Crônica

Um país improvável  

  

 

 

Estou de malas prontas, começando outro longo processo que é viajar ao exterior hoje em dia. Esses processos costumam ser penosos e demorados, atualmente, por mais perto que o destino esteja do ponto de partida.

Ficarei "fora do ar" por cerca de 24 horas a partir desta postagem. Como já disse, estou viajando ao Peru a trabalho e permanecerei por lá durante as próximas duas semanas.

Nos últimos dias, por conta dos preparativos da viagem, não andei com muita cabeça para blogar, mas o pouco que consegui discutir aqui com vocês deu base à formulação de uma reflexão sobre o país que vocês lerão a seguir.

Fiquei tentando encontrar um adjetivo que resumisse o que acho do Brasil contemporâneo e, como vocês já perceberam, esse adjetivo foi “improvável”, devido ao fato de que conseguimos contrariar as probabilidades tanto naquilo que temos de ruim quanto no que temos de bom.

Seria improvável que um país tão grande, com tantos recursos naturais e que foi colonizado há meio milênio não se tornasse um país rico, com alto padrão de vida do conjunto da população, mas conseguimos a façanha de ainda não sermos um país de todos.

Seria improvável que um país que tivesse conseguido se tornar tão assimétrico contra todas as probabilidades que havia de se tornar um país magnífico, tivesse jeito. Ainda assim, contrariando novamente as probabilidades temos visto que, sim, o país tem jeito, que pode ser mudado se tivermos coragem de continuar contrariando previsões.

Seria improvável que cidadãos comuns, sem vinculações com o poder, sem dinheiro (nem público, nem privado) conseguissem incomodar os que relutam em abrir mão de privilégios em benefício de uma nação melhor, mais justa, mais humana e despojada do maior egoísmo que já se impôs sobre qualquer nação, mas estamos conseguindo incomodar.

Seria improvável que mais do que um pequeno grupo contrariasse a mentalidade que predomina neste país de que não adianta lutar contra “eles” porque seriam muito poderosos e porque o próprio povo seria apático diante daqueles que o oprimem, mas cada vez mais gente começa a perceber que todos são responsáveis pelo país que somos e que viremos a ser.

Continua sendo improvável que ficar pregando improbabilidades todos os dias – de manhã, de tarde, de noite, de madrugada, de sábado, de domingo, nos feriados, em tempo integral – sirva para alguma coisa, mas, como vivo na terra em que o improvável é mais provável do que o previsível, continuo pregando.

Deixo o país com uma provável boa sensação, de que haveria um caminho, de que valeria a pena pregar que as pessoas tomem atitudes, que acreditem que é possível mudar as coisas se formos persistentes e que, ao olharmos a estatura gigantesca das dificuldades, fechemos os olhos e partamos para cima delas.

O homem sempre se frustrou ao acreditar na improbabilidade. Houve um tempo em que aqueles que caminhavam sobre a Terra olhavam as aves nos céus e desdenhavam completamente da possibilidade de um dia voarem ao lado delas, e estavam errados.

É por isso que, contra todas as probabilidades, acredito tanto em nosso país, em nossa capacidade de contrariar o inevitável. Porque este é um bom povo. Justo, corajoso e trabalhador, e só precisa de uma única chance, de uma chance improvável de confirmar a probabilidade que sempre houve de o Brasil se tornar um grande país.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 14h03
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Análise política

Castelo de areia & mensalão

 

 Atualizado às 14h33m de 27 de março de 2009

 

 

 

 

 

Não deveria ser necessário dizer muito da Operação Castelo de Areia – adoro esses nomes de operações policiais! –, da Polícia Federal. Para bom entendedor, as escutas telefônicas e ambientais promovidas pela investigação já deveriam ter deixado claro como e por que tudo aconteceu.

A oposição tucano-pefelê e seus jornais, revistas e telejornais estão dando uma de joão-sem-braço ao dizerem que as doações que aparecem na Operação Castelo de Areia sendo feitas da empreiteira Camargo Correa para a oposição, teriam sido “legais”.

Oposicionistas dizem: “E daí que recebi doações da empreiteira? O PT também recebeu. E as minhas, pelo menos, estão registradas na prestação de contas à Justiça Eleitoral”.

Mas que belezinha, não? Quer dizer que alguém acredita que a Polícia Federal faria uma operação dessa envergadura, que um juiz autorizaria as escutas e as prisões só porque as investigações mostraram que PSDB, PFL e outros receberam doações legais de uma empreiteira? Não lhes parece um raciocínio muito torto?

