Reportagem - ato público no Equador

Cidadania andina

 

 

 

 

 

Tive muitas experiências dignas de nota em minhas viagens, mas participar do ato público em apoio à nova constituição do Equador, hoje, na capital do país, foi uma das experiências mais impressionantes, não das viagens que fiz, mas da minha vida.

 

Não canso de me impressionar com  a forma como os povos andinos são decididos, valentes e cada vez mais conscientes de sua cidadania.

 

As imagens da massa humana que foi às ruas defender o que acha melhor para o seu país, que você verão a seguir, alguns dirão que se devem ao governo ter fretado ônibus para levar todas essas pessoas à manifestação, ou então que obrigou funcionários públicos a comparecer. Dirão isso fazendo ilações, porque não estavam lá.

 

Seria preciso toda frota de ônibus urbanos de Quito para transportar as centenas de milhares de pessoas que estavam hoje na avenida de los Chyris. E aquela impressionante massa humana não estava apenas na avenida em que foram montados vários palanques ao longo até chegar ao palanque principal, onde o presidente Rafael Correa discursaria; estava nas ruas secundárias, lotando toda região, obrigando quem por ali estivesse a se espremer entre as pessoas para se locomover.

 

Os artistas populares, muitos cantando em idiomas indígenas, a variedade de classes sociais, desde brancos de classe média alta até índios miseráveis, todos cantando, dançando, rindo e confraternizando em prol de um só projeto de país, emocionou-me como poucas vezes na vida me emocionei.

 

Confesso que senti inveja. No Brasil, há muito tempo – desde a campanha das diretas – que não vejo coisa igual. Seria impensável, aí, gente de classes sociais tão distintas ir – por meios próprios, sem ser ligada a partidos, sindicatos ou movimentos sociais – se espremer na rua num dia frio e de garoa em prol de alguma coisa que beneficie toda coletividade, o país.

 

Claro que havia gente do grupo político que apóia o governo, sindicalistas, ativistas sociais etc. Mas posso garantir que eram minoria da minoria. Eram centenas de milhares, talvez mais de um milhão que estavam lá. Era impossível contar.

 

Quando Rafael Correa chegou, por volta das 13 horas, desfilando em carro aberto até chegar ao palco principal, no fim da avenida, a comoção se instalou. Centenas de milhares cantando o gingle do “sim” à nova constituição ou entoando, repetidas vezes, o bordão “qué valiente es nuestro presidente”, e tendo que ser contidos pela polícia, pois avançaram sobre o carro em que estava o presidente.

 

Vi manifestações na Bolívia, na Venezuela e até na Argentina, mas penso que nunca vi uma igual a essa.

 

E o mais emocionante foram os depoimentos de pessoas de classe média, que deram como razão para apoiar o governo Correa e a nova constituição, nada mais, nada menos do que o interesse dos mais desfavorecidos. Confesso de novo: cheguei a ficar com os olhos cheios d’água.

 

Mas vejam as imagens, elas falarão mais e melhor do que eu.

 

 

 

A frase de baixo alude à igreja católica estar fazendo campanha contra a nova

constituição por considerá-la "abortista". A tradução é a seguinte:

"Ao entrar em sua igreja tire o chapéu, não a sua cabeça"

Personificação de Jaime Nebot, prefeito de Guayaquil, opositor de Rafael Correa

 

Chega Rafael Correa

Palanque do discurso presidencial

 

Carlos Soto, taxista : "Estamos com Correa porque é o melhor para o país"

 

Ramiro Guerra, sociólogo: "Este governo melhorou muito a saúde e a educação"

 

Jesus Lor, engenheiro: "Esse é um governo de palavra, cumpriu tudo o que prometeu, até agora.

Na saúde, educação e habitação. O mínimo que podemos fazer agora é apoiar suas propostas"

 

Alícia Nuñes: "Não posso votar porque sou uruguaia. Mas apóio este governo porque

trabalho aqui na área da cultura e a nova constituição aposta na organização de um sistema

nacional de cultura que fará com que a distribuição dos fundos seja mais transparente"



 Escrito por Eduardo Guimarães às 18h32
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Comunicado

Campanha pelo sim à nova

constituição do Equador

começa hoje em Quito

 

 

 

 

 

Haverá hoje um comício em Quito, no Equador, que dará início à campanha oficial pelo “sim” no referendo da nova constituição que acontecerá no próximo dia 28 de setembro.

