Análise - eleições na Bolívia

Oposição boliviana será

desmascarada

 

 

 

 

 

 

A partir deste domingo, começa a ser desmascarada a oposição ao presidente boliviano, Evo Morales, diante do mundo. E, com ela, as mídias brasileira e boliviana. Assim, brasileiros e bolivianos que freqüentam as imprensas golpistas daqui e de lá, quando forem divulgados os resultados dos referendos revogatórios que acontecerão neste domingo na Bolívia, não entenderão nada.

 

Como vocês sabem, a partir de maio deste ano as províncias do leste boliviano fizeram plebiscitos sobre “autonomia departamental” em processos separatistas espúrios da direita do país vizinho, que governa os estados de Santa Cruz de la Sierra, Tarija, Beni e Pando.

 

Foram processos marcados por fraudes escandalosas, com urnas eleitorais chegando às zonas de votação recheadas de votos pró “autonomia” antes mesmo do início da votação, isso sem falar da violência de grupos de direita brancos e racistas contrários ao governo Evo Morales.

 

Não foram por outra razão os resultados estapafúrdios que deram vitórias aos opositores de Morales da ordem de 80, 90 por cento, em pleitos ilegais, inconstitucionais e fraudulentos e que, justamente por isso, não tiveram observação internacional, à diferença do pleito convocado por Morales, que terá cerca de 300 observadores internacionais.

 

Nesse contexto, vale a pena ler as matérias que publiquei neste blog sobre o assunto por conta de viagem que fiz à Bolívia entre os dias 11 e 17 de maio. Para ler, cliquem aqui.

 

Mas, quando digo que brasileiros e bolivianos que se fiam nas mídias daqui e da Bolívia ficarão surpresos com o processo eleitoral que acontecerá naquele país neste domingo, é porque essas mídias limitaram-se a noticiar as vitórias “esmagadoras” da oposição boliviana de forma totalmente acrítica e escondendo as fraudes.

 

As imprensas golpistas do Brasil e da Bolívia noticiaram as “vitórias” da oposição a Morales de uma maneira que fez pensar que aquele povo rejeita o governo central por ampla maioria. Neste domingo, essa farsa será desmontada.

 

Evo Morales, vendo que os plebiscitos fraudulentos estavam se sucedendo e a mídia estava impedindo que as fraudes fossem denunciadas, convocou referendos revogatórios nos quais o presidente e os governadores das províncias terão que receber votações iguais ou superiores àquelas que receberam quando foram eleitos. O presidente foi inteligente e explico agora por que.

 

Tomemos o exemplo de Santa Cruz de la Sierra. Se fosse verdadeiro o resultado do plebiscito “autonômico” de 4 de maio, no qual Morales teria sido derrotado por 85% dos votos, na votação deste domingo o resultado naquela região teria que ser muito parecido.

 

Conheço muito bem a Bolívia. Viajo para lá a negócios várias vezes por ano há cerca de 15 anos. Sei bem que, em Santa Cruz, Morales não tem o apoio esmagador que tem em outras regiões do país. Porém, mesmo que perca naquele estado agora, qualquer resultado que não for muito próximo do de quatro meses atrás revelará que o plebiscito “autonômico” de maio foi fraudulento.

 

Fiquem atentos, pois, ao referendo revogatório que ocorrerá neste domingo na Bolívia. Ele irá desmascarar a oposição de direita, racista e fascista do país e as mídias daqui e de lá, pois ouso afirmar que Evo Morales obterá uma vitória consistente e alguns dos governadores oposicionistas poderão até perder seus mandatos.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 21h47
[] [envie esta mensagem]



Indicação de leitura

Carta Capital e a internet

à brasileira

 

 

 

 

 

 

Dois jovens pobres da periferia de São Paulo e dois homens de classe média da capital paulista são personagens utilizados pela edição desta semana da revista Carta Capital para mostrar como a internet se tornou uma ferramenta que está promovendo profundas transformações políticas e sociais no Brasil.

 

Paulo Joaquim de Melo Junior, de 23 anos, Erivaldo Magno da Conceição, de 15, Eduardo Guimarães, de 48, e Edney Souza, de 32, formam o “elenco” de cidadãos “comuns” que a revista utilizou para mostrar que, cada um à sua maneira e com interesses bem distintos entre si, tornaram-se alguns dos muitos agentes dessas mudanças que estão ocorrendo no país.

 

Os jovens pobres serviram à reportagem da revista de Mino Carta para mostrar que a inclusão digital avança no Brasil como em nenhuma outra parte do mundo. O empresário de 32 anos aparece como exemplo de mudança de hábitos na classe média por conta da internet, e eu como exemplo das transformações políticas que rede vem promovendo.

 

Para vocês que me lêem e que constituem a população desse “mundo” alternativo que é a internet, a reportagem de capa da Carta Capital desta semana está imperdível. Serve, inclusive, para explicar minha relação de amor e ódio com o jornalismo.

 

A matéria em pauta justifica a parte positiva de minha relação com o jornalismo, a parte do amor, pois constitui bom jornalismo, informativo, respeitador da inteligência do leitor, daquele que outros meios de comunicação de renome não cansam de mostrar que subestimam.

 

Não posso dizer mais sobre o muito de importante, interessante e indispensável que a reportagem mostra. Se fizesse isso, eu estaria sabotando a revista, pois não se pode presentear o que precisa e merece ser comprado por vocês.