Caro amiguinho tucano ou pefelê, peço que você entenda o seguinte: as investigações mostram que vocês receberam dinheiro por fora, capicce? O fato de terem recebido 300 mil “por dentro” não prova que não receberam “por fora”, ok?

Aliás, transcrição das gravações da PF aos executivos da Camargo Correa hoje nos jornais mostra que as expressões “doação por dentro” e “doação por fora” aparecem o tempo todo.

Mais curioso ainda – aliás, de matar de rir – é o “argumento” de que seria impossível que o PT não tivesse recebido também dinheiro por fora, porque o PT participou do mensalão, blablablá, blablablá...

É interessante que lembrem o mensalão. Se analisarmos este e aquele caso, veremos a diferença gritante de tratamento que a mídia deu a um e a outro e como esse tratamento parece invertido.

Primeiro, vamos estabelecer um fato irrefutável - ao menos até o momento: a teoria sobre o mensalão nunca passou disso, de uma teoria, referente à qual jamais se achou qualquer prova.

E qual era a teoria do mensalão? A de que o governo Lula mandou subornar parlamentares para que votassem de acordo com seus interesses no Congresso.

A imprensa inteira comprou essa teoria, apesar de que a única coisa provada até hoje nas denúncias sem provas do ex-deputado Roberto Jefferson foi que alguns parlamentares do PT receberam doações eleitorais “por fora”. Jamais foi provado que o governo federal organizou o tal esquema.

Agora comparem o que aconteceu em 2005, quando Roberto Jefferson denunciou o suposto “mensalão” sem ter uma única prova, com o que está acontecendo hoje, quando uma operação eminentemente policial, autorizada por um juiz de Direito, mostra – e prova – que tucanos e pefelês, entre outros, receberam dinheiro “por fora” de uma empreiteira envolvida em superfaturamento de obras públicas.

De Eliane Cantanhêde, da Folha de São Paulo, a Reinaldo Azevedo, no site da Veja, uma fila de jornalistas indignados com suposta “agressão ao Estado de Direito” que seria acusarem o PSDB e o PFL, agressão que não viram quando Bob Jeff fez denúncias contra o PT em 2005 sem oferecer uma única prova.

Tudo isso me leva a crer num fato: se começarem a investigar direito, talvez descubram por que é que tem tanto jornal, revista, tevê etc. indignados com “agressões” aos “direitos constitucionais” de uns e insensíveis aos de outros.

 

 

A prisão da dona da Daslu

 

 

Fica difícil deixar de notar como é que aparece um monte de gente com pena de bandidos ricos quando eles vão em cana, enquanto que quando o bandido é preto e pobre esses "sensíveis" pedem mais paulada, sem se importarem se ele está doente ou deprimidinho.

Contudo, como a dona da Daslu, Eliana Tranchesi, foi condenada a um século de prisão em primeira instância, cabendo ainda várias apelações, seria interessante que a polícia e a Justiça explicassem qual é a necessidade de prendê-la agora, ainda mais quando se sabe que essa prisão cairá se não provarem que a condenada oferece risco à sociedade ou que pretende fugir.

Temos que entender uma coisa: qualquer possibilidade de interferência da política nesse tipo de assunto é uma ameaça a qualquer um. Cabe a todos nós, portanto, exigir que os processos legais não contenham esse tipo de viés.

 

 

Dos leitores

 

 

Levei, algumas vezes, um amigo para tratamento radioterápico no Hospital Angelina Caron, numa cidade da Região Metropolitana de Curitiba. Ele tem câncer no “assoalho” da boca.

Pois bem, de repente, enquanto esperávamos a vez da radioterapia para meu amigo, estacionava um camburão da polícia na entrada do hospital, descia um senhor algemado com as mãos para trás e lá seguia ele para o tratamento contra o câncer, como meu amigo.

Alguns dias e sessões depois, muito magro, o mesmo detento já descia sem algemas, mas sempre acompanhado por dois policiais fardados.

Veja, não deveria acontecer o mesmo com a senhora Daslu? Ela poderia ser solta por outras razões, não por essa do tratamento. E ainda querem que acreditemos na justiça como instituição... Não dá mesmo.


José Melquíades Ursi | Curitiba - PR | Programador Visual  

 

A prisão preventiva de Eliana Tranchesi foi pedida não por ela oferecer risco à sociedade, mas, sim, pela continuidade deletiva apontada pelo Ministério Público, ou seja, a madame continuou a executar os crimes mesmo após saber que estava sendo investigada. Talvez movida pela certeza da impunidade que sempre acobertou esse tipo de gente.