 

O ato público começará às 10:00 hs. (hora local) na “avenida de Los Shyris”, no centro de Quito, e contará com a apresentação de artistas e a presença do presidente Rafael Correa.

 

Participarão, também, várias organizações sindicais e indígenas.

 

Alguns agrupamentos começaram a chegar ainda na última sexta-feira, a pé e em ônibus, vindos de outras cidades e estados. Manifestantes terão feito caminhadas de até centenas de quilômetros, como um grupo de professores que vem de Latacunga, a 114 quilômetros de Quito.

 

Depois de visita que farei neste sábado pela manhã a um cliente, irei para lá com minha câmera, para reportar tudo para vocês.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 10h48
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Análise política internacional

Percalços da Revolução

latino-americana

 

 

 

O Equador, país em que me encontro em viagem de trabalho, está mergulhado numa grande polêmica, sobre a qual lhes transmito as últimas notícias.

 

Recordando:

 

No último sábado, o presidente Rafael Correa esteve na Universidade Católica Santiago de Guayaquil, uma das mais importantes do Equador, para defender a nova constituição do país, aprovada recentemente pela assembléia nacional constituinte e que irá a referendo popular no próximo dia 28 de setembro.

 

Enquanto Correa discursava num auditório da universidade, “estudantes” vestidos com camisetas negras estampadas com um “não” à aprovação do novo texto constitucional cercaram o recinto, impedindo o primeiro mandatário do país de sair e outras pessoas de entrar.

 

A mídia deste país, como ocorre no Brasil, na Venezuela, na Bolívia etc., é toda opositora do governo nacional e se uniu aos que atacaram o presidente equatoriano, de maneira que tenta transformar em vítimas agressores que, obviamente, foram reprimidos pela segurança presidencial e pela polícia.

 

Vejam, abaixo, imagens do início da confusão.

 

 

Bem, conforme o presidente Correa disse que faria no primeiro vídeo, abaixo do título deste post, ele convocou cadeia nacional de tevê anteontem e apresentou um vídeo gravado por sua segurança que mostra as partes dos acontecimentos que os meios de comunicação esconderam.

 

O vídeo mostra membros do governo do prefeito direitista de Guayaquil, Jaime Nebot, do PSC (Partido Social Cristão), um dos principais opositores de Correa, coordenando a agressão. E entre os agressores identificados estão filhos de outros membros do governo de Nebot.

 

O ministério público equatoriano está investigando os alunos da Universidad Catolica que agrediram o presidente e sua comitiva e a relação deles com o governo de Guayaquil.

 

Os jornais e tevês teimam em ignorar a filmagem da segurança do presidente Correa que mostra que a agressão foi planejada e executada pelos inimigos políticos dele. Os jornais censuram qualquer texto noticioso ou opinativo que denuncie a trama da direita equatoriana, mas Correa anula a censura midiática indo à tevê dar as informações que os meios de comunicação sonegam ao seu público.

 

O objetivo dos agitadores é impedir a aprovação da nova constituição equatoriana, que, a exemplo da constituição da Bolívia ou da Venezuela, aumenta direitos sociais, propõe reforma agrária e abriria caminho para a legalização do aborto e da união civil entre pessoas do mesmo sexo.

 

O clima de discórdia e violência aumenta em progressão geométrica no Equador e, como na Bolívia, analistas estão prevendo mais choques, no âmbito de um perigoso aumento da temperatura política num país em que, nos últimos doze anos, nenhum presidente concluiu seu mandato.

 

Apesar disso, o apoio popular ao governo Rafael Correa não encontra precedentes na história recente do Equador. A aprovação da nova constituição é dada como certa, os militares apóiam o governo e, assim, por mais que a direita grite e pratique sabotagens como a que descrevi, parece difícil que o atual presidente venha a ter o mesmo destino de seus antecessores.

 

Vi o mesmo na Bolívia e na Venezuela, neste ano. É a revolução latino-americana em curso. Uma revolução que, apesar dos percalços, abrange cada vez mais países da região e vai se consolidando graças à principal característica da democracia, a vontade da maioria.