 

O máximo que posso fazer é reproduzir, abaixo, um fragmento da minha modesta contribuição à Carta Capital desta semana, de forma a estimular vocês a adquirirem vossos exemplares da revista. Aí vai, pois:

 

 

 



 Escrito por Eduardo Guimarães às 03h08
[] [envie esta mensagem]



Convite aos leitores

Eu na Carta Capital

 

Acabo de receber e-mail da repórter da revista Carta Capital Phydia de Athayde que reproduzo abaixo.

 

 

Olá, Eduardo,

 

Obrigada pelo texto.

 

A partir de amanhã [8 de agosto] a revista estará nas bancas com a matéria - e não deixa de ser irônico que, provavelmente, ela não entre na íntegra no nosso site. Mas vamos indo.

 

Abraços e obrigada pela atenção em me atender tão rápido.

 

Phydia

 

 

A simpatica jornalista entrou em contato comigo pedindo uma entrevista sobre como se dá a formação de opinião via internet.

 

Não sei como a conversa telefônica que tivemos aparecerá na matéria, ou mesmo se meu nome será citado, mas meus pontos de vista estarão lá.

 

Convido vocês, pois, a lerem a edição impressa desta semana da Carta Capital que depois comentamos aqui.

 

E sobre o texto a que a moça faz menção, trata-se de carta que enviei hoje a vários jornais, conforme reprodução abaixo.

 

 

Era previsível que a imprensa, não podendo desmerecer os números do Ipea e da FGV divulgados na terça-feira - números que mostraram redução da pobreza, crescimento da classe média e um espantoso aumento até no número de ricos -, tratasse de atribuir a FHC o expressivo sucesso gerado pelas políticas sociais do governo Lula. O partidarismo dessa imprensa pró FHC, José Serra e Geraldo Alckmin, é notório.

 

A verdade factual, porém, é outra: o que produziu esses êxitos retumbantes para o país foram políticas sociais como aumentos muito maiores do salário-mínimo a partir de 2003, o forte aumento do emprego formal e, claro, o Bolsa Família, programa de transferência de renda que deixou de ser cosmético, como era no governo tucano, para se transformar, neste governo, num dos programas sociais mais elogiados do mundo.

 

Causa espécie aos cidadãos conscientes o que essa imprensa partidarizada voltou a fazer a partir da divulgação dos estudos em tela, ou seja, tentar vender ao seu público decrescente a falácia de que tudo que dá certo neste governo é mérito do governo anterior e de que tudo que dá errado é demérito do atual governo. Contudo, tal prática vil não muda o fato de que a pobreza, que sob FHC vinha aumentando, caiu sob Lula.

 

Refletindo com serenidade, percebe-se que esse discurso falacioso e essa conduta antidemocrática das imprensas paulista e carioca, que acham que podem bloquear o contraditório, são produtos do medo, do pavor que esses veículos sentem por saberem que estão perdendo influência na sociedade, do que são provas seu fracasso retumbante em impedir a reeleição do presidente Lula e os índices de popularidade atuais dele, apesar da difamação que sofre na imprensa. 

Veículos como esse sentem-se poderosos por poderem determinar o que sai ou não em suas páginas e que opiniões e fatos seu público deve ou não conhecer, mas o que parece força a esses inimigos da democracia e do bom jornalismo, na verdade é sua grande fraqueza, a fonte de sua decadência contínua e irreversível, pois mentiras e medo do contraditório jamais serão força, jamais serão poder. Quando muito, são covardia.

Eduardo Guimarães



 Escrito por Eduardo Guimarães às 22h15
[] [envie esta mensagem]



Comunicado aos leitores

Ganhei 1 milhão

 

 

 

 

 

Antes que vocês, estimulados pelo título do post, decidam cobrar de mim a fatura do apoio que me dão ao lerem, dia após dia, o que escrevo, devo esclarecer que esse milhão que ganhei não foi de reais, mas de acessos a este blog.

 

Para ser sincero, só comecei a me dar conta disso há alguns dias, quando vossos comentários começaram a mencionar que o número cabalístico 1.000.000 estava para ser atingido.

 

Até ontem, quando a marca foi ultrapassada e vocês começaram a comentar, eu nem tinha percebido. Como são só acessos e não visitantes únicos, nunca dei bola para o número de vezes que esta página era acessada.

 

Lendo o Luiz Carlos Azenha comentar essa marca de um milhão, porém, percebi que, apesar de o contador registrar toda vez que a página é recarregada independentemente de ter sido por uma ou por mil pessoas, o número é expressivo.

 

Quero, pois, agradecer a vocês pela audiência. Não sei exatamente o que foi que fiz para merecê-la, mas estejam certos de que tentarei me manter fiel aos princípios que nos fizeram chegar até aqui.

 

Meu abraço carinhoso a todos.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 20h38
[] [envie esta mensagem]



Crônica

“Querida é a mãe!”

 

 

 

É gozado como os anos mudam a gente. Quando eu era mais jovem, odiava supermercados. Depois de velho, passei a gostar ao menos de alguns deles.

 

Antigamente, quando minhas filhas e filho eram pequenos, eu odiava fazer esse tipo de compra. As crianças querendo ir uma para cada lado e eu, enlouquecido, tentando não perdê-las de vista, além dos corredores apinhados de gente, das filas quilométricas nos caixas, do drama para estacionar...

 

Hoje, nos bairros ditos “nobres” de São Paulo, naqueles bairros nos quais ainda se pode sair à rua depois que anoitece sem medo de ser trucidado na primeira esquina, há uns mercados para ricos nos quais tudo custa muito mais caro. É desses que eu gosto.