João Carlos Ferreira Filho | São Paulo | sociólogo 



 Escrito por Eduardo Guimarães às 08h44
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Comunicado de interesse público

O ‘furo’ da Record

 

 

 

 

A próxima edição do programa Domingo Espetacular, da tevê Record, deverá trazer o que, no jargão jornalístico, costumam chamar de “furo” de reportagem, o prêmio que mais deveria estimular qualquer jornalista, ou seja, o de dar uma notícia de interesse público antes dos outros.

O mais curioso, neste relato, é que o “furo” que deverá ser veiculado naquele programa de televisão poderia ser dado por qualquer outro grande veículo de comunicação, pois muita gente sabia dele, sobretudo a mídia eletrônica, mas nenhum desses meios de comunicação eletrônicos, além da tevê Brasil, quis noticiar.

O “furo” ao qual me refiro, porém, só é furo de reportagem entre os grandes meios de comunicação, entre aqueles meios que atingem quantidades imensas de pessoas, porque, na nossa humilde blogosfera, a notícia que será transmitida para todo o Brasil no próximo domingo, já será velha.

Refiro-me ao Ato Público promovido pelo Movimento dos Sem Mídia diante da Folha de São Paulo no último dia 7 de março, ato este que protestou contra o uso do termo “ditabranda” pelo jornal em editorial de sua lavra publicado no dia 17 de fevereiro.

Na noite desta quinta-feira (26/03), recebi, em minha residência, equipe de reportagem do programa Domingo Espetacular, da tevê Record, para conceder entrevista sobre o Ato do MSM, entrevista que será veiculada, não sei em que medida, no âmbito de reportagem sobre aquele Ato que a emissora transmitirá em horário nobre no próximo domingo, concomitantemente ao programa Fantástico, da Globo.

Pelo Brasil afora, muita gente deverá se surpreender com o que verá na Record, pois por muito tempo não se soube, no grande noticiário nacional, que a sociedade tenha protestado contra algum meio de comunicação sem ser para defender interesses corporativos, por uma causa do interesse de todos como a defesa da democracia.

O protesto contra a “ditabranda” do jornal Folha de São Paulo não foi o primeiro feito pelo Movimento dos Sem Mídia, conforme informei à equipe de reportagem que me entrevistou, e a informei também de que um desses protestos também foi feito contra a sua concorrente, a Globo, e que também nos manifestamos pelo impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes.

Pude discorrer sobre a geração do processo que desencadeou o Ato Público do dia 7 de março último, sobre as razões e as reações dos leitores deste blog e sobre como aquele movimento começou a ganhar corpo até explodir, primeiro, na blogosfera, e depois, diante da Folha de São Paulo.

Imagino que as vítimas do regime militar às quais pretendi dar voz com a convocação daquele Ato Público também deverão dar seus depoimentos. E, pelo que sei, a Record foi fundo no exame da questão sobre a tal “brandura” da ditadura que vitimou os brasileiros por vinte anos.

Acredito que a Record estará prestando um serviço ao país ao expor o processo que gerou aquela manifestação contra a Folha a pessoas que nem têm idéia do que foi uma ditadura militar que seus pais e avós tiveram que suportar por duas décadas inteiras.

Se a emissora fizer isso – e não me importa por que motivo o fará –, estará de muito bom tamanho. Penso que a sociedade brasileira tem o direito de saber quem são esses grandes jornais, tevês e revistas que hoje arrogam para si o direito de acusar a qualquer um sem provas e o direito de proteger quem bem entenderem por mais provas que existam contra o beneficiário de tal proteção.

O “furo” que a Record dará no próximo domingo poderá não ser aquele furo do jargão jornalístico ao qual aludi no começo deste texto, mas certamente irá furar uma enorme rede de censura dos grandes meios de comunicação, uma rede descomunal que há décadas e décadas encobre tudo o que tais meios querem que fique encoberto, sobretudo o passado deles.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 23h15
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Reportagem

Conferência Nacional de

Comunicação em SP

 

Atualizado às 13h01m de 26 de março de 2009

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na noite de ontem, compareci à Câmara Municipal de São Paulo para participar da primeira reunião preparatória para a Conferência Nacional de Comunicação prevista para acontecer no fim deste ano. Fui àquela reunião a convite de Bia Barbosa, do Intervozes, e de Raquel Moreno, da Coordenação da Campanha pela Ética na TV, que foram as organizadoras do evento.