 



 Escrito por Eduardo Guimarães às 15h05
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Crônica sociológica

Brasil, um solitário

 

 

Venho viajando pela América Latina há mais de doze anos. Durante todo esse tempo, fui percebendo um fato que direi agora. Nunca falei dele, no entanto, porque, como cidadão deste país, constrange-me um fato que, de certa forma, depõe contra os brasileiros.

Na maioria dos países, povos mantêm proximidade com outros povos. No Equador, na Venezuela ou na Colômbia, por exemplo, o que acontece num dos países repercute nos outros. As mídias locais repercutem da política às fofocas sobre celebridades dos vizinhos. Até nos Estados Unidos, o país supostamente mais autocrático do mundo, o que acontece no Canadá ou no Reino Unido desperta interesse na população.

Por que o brasileiro não se interessa por seus vizinhos latino-americanos? Dizem que a culpa é da mídia – e ela carrega, sim, mais essa culpa –, mas me parece que ela não promove maior integração entre os brasileiros e os povos dos países vizinhos não só por uma, mas por duas razões, sendo que uma delas não decorre dos grandes interesses que a mídia representa e defende.

A primeira e mais óbvia das razões é a de que a mídia brasileira atua como uma espécie de propagandista norte-americana. Enfia-nos a cultura e os interesses dos EUA goela abaixo e, nesse contexto, não lhe interessa aproximar o brasileiro dos outros povos latino-americanos, na maioria bem mais politizados do que nós.

A segunda razão, porém, reside na cultura brasileira. Só nos interessamos pelos americanos, doutrinados que somos por Hollywood desde a infância. Porém, como eles nem sabem que existimos, não se pode chamar isso de integração.

Minhas viagens pelo continente fizeram-me perceber como as realidades dos países latino-americanos são parecidas e como poderíamos superar barreiras sociais e culturais se prestássemos mais atenção ao que acontece à nossa volta.

Alguém sabe que por aqui (no Equador) o uso de algemas em presos também está sendo debatido? Ou que, como no Brasil, a discussão foi desencadeada depois que figurões andaram sendo algemados? E notem que essa é apenas uma das muitas questões coincidentes.

O brasileiro sempre fica sem reação quando o assunto ultrapassa suas fronteiras, a menos que seja uma questão de substantiva repercussão mundial. Essa ausência de interesse pelo que ocorre ao nosso redor, claro que tem alguma relação com o fato de sermos o único país do continente onde se fala o português, mas esse fato não explica tudo.

Sempre que viajo sou tomado por essa consciência desoladora, pois sei que no dia em que o Brasil se integrar ao resto da América Latina ela se fortalecerá de uma maneira que poderá tirá-la do fosso social em que está mergulhada desde sempre.

É por isso que, quando viajo, insisto em transmitir fatos sobre o país visitado, desligando-me da política paroquial brasileira. Ao menos os meus leitores, com o tempo, irão adquirindo maior interesse pelo que acontece à volta do Brasil, pois o que acontece do lado de fora dele, se já não aconteceu, acabará acontecendo do lado de dentro. Cedo ou tarde.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 21h41
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Análise política internacional

A praga latino-americana

 

 

 

“Correa fez mais pela saúde do que foi feito nos últimos 30 anos”

 

 

 

Quanto mais viajo pela América Latina, mais me dou conta de que o atraso histórico em que vive mergulhada esta parte do Terceiro Mundo decorre de uma praga que a impede de se desenvolver: sua elite

 

Nos últimos dias, o Equador, onde me encontro em viagem de trabalho, está submetido a polêmica midiática que alguns dirão familiar – e estarão certos, pois é do tipo que assola o Brasil semana sim, semana também.

 

No último sábado, o presidente Rafael Correa esteve na Universidade Católica Santiago de Guayaquil, uma das mais importantes do Equador, para defender a nova constituição do país, aprovada recentemente pela assembléia nacional constituinte e que irá a referendo popular no próximo dia 28 de setembro.

 

Tal como tem acontecido na Bolívia e aconteceu na Venezuela no fim do ano passado, a elite branca, a grande imprensa e os partidos de direita, minoritários porém barulhentos como só eles, não querem aceitar a vontade popular, expressa pelas urnas, e se põem a fazer baderna.

