomar vacina contra febre amarela. O tom do texto é alarmista. Diz assim:
"Vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem... Vacine-se logo! Senão, Lula, o aedes aegypti vem, pica e mata sabe-se lá quantos neste ano --e nos seguintes."
Lula é o "aedes aegypti". Vejam só.
O UOL, em manchete, também relata "suspeita" de que "um espanhol" faleceu devido à moléstia. Ora, noticiar que alguém morreu sob "suspeita" de estar com febre amarela, hoje em dia, é como noticiar que uma mulher teve um filho sob "suspeita" de estar grávida. Por isso, espere sentado pela confirmação ou negativa da tal "suspeita". Se ela existisse, esperar-se-ia a confirmação, que poderia ser obtida em questão de horas, para depois divulgar a causa mortis com segurança. A divulgação da "suspeita" deve-se ao fato de que ela não existia. Foi tentativa - bem sucedida - da mídia de disseminar o pânico
E por que a tentativa foi bem sucedida? Simples: em São Paulo, onde o risco de contrair febre amarela é menor do que zero, o irmão de um de meus genros, que está de viagem à Costa Rica, passou quatro horas no aeroporto de Congonhas numa fila para se vacinar contra febre amarela. Em agosto de 2006, fui àquele aeroporto renovar minha dose da vacina, que tomei pela primeira vez havia dez anos, pois viajo freqüentemente a países que, para visitá-los, o Brasil exige que o cidadão se vacine. Consegui, então, ser vacinado em 10 minutos. Tal demora, agora, decorre do fato de que as pessoas, por todo país, estão correndo desesperadas aos postos de saúde para se vacinar. O atendimento, nesses postos, está sendo afetado e em algumas localidades as vacinas já acabaram.
Não há qualquer orientação das autoridades sanitárias para que as pessoas se vacinem assim, gratuitamente. Se houvesse algum indício de epidemia, essas autoridades estariam convocando as pessoas a se vacinarem. Claro que ninguém sofrerá algum mal por se vacinar à tôa, mas o pânico que a mídia disseminou está atrapalhando os postos de saúde e aqueles que realmente precisam se vacinar, que em algumas partes do país não conseguirão fazê-lo porque os estoques de vacina terminaram.
É nesses momentos que se vê o imobilismo do governo federal em situações-limite. Seria o caso de o ministro da Saúde convocar redes de rádio e televisão para confirmar ou rechaçar a suposta situação epidêmica. Não faz nem uma coisa nem outra, permitindo à mídia faturar politicamente (para a oposição tucano-pefelista) uma suposta epidemia que, se existisse, seria culpa do governo, pois este teria permitido o retorno de uma moléstia erradica há muito tempo no país.
A mídia também está vendendo aos brasileiros um inexistente retorno da inflação. O Jornal Nacional vem fazendo uma matéria depois da outra, em horário nobre, relatando fortes altas de preço do feijão ou do leite.
Em qualquer país do mundo, mesmo nos mais estáveis e civilizados, alguns produtos têm altas fortes de preço, que são contrabalançadas pela estagnação ou baixa de outros preços. Alguns alimentos subiram de preço, outros baixaram. E o mesmo acontece com todos os preços da economia. A inflação está controlada. Não há nenhum indício de explosão inflacionária. O que a mídia fez foi selecionar os preços que subiram e ignorar os que baixaram ou que não subiram. Enquanto isso, o governo Lula fica imóvel, permitindo que a mídia venda a tese de retorno da inflação. Mesmo a parte da sociedade que percebe o que está acontecendo, não faz nada. Ficamos todos lamentando, mas agora mais quietos, colaborando com a mídia golpista.
E o apagão elétrico do Jornal Nacional e congêneres? A mídia diz que há risco, o governo nega - timidamente. Mas a insistência da mídia no assunto já convenceu um monte de gente de que o risco existe. Não existe. Providências tomadas pelo governo Lula impedirão o apagão. Houve, nos últimos anos, forte preocupação em evitar que se repetisse o racionamento de energia do fim do governo FHC. Hidrelétricas, termelétricas, redes de transmissão do sul-sudeste foram estendidas ao norte-nordeste. Assim, em vez de se limitar a dar respostas encabuladas aos repórteres, editadas e minimizadas em telejornais, o governo deveria ir à tevê dizer que o risco de apagão inexiste, que é só especulação da mídia. Mas o governo Lula se borra de medo da mídia.