Destaco as presenças dos amigos Renato Rovai (revista Fórum), Antonio Arles (Movimento dos Sem Mídia) e Altamiro Borges (Portal Vermelho).

A reunião, basicamente, pareceu-me um encontro ainda sem foco definido, cuja preocupação foi a de tentar esboçar as linhas mestras da primeira grande batalha que terá que ser travada no âmbito da Conferência ali discutida.

Muitos não sabem, mas a convocação dessa Conferência pelo presidente Lula durante a edição deste ano do Fórum Social Mundial previu conferências primeiro nos Estados e Municípios, mas a convocação delas dependerá dos poderes Executivos e Legislativos estaduais e municipais.

Em São Paulo, notadamente, haverá uma dificuldade adicional na convocação da Conferência, no Estado e na Capital, diante do fato de que tanto o governador José Serra quanto o prefeito Gilberto Kassab estão do lado dos grandes grupos de mídia, os quais têm combatido a realização da conferência sob os velhos “argumentos” de que temem que tal discussão leve a cerceamento da “liberdade de expressão” deles.

Como bem disse outro membro do Intervozes presente à reunião, o coordenador João Brant, o que parecem temer os governos conservadores de São Paulo e os grupos empresariais que eles representam é a discussão do poder da mídia de controlar a liberdade de expressão. Há que ressaltar que esses grupos são justamente os que determinam hoje no Brasil quem terá ou não liberdade para se expressar.

A reunião foi composta basicamente por movimentos sociais, que já se mobilizam para interferir nas discussões sobre os rumos da mídia no Brasil. E, desde já, esses movimentos rejeitam a proposta da mídia de que o conteúdo da programação das concessões públicas de rádios e tevês fique de fora da Conferência.

Compareci àquela reunião na condição de presidente do Movimento dos Sem Mídia e, assim, usei parte do tempo estendido pelos organizadores aos presentes que desejaram se manifestar para dizer da impressão que me causou a reunião e das preocupações que estão na raiz da existência da organização que presido.

Minha fala foi no sentido de elogiar a organização e a mobilização dos Movimentos Sociais para influírem nos rumos da Conferência, o que terá que acontecer por meio de muita pressão política, mas também de dizer que não identifiquei preocupação maior deles no sentido de envolver o cidadão comum, aquele que também acalenta questionamentos quanto ao rumo da comunicação no Brasil e que não integra movimentos sociais.

Igualmente manifestei a preocupação dos Sem Mídia no sentido de que há que se discutir como preservar sobretudo as tevês públicas de ingerências políticas como as que ocorrem hoje numa TV Cultura, controlada pelo governo de São Paulo, e que poderão vir a ocorrer na TV Brasil se em 2010 houver alternância de grupos políticos no poder central.

Com efeito, manifestei a preocupação de nossa Organização com o uso político das concessões públicas de rádio e tevê, que, no âmbito da Conferência Nacional de Comunicação, terá que ser discutido em busca de formas de se imunizar a comunicação pública no Brasil contra as idas e vindas dos ventos políticos.

Acompanharei as discussões e tentarei ajudar nas pressões que os paulistas terão que fazer para que ocorram as conferências estaduais e municipais em seu Estado, mas quero reiterar que os movimentos sociais que estão se mobilizando para influir nas discussões públicas dessas conferências precisam engendrar meios de se comunicar com a sociedade desorganizada, que é majoritária e que poderia ser de grande valia no exercício de pressões.

Concluo sugerindo que visitem o site no qual se poderá encontrar notícias das discussões sobre a Conferência Nacional de Comunicação. O link já está na lista de sites indicados por este blog, logo aí ao lado.

 

 

Record e a 'ditabranda'

 

 

Por uma questão de transparência, informo que hoje (26/3) receberei em minha residência, no fim da tarde, equipe de reportagem da TV Record, à qual concederei uma entrevista sobre o caso da "ditabranda" do jornal Folha de São Paulo. A entrevista será gravada em vídeo.

 

 

Por que o Brasil resiste à crise

 

 

Convido os amigos leitores, após assistirem o vídeo abaixo, a pesquisaram nos arquivos deste blog - acessíveis no fim desta página no link "Ver Mensagens Anteriores" - o que eu disse sobre as razões que tinha para acreditar que o Brasil resistiria à crise econômica internacional.