 

Os tais supermercados estupidamente caros me atraem porque, por razões óbvias, têm clientela pequena e, portanto, não têm aquelas famigeradas filas. Parecem boutiques alimentares, com musiquinha de elevador e funcionários treinados para serem a gentileza em forma de gente.

 

Abriram um desses estabelecimentos no Paraíso, onde vivo – para quem não é de São Paulo, explico que esse bairro fica na extremidade sul da avenida Paulista. Mas, enfim, gosto de comprar nesse estabelecimento apesar dos protestos veementes e indignados da patroa. Mas, claro, só compro lá quando a compra é pequena.  É pelo gostinho do ambiente e pelos funcionários simpáticos.

 

Ontem, eu e minha Cristina voltávamos do escritório quando ela se lembrou de que não tínhamos “mistura”.

 

-- Mas não vamos àquele mercado ladrão, hein!

 

-- Ah, bem, mas é só uma coisinha pra comprar...

 

E lá fomos nós, ou melhor, eu, porque ela não quis sair do carro – eu amo aquela birrenta. Ela simplesmente tem mais dó do meu bolso do que eu mesmo.

 

Eu já sabia bem o que queria: filé de pescada e uns morangos de sobremesa. Fui direto à peixaria, em que um rapaz super boa praça sempre atende a todos com um sorriso largo no rosto, apesar das horas e horas que deve passar em pé no meio de todo aquele gelo e cheiro de peixe.

 

Fui me aproximando da peixaria, mas, do nada, uma mulher corpulenta, mais ou menos da minha idade, toda de branco – provavelmente uma médica -, cheia de jóias, tomou-me a frente. O simpático peixeiro a saudou, piscando-me o olho como quem diz “não esquenta”, e saudou a cliente com seu melhor sorriso.

 

-- Pois não, querida, o que deseja?

 

Olhem que já vi muita gente maluca em minha vida, mas dizer que a reação que a tal mulher teve à gentil saudação do peixeiro foi maluquice, é um puta eufemismo. O que aquela criatura mal-educada fez, deixou-me de queixo caído.

 

-- Que-ri-da?! Mas você pensa que está falando com quem, moço?! Onde é que nós estamos?! Daqui a pouco você vai me chamar de chuchu... Ou de baleia! Será que você não quer me chamar de baleia?! Em vez de dizer senhora, a senhora está precisando de alguma coisa?, não: você me diz que-ri-da!! Querida é a sua mãe, seu mal-educado. Vou chamar o gerente!!

 

Veio o gerente.

 

-- Algum problema, minha senhora?

 

-- É que esse seu funcionário abusado me chamou de que-ri-da... O senhor tem que tomar uma providência!

 

-- E-eu pe-peço de-desculpas, senhora...

 

-- Desculpas? Esse seu funcionariozinho toma liberdades comigo e o senhor só me pede desculpas?

 

Eu me considero um sujeito educado, mas aquela mulher não parava de pisotear os dois funcionários. Não parava de repetir e repetir como era “absurdo” o peixeiro tê-la chamado de querida. Confesso que perdi a paciência.

 

Agora, fui eu que tomei a frente da baleia, digo, da mulher grosseira, pondo a mão no ombro do rapaz e dizendo:

 

-- Filho, como cliente desta loja, em nome de todos os clientes, quero pedir desculpas pela imbecilidade desta senhora.

 

Preparei-me para uma discussão, mas, para meu espanto, vários clientes que assistiam o “espetáculo” aplaudiram-me o desabafo.

 

A baleia, ou melhor, aquele poço de ignorância saiu pisando duro e praguejando, e o rapaz, com os olhos marejados, agradeceu-me e se recolheu ao frio de sua peixaria, onde permaneceria até umas dez da noite pensando na vida dura que leva.

 

 

*

 

 

Hoje estarei fora de São Paulo. Os comentários, por conta disso, serão liberados com intervalos maiores de tempo.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 00h14
[] [envie esta mensagem]



Análise - Redução da pobreza e da desigualdade

         Fica, Lula!        

 

 

 Atualizado às 14:40 hs. de 6 de agosto de 2008

 

 

NÚMERO DE POBRES E INDIGENTES ENTRE 2002 E 2008

 

 

FONTE : IBGE

 

 

 

Este texto é só para os brasileiros que se preocupam com seu país em vez de com politicagem barata. Sendo assim, sugere-se a quem quer que o conjunto da sociedade brasileira se dane contanto que seu próprio grupo social e, sobretudo, ele mesmo e os seus estejam bem, que não perca seu tempo lendo. Agora, se você quer um país melhor para todos, porque entende que numa sociedade como a nossa, caracterizada pela injustiça social como nenhuma outra no mundo, todos estão ameaçados pela violência e pela criminalidade que as sociedades mais injustas geram, conforme provam cabalmente TODOS os trabalhos científicos sobre a questão, o que relatarei agora deverá indigná-lo.

 

Em dezembro, completarei 49 anos de vida neste vale de lágrimas que é o planeta Terra. Nunca, jamais, em tempo algum testemunhei uma situação tão encorajadora sobre meu país como a que vivemos hoje.

 

Os mal-intencionados, os politiqueiros baratos, sobretudo os da mídia oligárquica, reacionária, direitista, aliada e simultaneamente vassala incondicional da elite mesquinha e irracional que postergou a escravidão negra o quanto pôde, e que, ainda assim, conseguiu formas de manter a escravidão por outros meios (salários aviltantes) mesmo a despeito do fim das senzalas, querem atribuir os impressionantes êxitos sociais que vem logrando o governo Lula à situação econômica mundial, que dizem rósea apesar de que resultados de melhora social como os brasileiros, hoje no mundo, só são encontrados nos países latino-americanos nos quais governos de centro-esquerda finalmente ascenderam ao poder.