 

Enquanto Correa discursava num auditório da universidade, “estudantes” vestidos com camisetas negras estampadas com um “não” à aprovação do novo texto constitucional cercaram o recinto, impedindo o primeiro mandatário do país de sair e outras pessoas de entrar.

 

Fico imaginando se isso acontecesse nos EUA... Adversários de Bush cercando um auditório em que o presidente estivesse e impedindo-o de sair. Será que seriam reprimidos?

 

É óbvio que a polícia e a segurança de Correa trataram de desmontar o cerco. Os manifestantes, que Correa afirma estarem a serviço do prefeito de Guayaquil, seu principal adversário político, resistiram e daí resultou confronto físico entre um lado e outro.

 

A mídia, é claro, está explorando o caso. Os jornalões trazendo manchetes acusando o presidente de “ditador” etc.

 

Rafael Correa obteve, no fim do ano passado, mais uma expressiva vitória nas urnas. Cerca de 85% dos equatorianos votaram nos candidatos  do governo a escreverem a nova constituição do país. Em suma: o presidente do Equador tem um apoio descomunal.

 

Seja no Brasil, na Bolívia, na Venezuela, no Equador ou em qualquer um dos países latino-americanos em que a mídia não concorda com a vontade política da maioria, ela estimula uma ditadura da minoria, da elite branca e racista que faz pouco da vontade da maioria por essa ser composta, majoritariamente, por não-brancos.

 

Vocês sabem que a cada mês, praticamente, estou num país latino-americano. Em todos eles, com exceção da Colômbia e do Peru, onde a direita e os EUA têm títeres governando, é a mesma coisa. Essa elite podre, racista e golpista, em conluio com o PIG local, trata de não aceitar a vontade da maioria enquanto clama por “democracia”.

 

Quando você diz a essa gente que a democracia pressupõe certos direitos às maiorias, escuta que ali a maioria “não conta porque é subornada pelo governo", via programas sociais. É a ditadura da minoria.

 

Na foto acima, estou entre um de meus clientes equatorianos e sua filha. Apesar de Cristobal ser um homem rico, não se compromete com apoio ao governo, até por medo do que um homem de negócios brasileiro poderia pensar de um empresário que apóia um governo de esquerda, suponho.

 

Mas meu simpático cliente, que chamou vários de seus empregados para almoçarem conosco depois de me fazer um excelente pedido, ponderou comigo pontos positivos do governo. Falou-me, por exemplo, da saúde pública. Diz que Correa, em pouco tempo, fez pela saúde o que seus antecessores não fizeram nos últimos 30 anos.

 

Os governos populares eleitos por toda América Latina e que ganham cada vez mais respaldo dos povos da região, só não fazem mais por conta dessa praga antidemocrática que infesta esta parte do mundo. E o pior, é que é uma praga que não pode ser exterminada porque falamos de seres humanos, por menos que pareçam.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 22h45
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Análise política internacional

Equador à primeira vista

 

Depois de uma maratona de escalas por meia América do Sul, finalmente desembarquei em Quito.  Banhado e alimentado, depois de passar 13 horas pulando de aeroporto em aeroporto, venho aqui dar atenção aos amigos do blog.

Pelo que sei, nunca comentei com vocês antes como gosto de vir ao Equador. E isso não se deve às belezas do país – e ele as tem em profusão –, mas devido a um fato pouco conhecido no Brasil: de todos os países latino-americanos em que a esquerda chegou ao poder depois de séculos de governos de direita, o Equador é o que tem o governo esquerdista com o maior apoio.

Estive aqui em outubro do ano passado, pouco depois da eleição dos constituintes que elaborariam a nova constituição do país. Para quem não sabe ou não se lembra, é bom ressaltar que o presidente Rafael Correa obteve uma vitória estrondosa naquele pleito, uma vitória de uma magnitude que nenhum outro governo de esquerda latino-americano obteve nesta onda rosa que vem engolfando a América Latina de uns anos para cá.

Na viagem anterior, encontrei o Equador em festa, porque a coalizão governista elegeu mais de 80% dos constituintes que escreveriam a nova constituição. Esta, por sua vez, acaba de ser aprovada pela Assembléia Nacional Constituinte equatoriana e no próximo dia 28 de setembro será submetida a referendo popular.

Inclusive, já estão chegando ao país vários observadores internacionais para fiscalizar o processo eleitoral – eles vêm da OEA, da União Européia e da Fundação do ex-presidente americano Jimmy Carter.