Tento explicar a mim mesmo por que razão todos (governo e setores conscientes da sociedade) mergulhamos neste imobilismo. Será por que os ataques da mídia não têm afetado a popularidade de Lula e de seu governo? Se for, é uma burrice. A reação desesperada das pessoas em busca de vacinas contra febre amarela mostra o estrago que a mídia pode fazer. É uma estratégia nova. São ataques em várias frentes e em temas que afetam mais diretamente o cidadão comum. Ninguém garante que não darão certo. Ao baixarmos a guarda assim, poderemos ver a mídia conseguir seu tão almejado prêmio, ou seja, fazer o atual governo chegar ao fim da mesma forma que chegou o governo FHC, ou seja, imerso em forte descrédito e impopularidade.
E é só o começo, o que a mídia está fazendo. Quanto mais permanecemos inertes, mais ela ousará. Omitiu o primeiro ano completo posterior à tragédia do metrô em São Paulo, ocorrida em 12 de janeiro de 2007. O laudo do IPT, vinculado ao governo paulista, que deveria ter sido divulgado em agosto do ano passado, não saiu e não tem previsão segura de sair. Falam em agosto, de novo, mas nada garante que esse laudo sairá algum dia. Assim, a engenharia paulista regrediu centenas de anos. É incapaz de dizer por que uma rua inteira ruiu na obra da linha 4 do metrô. O Consórcio Via Amarela nem indenizou corretamente as pessoas. A Folha deste domingo traz uma reportagem, escondida, que relata os dramas das vítimas do acidente. Mas nada de cobrança das autoridades. Um ano depois, a mídia não questionou as autoridades paulistas - nem ninguém - pelo desastre.
Propus a criação do Movimento dos Sem-Mídia para lutar contra isso. Fundamos uma Organização Não Governamental. Agora, tenho o dever de tentar usá-la. Mas dependo das pessoas que me ajudaram a fundá-la. Temos que nos reunir, temos que atuar, temos que reagir. Não podemos permitir que a mídia continue fazendo o que está fazendo. Não podemos nos acomodar. Não podemos transigir com esses absurdos. Preciso de vocês. Preciso de apoio para agir. Temos que ir às ruas. Temos que colocar o medo, a inércia, a vaidade, tudo de lado. Este país não pode mais conviver com meios de comunicação como esses. Estão prejudicando um país que tem tudo para se desenvolver como nunca se desenvolveu. A perda da CPMF foi um duro golpe. Lula lutou sozinho. Permanecemos inertes, vendo o país ser sabotado. Tivéssemos ido às ruas, ao menos teríamos tentado fazer nossa parte.
A questão não é meramente política. O que está em jogo é a maior oportunidade que este país já teve de crescer, de melhorar. Mídia e oposição tentam impedir o país de melhorar. Estão prejudicando cada um de nós, inclusive os que as apóiam por preconceito ou por ideologia. Você que se resguarda de fazer sua parte por que não quer se expor ou por outras razões, pode se considerar cúmplice da mídia. Eu não serei cúmplice. Em breve apresentarei o plano do Movimento dos Sem-Mídia para este ano. A mídia está só começando. Atentados muito piores virão. As desgraças virtuais que têm sido alardeadas, são apenas o prenúncio das que ainda serão. E o que disso resultará não será só prejuízo político para o governo. Se esse governo enfraquecer, perderá a confiança internacional, perderá investimentos. Isso sem falar das sabotagens como a da CPMF, que tentarão manietar o governo.
Você pode se omitir, por esta ou aquela razão, mas, por favor, se o fizer, pare de reclamar. Você estará abrindo mão desse direito.
Escrito por Eduardo Guimarães às 13h42
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