 

Estudos CIENTÍFICOS do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgados ontem mostram um Brasil novo que está surgindo. Um Brasil que nas quase cinco décadas de vida que tenho nunca vi igual.

 

Pergunto a vocês, honestos intelectuais, se alguma vez em vossas vidas testemunharam queda tão impressionante da pobreza (de 1/3) num período tão curto (5 anos) e, ainda por cima, combinada com a conversão do Brasil num país que deixou de ser majoritariamente de pobres e ascendeu à classe média, enquanto que, espanto dos espantos, conseguiu-se fazer aumentar o número  de ricos.

 

A mídia, por motivos políticos, ensaiou formas de atribuir esse êxito social impressionante do país - que vem sendo cantado em verso e prosa em toda imprensa internacional por ser o mais consistente do mundo, atualmente – a fatores externos. Contudo, os estudos CIENTÍFICOS das duas instituições (Ipea e FGV) tornaram impossível  roubar os méritos do governo Luiz Inácio Lula da Silva, pois claro está que essa espantosa melhora social do país decorre de políticas públicas adotadas exclusivamente durante ESTE governo, tais como o forte aumento do salário-mínimo (que hoje está em quase 300 dólares, quando, no governo FHC, estava em torno de 70), o Bolsa Família e o aumento igualmente impressionante do emprego formal (com carteira assinada).

 

Não foi por outra razão que dois dos três maiores jornais do país praticamente esconderam, em suas edições de hoje, uma notícia dessa importância. Entre Folha de São Paulo, O Globo e O Estado de São Paulo, apenas o último deu destaque em sua primeira página para uma notícia tão magnífica para todos os brasileiros. Folha e Globo divulgaram notinhas diminutas, esquivando-se de se aprofundar no assunto enquanto buscam formas de desqualificar essa grande vitória do governo do país e, em ultima instância, da sólida maioria dos brasileiros que deu uma banana para essa mídia mesquinha e reelegeu o presidente Lula.

 

A despeito dessa oligarquia apodrecida e decadente, porém, o Brasil avança social e economicamente como nunca aconteceu em sua história, e isso através de medidas simples como investimentos sociais exponencialmente maiores do que os dos governos anteriores, fiscalização das leis do trabalho e combate à corrupção via ações republicanas da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, comandado por procuradores-gerais da República (MPF) de verdade – em vez de por engavetadores-gerais – nomeados por este governo.

 

Enquanto, no mundo, a desigualdade cresce, no Brasil ela vem caindo durante o governo Lula com uma força e com uma velocidade inéditas na história. E, diferentemente do que alardeia a mídia partidarizada e ideologizada, essa queda da pobreza e da desigualdade nada tem que ver com algum “processo” iniciado em governos anteriores.

 

No governo FHC, a pobreza, que ameaçou cair no lançamento do plano real, começou a aumentar depois da quebra do país em 1999 e só voltou a cair ao fim do primeiro ano do governo Lula, conforme poderá ser verificado em qualquer estatística que abranja o período 1994 – 2007. E com a desigualdade, estagnada durante a era FHC, aconteceu a mesma coisa. Aliás, no gráfico do IBGE que reproduzi lá em cima deste texto, você poderá notar que de 2002 a 2003 a pobreza estava aumentando no Brasil, mas a partir de 2003, primeiro ano do governo Lula, começou a cair.

 

Alguns, diante de tudo isso, dirão que é inexplicável a oposição que o governo Lula sofre da elite, pois, conforme demonstram os estudos que este artigo aborda, os ricos também estão ganhando com a boa governança do país. Mas se formos analisar as pesquisas sobre a aprovação deste governo, descobriremos que até na elite os descontentes com ele são minoria, o que mostra que toda essa insatisfação com este governo estampada na mídia é artificial, produto do controle que dois partidos (PSDB e PFL) exercem sobre meia dúzia de veículos de comunicação, controlados por número ainda menor de famílias do eixo São Paulo-Rio.

 

O que temo – e o que todo brasileiro responsável deveria temer – é a descontinuidade dessa excelente governança do país depois que Lula se for, pois mesmo que ele faça seu sucessor em 2010 tenho muitas dúvidas sobre se essa pessoa conseguirá resistir à sabotagem – até aqui infrutífera – que a mídia oligárquica, o PSDB e o PFL praticam contra os interesses do Brasil desde 1º de janeiro de 2003 e que dificilmente deixarão de praticar se esses partidos não retomarem o poder, pois parte da elite quer devolver-lhes o poder a fim de frearem o processo de distribuição de renda e redução da pobreza em benefício de algumas poucas dezenas de famílias abastadas. É por isso que continuo e continuarei bradando fica, Lula! até o último dia de seu mandato.

 

 

Comentários na enquete do UOL

 

 

Meus caros, vocês estão dando show lá naquela enquete fajuta do UOL.

 

E o mais divertido é que leitores deste blog que não conseguem mentir aqui, estão indo mentir lá, dizendo que o Movimento dos Sem Mídia é financiado pelo governo Lula.

 

Ainda bem que várias pessoas na Folha sabem quem sou eu. E, jornalista da Folha, se você não souber, pergunte ao ombudsman, ele dirá se sou partidário do PT ou não.

 

De resto, cumprimento todos vocês pelo empenho. Tem algumas dezenas de comentários vossos lá.