O Equador não difere da Argentina, do Brasil, da Bolívia, da Venezuela ou de qualquer um dos países infectados por imprensas e elites golpistas. A mesma concentração de meios de comunicação, as mesmas mentiras e distorções dos fatos predominam nas tevês e jornalões, mas aqui a elite golpista está mais isolada do que em qualquer outra parte. Correa tem um apoio da sociedade que beira a unanimidade e o PIG equatoriano foi totalmente neutralizado.

Num certo aspecto, o Equador também lembra a Bolívia, pois a capital andina Quito, como La Paz, sua congênere boliviana, congrega a maior parte da população indígena e é onde o governo tem maior apoio. Já Guayaquil lembra Santa Cruz de La Sierra por conta da maior elite branca e da maior resistência ao governo central.

Terei duas semanas para reproduzir para vocês mais uma realidade latino-americana amplamente desconhecida dos brasileiros. Porém, agora preciso de um sono reparador. Acho que estou ficando velho para estas viagens.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 21h26
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Comunicado

 Blogueiro em trânsito

 

   Atualizado às 00:34 hs. de 19/08/2008    

 

 

Embarco hoje à noite para o Equador, onde permanecerei até o próximo dia 30. Volto a postar somente amanhã (terça-feira) à tarde.

 

Como desta vez estou levando o notebook, não deverei ter maiores problemas com liberação de comentários. Porém, talvez haja alguma demora entre uma escala e outra do avião.

 

Só como curiosidade, farei escalas em Lima, no Peru, e em Panama City, no Panamá, até chegar em Quito, no Equador – é o preço que se paga para pagar preço menor na passagem.

 

Se quiserem me ajudar com vossas contribuições enquanto eu estiver em trânsito, proponho-me a divulgar aqui, na primeira página, comentários que vocês achem importantes, inclusive contendo links.

 

Será uma forma de abrir-lhes espaço enquanto estou arrastando malas por aí.

 

Um abraço a todos.

 

Leitores

 

A Folha de são Paulo está fazendo críticas aos jornais americanos, dizendo que estão MASCARANDO as notícias sobre o número de medalhas dos americanos nas olimpíadas. E tem toda a razão. AGORA, por que esta mesma Folha não faz uma auto-crítica e deixe de mascarar, ou dissimular, ou distorcer notícias sobre tudo que o atual governo federal faz de bom, e de forma competente, e com sucesso?

Carlos | Rio | Professor 

 

Quanto a sua sugestão para comentários, como é possível brasileiro torcer contra o Brasil, declarar isso com arrogância e ainda ter patrocinador? http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/

Radamés A. P. Silva | São Paulo | Aposentado

 

Joseph Goebbels: "Quando ouço a palavra cultura, saco meu revólver". Daniel Dantas: "Quando ouço a palavra Justiça, saco meu talão de cheques".

ARMAS ZEN: ESCRITOS AFIADOS

http://microliteratura.zip.net)

Ivaldo Souza | Aracaju/SE | Funcionário Público

 

Devemos divulgar, na mídia alternativa, o golpe institucional que está em curso no STF, liderado por seu Presidente, visando limitar as investigações e as punições aos chamados "crimes do colarinho branco". Deflagrado com as duas prisões de Daniel Dantas, feita pela PF, na Operação Satiagahara; prisões que foram revogadas, de maneira suspeitíssima, por Gilmar Mendes, no STF; esse golpe toma forma com a evocação para si próprio, feita pelo Supremo, do poder de legislar. Utilizando a brecha da Súmula Vinculante(que deveria disciplinar apenas questões polêmicas), o STF cria normas absurdas; como a que limita o uso de algemas, deixam-nas, na prática, apenas para os pobres; e tenta agora restringir o uso de escutas telefônicas. Não podemos permitir esse crime.

Carlos Henrique Simões da Costa | Recife/PE | Funcionário Público 

 

Como se não bastasse a restrição imposta à entrada de produtos agrícolas brasileiros no Reino Unido, agora o governo britânico exige que nós brasileiros escancaremos os portões do nosso principal aeroporto, o de Cumbica, à livre circulação dos agentes policiais ingleses a fim de monitorar a entrada de brasileiros ilegais naquele país. Sou contra qualquer tipo de reação conflituosa, mas "venhamos e convenhamos", trata-se de uma questão de bom-senso diplomático. Como será que o governo britânico reagiria caso a Polícia Federal brasileira atuasse ditando regras no aeroporto de Heathrow? Certamente, não pensariam duas vezes, compreenderiam a situação como um ultraje à soberania britânica, cortariam as relações comerciais com o Brasil, e, se bobeasse, logo depois dariam um jeito de inserir o Brasil na lista de países que compactuam com o terrorismo – e esta história já conhecemos bem.

G. Caín | http://havidaemmarx.blogspot.com | São Paulo | Professor  

 

 

O STF é o guardião da Constituição da República Federativa do Brasil. Consta em nossa carta Magna que os Três Poderes são autônomos e devem funcionar de forma harmônica entre si. Parece estar o nosso STF atropelando a Constituição quando toma a iniciativa de LEGISLAR através da utilização da súmula vinculante. Legislar é função exclusiva do Poder Legislativo. A principal função da Súmula Vinculante é a uniformização das decisões judiciais,com o objetivo de reduzir o número de Processos pendentes, que abranjam assuntos indênticos aos tratados pela Súmula. Ocorre que o STF ao impor as suas Súmulas Vinculantes está copiando algo que tanto critica: as Medidas Provisórias originárias do Poder Executivo. Com uma grande diferença: as Medidas Provisórias são sumetidas ao Poder Legislativo, que deve votá-las,dentro de um rígido prazo de tempo. Com as Súmulas Vinculantes nada disso acontece. Elas valem por si sós. Estaríamos na iminência de assistir a entrada em vigor da Ditadura do Poder Judiciário?

 

Carlos | Sorocaba (SP) | Aposentado 



 Escrito por Eduardo Guimarães às 11h20
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Análise econômica

O bolo de prosperidade

 

 

 

Quero transmitir uma idéia simples de forma direta e sucinta. É sobre o processo de crescente prosperidade em que está mergulhado o país.

 

Não vou gastar a atenção do leitor desfiando números e estatísticas. Quem nega que o Brasil passa hoje pelo melhor momento econômico de sua história e que se encontra diante de expectativas de prosperidade ainda maiores no futuro, não merece ser levado a sério.

 

Falando para os que vivem com os dois pés fincados no chão e não nas nuvens de suas idiossincrasias político-ideológicas, quero que dimensionem que a solidez e o potencial de nossa economia nos próximos anos colocam o Brasil diante de um agradável e importantíssimo “dilema”: como fazer a divisão desse bolo de prosperidade que está diante de nós de forma justa.

 

Parte do jogo daqueles que estão com os olhos cobiçosos postos no oceano de riquezas que se descortina diante do Brasil é o de minimizarem a vastidão desse oceano reduzindo-o a uma lagoa, se tanto.

 

Para vocês terem uma idéia, as descobertas petrolíferas do litoral brasileiro, de acordo com as estimativas mais conservadoras do governo, podem equiparar as reservas brasileiras às  da Venezuela, um dos maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo. Só que isso num país diferente, altamente industrializado como é o Brasil, em que estão sendo feitos investimentos crescentes de médio e longo prazo tanto por brasileiros quanto por estrangeiros.

 

Nos próximos anos, segundo vários estudos eminentes, a economia brasileira irá figurar entre as cinco maiores do mundo. Haverá uma tremenda erupção de riquezas neste país nos próximos anos e os que hoje concentram a parte do leão da riqueza nacional querem ganhar proporcionalmente à participação que têm hoje no bolo.

 

Este país começa a travar uma guerra da maioria esmagadora da sociedade contra um segmento dela que se chegar a um por cento, será muito. Algumas centenas de milhares de famílias poderão engolfar um naco da prosperidade vindoura de uma dimensão que não pode ser admitida por nenhum cidadão decente.

 

Este blog passa a visar essa questão com grande interesse e assiduidade. O governo Lula pretende dividir de forma mais justa esse bolo de prosperidade e é dever de cada um de nós apóia-lo. Denunciando, informando, conscientizando cada concidadão que pudermos, para evitar que seja mantida a atual divisão percentual de riquezas no Brasil, imoral como poucas no mundo.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 13h06
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