 

E espero que continuem indo comentar, para mostrarmos que se eles têm 200 ou 300 burros que querem “concordar” ou “discordar”, por meio de achismos, de uma pesquisa científica, há muitos cidadãos que não delegaram ao PIG a própria capacidade de pensar.

 

Parabéns novamente, pessoal.

 

E cliquem aqui para irem comentar no UOL.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 11h56
[] [envie esta mensagem]



Denúncia

UOL manipula burros

e estimula a burrice

 

 

Este deve ser um dos poucos países do mundo em que um de seus maiores grupos de comunicação (o Grupo Folha), através de seu braço na internet, o UOL, chega a cúmulos da envergadura dos que enumero a seguir:

 

1 – apresenta questão absurda a internautas e os induz a dizer bobagens

 

2 – propõe uma enquete e manipula o resultado

 

3 – através das duas práticas listadas acima, estimula a burrice

 

Vejam bem: a esta altura, todo mundo já deve ter tomado conhecimento do bombástico  estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) com base em dados da Fundação Getúlio Vargas (FVG) que mostra como o Brasil está sendo bem governado e, mais importante do que isso, governado para todos.

 

Se, há alguns anos, alguém me dissesse que, ao mesmo tempo, a pobreza teria uma redução de um terço – e em míseros cinco anos (durante o governo Lula) – e que, ainda por cima,  as classes média e alta aumentariam, eu diria que era mentira. Mas é verdade, pois instituições como a FGV e o IPEA têm credibilidade internacional.

 

E o que é que me faz o UOL com uma notícia maravilhosa dessas? Bem, primeiro trata de retirar rapidinho manchete que, inicialmente, anunciava o feito do país focalizando o fato de que a pobreza diminuiu um terço, e então a substitui por outra que diz que o Brasil agora tem mais ricos e classe média, quando o que chama a atenção no estudo do IPEA é a forte redução da pobreza.

 

Mas não bastou tudo isso. O portal de internet do Grupo Folha avança mais ainda na picaretagem propondo uma enquete que, no fim das contas, levanta suspeição sobre o estudo do IPEA feito com base em dados da FGV, pois pergunta aos internautas se eles “concordam” com um estudo sobre o qual não se pode concordar ou discordar, pois são números frios, que falam por si mesmos. Depois, bloqueia os comentários dos leitores que dizem que “concordam” de forma a fazer prevalecer as opiniões dos energúmenos que creditam a notícia a manipulação do governo Lula.

 

Nas matérias secundárias, o UOL correu em busca de seus “especialistas” de plantão para dizer, em entrevista em vídeo, que, apesar da diminuição da pobreza e da desigualdade – esta, cuja redução já foi comprovada por outros estudos do mesmo IPEA –, a concentração de renda do país ainda é “indecente”, como se fosse possível terminar com uma chaga secular em cinco anos.

 

O mais interessante do estudo do IPEA é que ele mostra que, diferentemente do que diz a imprensa golpista de direita, serviçal do PSDB e do PFL, essa melhora social e econômica enorme por que passa o país começou exatamente quando começou o governo Lula, o que desmonta a falácia de Folhas, Vejas, Globos e congêneres, de que o mérito de tudo isso é de FHC.

 

Enfim, meus amigos, sugiro a vocês que vão até à tal enquete e deixem lá vossos comentários. Assim como o meu, boa parte deles serão deletados por dizerem o que a famiglia Frias e as outras famiglias midiáticas não querem que se diga, ou seja, que o operário que virou presidente fez por este país o que todos os doutores de sua história democrática jamais conseguiram. Mas alguns passarão, para que não fiquem apenas os dos que dizem que o IPEA e a FGV mentem.

 

Aqui vai o link da página em que está a tal enquête, para o caso de você ler este post depois que ela sair do ar. Clique aqui



 Escrito por Eduardo Guimarães às 20h37
[] [envie esta mensagem]



Nota de esclarecimento

  Bandidos-comentaristas

 

 

Ando meio sem paciência com certos comentários aqui. É certo que não são como os que vou reproduzir abaixo para que vocês vejam o que um blogueiro tem que agüentar, mas são primores de desonestidade intelectual.

 

Você pode discordar de mim ou eu de você em qualquer coisa e debatermos civilizadamente. Pode ser sobre política, economia etc. Agora, quando você tenta equiparar genocidas como os da ditadura militar, torturadores, estupradores, com idealistas que promoveram luta armada para resistir à ditadura, perdoe-me: você não presta.

 

Às vezes, por conta do que vocês lerão abaixo, cometo umas injustiças e dou umas respostas atravessadas a quem não merece. Mas é que tenho aturado um bombardeio de meliantes que vêm aqui postar comentários criminosos só para fazer pressão psicológica. É a arma da direita, tortura. Só que, neste caso, intelectual.

 

Vejam o que esses bandidos postam aqui dia após dia, o dia inteiro, e eu bloqueio. Estou reproduzindo só o que escreveram de mais leve, porque tem coisas que esses nomes que estão abaixo escrevem que não há condições de reproduzir.

 

Aliás, um aviso a esses pulhas aí embaixo: podem gastar seus dedos asquerosos à vontade nos seus teclados sujos, porque aqui vocês não terão mais nada publicado.

 

Uma observação: mantive os textos na íntegra, com todos os erros de português, que não vou polir lixo.

 

 

Vai trabalhar, vagabundo .. e boa semana!

Carlos Pepezlegal | pepezlegal@uol.com.br 

 

Você queria sair no Jornal Nacional? Tome tento, Rapaz. Mostre que é macho e publique. Aproveite e me responda de modo afetado, como sempre. Ui!

Pimpão, o cabra-macho | pimpao@hotmail.com 

 

Sua maldade já gerou o que você sabe muito bem [nota do editor: ele fala de minha filha que tem paralisia cerebral]. Porque é castigo. Um domingo péssimo para você, corrupto. Luiz.
Luiz Arantes | arantes1@uol.com.br 

 

Voce não publica mais nada que te contesta. Enfia o mouse no rabo, então !
Carlos Pepezlegal | pepezlegal@uol.com.br 

 

Eduardo é mais falso que nota de 3 reais.
Márcio | marciovm@hotmail.com 

 

Você é muito canalha, hein, Eduardo? Grande filho da puta!
alberto macedo | albertomacedo@bol.com.br 

 

Ô, doente mental: Você continua tendo alucinações. Procura um tratamento. Vai trabalhar, Dudu, lexotan custa uma nota. Um abraço.
Paulo Adonai | paulo.adonai@gmail.com 

 

Deixa de ser idiota rapaz. Se não tem preto na novela, é racismo, se tem preto é racismo também. Esse bando de zulus tem mais é que tomar no cu mesmo. Foda-se negão. Vocês não são coitadinhos porra nenhuma.
VAI TOMAR NO CU | fodase@pap.com 

 

Fala, Eduardo .. blogueiro-laranja ! Esse texto não é seu . Sabe como eu sei .. ?? Não vou dizer .. rsrsrsrs
Carlos Pepezlegal | pepezlegal@uol.com.br 

 

E pensar que você só criou sua ONG pra dar emprego pra sua família...que lástima!!!
Afonso | afonso@bol.com.br 

 

Quem está pagando as tuas viagens ao esterior é o Cartão Lula da Silva  Saudações democraticas e fale a verdade.
Coronel | mandedeasanta@yahoo.com.br  

 

O Eduardo saiu de baiana no carnaval!!!
Zé | ze@bol.com.br | Rio |

 

Palhaço, otário, mercenário, porque você também não admite que está a serviço do PT seu covarde??!!!
Everton | ever.ton@ig.com.br 

 

Vcs querem é dinheiro pelo que to vendo vai trabalhar
Vitor | vitor.diegues@bol.com.br 

 

É isso aí: vamos combater esses malditos barões da mídia que escravizam nosso povo!!! Vou levar meu revólver na manifestação do Masp e meus coquetéis Molotov!!! Em caso de provocação: fogo neles!!!
Adamastor | revolucao@bol.com.br 

 

Li uma vez no seu blog que o Pe. Julio Lancelloti batizou teu filho e tua filha. Eu só espero que vc não tenha deixado seus filhos sozinhos com ele. Acho que ele traçou seu filho e sua filha.

Márcio | marciovm@hotmail.com 



 Escrito por Eduardo Guimarães às 10h56
[] [envie esta mensagem]



Análise - revisão da Lei da Anistia

Cúmplices da tortura

 Atualizado às 10:23 hs de 4 de agosto de 2008

 

 

 

 

 

Na semana passada, o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o ministro de direitos Humanos, Paulo Vanucchi, participaram de evento patrocinado pelo Ministério da Justiça no qual outros ministros, professores, advogados e representantes de entidades da sociedade civil defenderam a criação de uma alternativa jurídica para a Lei da Anistia, de 1979.

 

A teoria que fundamenta a questão levantada por Genro é perfeita e se coaduna com processo que, apesar das diferenciações que se busca fazer, vem ocorrendo em outros países, que, a exemplo do Brasil, sofreram sob ditaduras militares entre as décadas de 1960 e 1980.

 

Essa teoria que fez o ministro da Justiça levantar a questão dos crimes contra a humanidade cometidos durante o regime militar brasileiro é, em suma, a de que a repressão e a prisão de ativistas políticos e de contra-revolucionários era uma política de Estado, amparada pela lei, enquanto que a tortura e os assassinatos, não. Eram, pelo contrário, crimes “comuns”, cometidos à revelia do que a lei vigente permitia.

 

Com efeito, o Ato Institucional número cinco (AI-5), que suspendeu várias garantias constitucionais dos cidadãos, por exemplo, ou qualquer outra medida oficial da ditadura que previsse censura, dissolução do Congresso e outras arbitrariedades, todas estavam amparadas pela lei, ainda que impostas de forma antidemocrática. Todavia, assassinar, torturar e estuprar nunca foram ações das forças repressoras do Estado sequer reconhecidas por seus autores, os generais-presidentes, quanto mais reconhecidas em lei.

 

Se a lei não amparava os crimes de torturas e de assassinatos cometidos pela ditadura, foram crimes de essência política, mas de tipificação legal “comum”, sendo passíveis, portanto, de punição pelas leis ordinárias em vez de resguardados pela Lei da Anistia.

 

Essa, inclusive, é uma visão apoiada pela maioria dos juristas, menos por aqueles que se envolveram com a ditadura, como o “jurista” de plantão da imprensa de direita, Ives Gandra Martins, hoje professor da Universidade Mackenzie, de São Paulo, que faz coro, por exemplo, com um dos signatários do AI-5, o coronel reformado do exército Jarbas Passarinho.

 

A teoria dessa corrente, que acabou contaminando setores da sociedade que, por razões variadas, preferem “acomodar” os crimes da ditadura, é a de que "Do ponto de vista constitucional, não haveria como a Lei da Anistia ser revista” porque teria sido “Absoluta, para os dois lados”.

 

O que significa isso? É que os contra-revolucionários que enfrentaram o regime militar e que, por sua vez, também cometeram crimes como o de seqüestro, assassínio e roubo foram igualmente anistiados e, portanto, os crimes dos dois lados estariam equiparados.

 

Constitucionalmente, à luz de qualquer fundamento jurídico, segundo dizem especialistas como Cristiano Paixão, doutor em direito e professor da UnB (Universidade de Brasília), como o também doutor em direito pela UnB José Geraldo de Sousa Júnior, ou como Oscar Vilhena Vieira, pós-doutor em Direitos Humanos e professor da FGV, essa teoria é absurda porque não se pode requerer de pessoas físicas o que se requer do Estado, pois o Estado não morre, é perene e tem que se responsabilizar sempre quando seu poder é usado de forma ilegal.

 

Sendo assim, o que está em questão são os crimes cometidos por ocupantes provisórios de um Poder da República que jamais poderiam se equiparar aos grupos contra-revolucionários que enfrentaram a ditadura. Em suma: o Estado não pode delinqüir ou ser anistiado. Terá sempre que ser cobrado quando for usado de forma ilegal.

 

Porém, há muita gente que tem ganhado primazia na mídia para se opor à punição dos assassinos, estupradores e torturadores do Estado. Os meios de comunicação que pediram e apoiaram o golpe militar de 1964, tais como o Estadão, os Globos, a Folha e outros, trataram logo de fazer prevalecer “pareceres” em prol da “acomodação” das coisas a fim de “não reabrir feridas”.

 

A “boa” e velha imprensa do eixo São Paulo-Rio, acusada de dar apoio logístico à ditadura militar, andou publicando uma torrente de manifestações até de membros do próprio governo Lula, como o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e de juízes da Suprema Corte em apoio à tolerância da impunidade de montes de torturadores que, nos últimos anos, chegaram a dar entrevistas à imprensa dando detalhes das técnicas de tortura que usavam, e sem que jamais fossem incomodados pela Justiça.

 

Nesse universo revoltante de ausência de qualquer senso mínimo de cidadania e de Justiça, colhi duas cartas de leitores publicadas por um dos jornais da ditadura, a Folha de São Paulo. Vejam o discurso que a imprensa está fazendo prevalecer:

 

Sobre a idéia do ministro Tarso Genro, de julgar os torturadores do regime militar, eu me manifesto contra. Será mais um problema. A Lei da Anistia já resolveu a questão. Além disso, existem as indenizações multimilionárias, que continuam a ser concedidas. Isso basta. WALTER DWORAK FILHO (Porto Alegre, RS)

Mesmo tendo, na mocidade, militado no oposição universitária nos anos de chumbo da ditadura, não concordo com a posição do ministro da Justiça de querer, após mais de 30 anos, punir os torturadores remanescentes daquele período negro da nossa história.Tal volta ao passado, como falava o poeta Pedro Nava, é "como um farol traseiro em um carro, que para nada serve". Com tantos problemas que temos hoje, resta olhar para frente e deixar para a história analisar e julgar os acontecimentos daqueles idos.  JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA (Rio de Janeiro, RJ)

Curioso, não? Cabe perguntar, por exemplo, qual é o preço que o primeiro leitor, que diz que as indenizações “milionárias” às vítimas da ditadura “bastam”, estabeleceria para pagar a tortura de sua mulher ou o estupro de uma filha diante de si... Como se pode notar, tortura no (...) dos outros, é refresco.

 

A teoria sociológico-filosófica que desafia esse “pragmatismo” de quem não sentiu na pele os horrores da ditadura, porém, pode ser encontrada em reflexão seminal do iluminista francês do século XVIII Charles de Montesquieu (1689 + 1755): “A injustiça que se faz a um, é ameaça que se faz a todos”.

 

Esses que se empenham para enterrar os crimes contra a humanidade cometidos por agentes do Estado brasileiro entre os anos 1960 e 1980, tais como Globos, Folha, Estadão, e, como se não bastassem só os cúmplices de primeira hora, também autoridades, juristas etc, são todos co-responsáveis pelos crimes desses torturadores, assassinos e mandantes que desfilam por aí livres, leves, soltos, debochando de suas vítimas e gabando-se do sofrimento que infligiram a mulheres, crianças, velhos, religiosos, os quais torturaram, estupraram e mataram.

 

Foto do post

 

Em atenção às corretas informações dos leitores Willian Barros, jornalista de Porto Alegre, e de Flavio Furtado de Farias, professor e cirurgião dentista da cidade de Floriano, no Piauí, optei por remontar a foto deste post, pois nela figurava o ministro da Justiça, Tarso Genro, porém com um olhar de indignação em meio às fotos dos torturadores dos anos de chumbo que havia me feito parecer uma boa opção incluí-lo na montagem. Porém, eu que prego respeito ao leitor não poderia deixar de notar que, de fato, a mim mesmo não estava agradando a imagem de Genro naquela foto, porque, apesar de ser claro para todos que ele tenta fazer alguma coisa contra os torturadores impunes, sua imagem aliada àquela cena sugeriu o que não deveria, porque não existe.

 

Folha OnLine

 

O Painel do Leitor da Folha OnLine publicou carta que enviei à Folha de São Paulo em comentário à carta do leitor que disse que o preço pago pelo Estado aos torturados, através de indenizações “milionárias”, bastava, conforme vocês viram no texto acima. O jornal, porém, optou por não publicar uma carta criticando leitor que tinha tido sua amanifestação publicada na edição impressa do jornal, mas publicou na Folha de papel-jornal carta interessante, que também publico em seguida à minha, abaixo.

 

O leitor Walter Dworak Filho (2/8) ocupou o 'Painel do Leitor' para se dizer 'contra' a idéia do ministro da Justiça, Tarso Genro, de julgar os torturadores do regime militar. O missivista informou que punir os torturadores 'será mais um problema', mas não informou para quem. Intuo, porém, que o problema será para os torturadores. Mais adiante, o leitor afirma que a Lei da Anistia 'já resolveu a questão'. Talvez essa 'solução' baste para ele, mas parece-me que é mais fácil de ser aceita por quem seviciou do que por quem foi seviciado. E, segundo Dworak Filho, as indenizações 'multimilionárias' pagas pelo Estado brasileiro a vítimas do regime militar 'bastam'. O dinheiro resolveria tudo. Se for assim, deveríamos criar uma 'tabela de preços' para o estupro de uma filha na frente dos pais, por exemplo, ou para a destruição de partes ou funções do corpo de uma pessoa pela tortura, crimes amplamente cometidos pelos torturadores do regime militar. Ficou-me, porém, uma dúvida: qual será o preço que o sr. Dworak Filho estabelece para sua integridade física e mental ou a de seus entes queridos? EDUARDO GUIMARÃES (São Paulo, SP)

Fui preso e torturado no DOI-Codi do Rio no início de 70 e troco qualquer indenização que possa receber pela punição, ainda que apenas moral, dos torturadores. Eles não precisam ser presos: basta que fiquem publicamente conhecidos pelo fato de que foram pessoas desalmadas ou oportunistas que torturaram outras pessoas. E ponto final! O argumento dos militares de que os subversivos também erraram cai por terra, pois eles se encarregaram de divulgar tais atos "delituosos", enquanto os atos dos torturadores continuam em segredo. RICHARD DOMINGUES DULLEY (Peruíbe, SP)



 Escrito por Eduardo Guimarães às 16h09
[] [envie esta mensagem]



Debate com os leitores

Lula continua popular?

 

 Atualizado às 12:58 hs de 3 de agosto de 2008
 

 

 

Se eu disser que a pergunta sobre se Lula deveria ou não "peitar" a mídia é a pergunta do século, estarei exagerando. Mas é uma das, ao menos no Brasil.

 

Venho discutindo isso com vocês desde que criei o blog, em 2006. Já devo ter lido as opinões de umas cinco centenas de pessoas, eu juro. De médicos a motoristas de táxi, passando por politólogos, filósofos e jornalistas. Sabem a que conclusão eu cheguei? A nenhuma.

 

Por um lado - e acho que eu e vocês já comentamos isso lá atrás -,   parece covardia um cara que tem 70% de popularidade não desancar e não apontar o dedo para veículos que não se contentam apenas em criticá-lo e insultam até sua família quase todo dia.

 

Por outro lado, a estratégia do presidente – que, a mim, parece ser a de se vitimizar diante dos ataques - parece dar certo, convenhamos.

 

Lula, porém, segundo li no site do Luiz Carlos Azenha, anda atacando a mídia. Em minha opinião, isso pode significar duas coisas: ou que ele se sente muito forte, a ponto de achar que nem precisa mais se conter, ou que sente-se perdendo apoio na sociedade.

 

Façam suas apostas.

 

 

Debate ficando bom

 

 

Vocês estão dando show no debate proposto. Abaixo, reproduzo a opinião do empresário paulistano José Antônio Ramos.

 

Eduardo,

 

apesar de pouco comentar, sou um leitor assíduo de teu blog. Acho que você levantou uma questão muito importante, mas de análise bem mais complexa do que comentar um Fla x Flu.

 

Em primeiro lugar, acho que é melhor termos uma imprensa (como o PIG, que acho que temos) do que não termos imprensa livre. Numa democracia, os ajustes podem demorar, mas acontecem de forma consistente.

 

Veja que na operação da PF a imprensa ficou na defensiva. Escancarou-se que muitos jornalistas fazem matérias pagas. Isto está para a imprensa como uma denúncia de corrupção está para um governo.

 

Em segundo lugar, com todos os problemas a imprensa está forçando o governo a ser cada vez mais eficaz e eficiente. Isto, a médio prazo, tem favorecido o governo e obrigado a imprensa a sempre mudar o foco das críticas.

 

Em terceiro lugar, há o lado ideológico da mídia, mas também ela coloca muitas matérias que os seus "clientes" (classe média alta e tradicional) gostariam de ver, como é o caso da FSP.

 

 



 Escrito por Eduardo Guimarães às 00h26
[] [envie esta mensagem]



[ ver mensagens anteriores ]


Este blog já foi acessado

vezes


Contador único p/ IP
free webpage hit counter


Outros sites
Agência Carta Maior
Altamiro Borges
André Lux
As Últimas - agregador
Azenha
Blog do Planalto
Caros Amigos
Carta Capital
Clipping jornais
Celso Lungaretti
Confecom
Doxa / Iuperj
Estatuto MSM
Fazendo Media
Fórum Cultura Digital
Jornalirismo
Leandro Fortes
Mello
Nassif
Nas Retinas
Observatório da Imprensa
Observatório de Mídia
Óleo do Diabo
Onipresente
Paulo Henrique Amorim
Petrobrás (blog)
PNUD - ONU
Portal da Transparência
Primeiro Filme
Professor Hariovaldo
Protógenes Queiróz
Publicidade MSM
Quanto Tempo Dura?
Revista Fórum
Ricardo Kotscho
Renato Rovai
Rodrigo Vianna
Tijolaço
TV Brasil
TWITTER
Vermelho.org



Banner
120x60 fundo branco