 



 Escrito por Eduardo Guimarães às 09h38
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Crônica política

O PT merece 

 Atualizado às 23h18m de 25 de março de 2009

 

 

 

Andei refletindo e concluí que não há vantagem em você chegar a esta altura da vida (cinco décadas), fazer um blog, arrumar um monte de leitores, pagar para ser lido e ao menos não poder dizer o que pensa quando lhe der na telha.

Então eu digo aqui tudo que me dá na veneta. E isso porque este é um espaço pessoal, onde escrevo minhas elucubrações, anseios, sentimentos e, ao mesmo tempo, tento fazê-lo de maneira que seja útil à sociedade.

Querem ver uma coisa?

Já faz alguns dias, o jornalista Ricardo Noblat andou fazendo uma enquete em seu blog perguntando aos leitores por que o lêem. Nessa época, surgiu uma denúncia de que ele seria remunerado pelo Congresso para fazer ali um programa de rádio – ou coisa parecida.

Surgiram até insinuações de que a remuneração que o blogueiro da Globo receberia (acho que do Senado) conteria alguma irregularidade, apesar de serem valores pequenos.

Noblat deu explicações que o tornam um mecenas do Congresso, pois tiraria dinheiro do bolso para fazer o programa lá, o que não me parece improvável porque seu acesso a informações aumentaria sendo ele um habitué do Legislativo.

Mas não é essa a questão (se Noblat recebe ou paga para trabalhar no Congresso). A questão é que, depois desse episódio, o jornalista começou a postar depoimentos de pessoas famosas dizendo por que o lêem.

Publicitários, políticos, artistas, intelectuais... Vários estão dando seguidos depoimentos sobre suas razões para lerem um blog que eu também tenho visitado, porque os contatos de Noblat lhe dão acesso realmente a informações que ele acaba dando em primeira mão.

Contudo, o blog do Noblat tem uma característica cantada em verso e prosa na blogosfera: é um blog de oposição a Lula e ao PT, e disso restam poucas dúvidas.

As matérias, charges e textos opinativos anti-governo, anti-Lula e anti-PT são tão majoritários naquele blog que quase todos os comentaristas são daqueles que escrevem Lula com três eles e não escrevem duas palavras seguidas sem escrever “petralha” e outros clichês tucano-pefelês.

Você já viu a Dilma Rousseff ou o Tarso Genro postando depoimentos elogiosos no blog do Nassif, do Azenha ou do Paulo Henrique Amorim? Não viu porque não aconteceu. Mas, se quiser ver esses e outros petistas se desmanchando em elogios ao Noblat, vá ao blog dele.

E quero deixar claro que não falo deste blog. Sou só um vendedor de autopeças que gosta de escrever. Não tenho a relevância desses nomes que enumerei no parágrafo anterior. Meu problema são os petistas que privilegiam quem os ataca e desprezam quem ao menos se mantém equilibrado politicamente.

Mas tem uma coisa: enquanto os petistas continuarem se matando uns aos outros pelos tais 15 minutos no PIG, eles ainda amargarão muitas charges, artigos, matérias dos Noblats da vida que objetivam beneficiar politicamente o PSDB e o PFL e prejudicar o PT.

 

Conferência Nacional de Comunicação

 

Os comentários ficaram represados porque fui à reunião preparatória para a Conferência Nacional de Comunicação, na Câmara Municipal de São Paulo.

O próximo post tratará do assunto.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 17h14
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Denúncia

Queremos Daniel Dantas!

 

 Atualizado às 11h24m de 25 de março de 2009 

 

 

Está acontecendo uma situação no Brasil que, a cada lance bizarro, me surpreende mais um pouco. Um delegado da Polícia Federal encabeça uma grande operação de desmonte de um inegavelmente gigantesco esquema de corrupção que teria infiltrações por todos os dutos da República, e que, de forma ainda mais completa, teria se enraizado na sociedade civil, entre o empresariado, entre a imprensa e, acima de tudo, nos setores financeiro e de comunicações.

O delegado age sob demanda do Ministério Público Federal e do Poder Executivo Federal, na medida em que a Polícia Federal está subordinada àquele Poder. Um juiz, então, concede autorizações para o delegado que preside a grande investigação promover escutas e todos os demais procedimentos investigativos necessários. Dessa maneira, o delegado gera provas com as investigações daquela grande operação policial e as remete ao Judiciário.

Provas de ilícitos jorram das investigações. A Polícia consegue até uma filmagem mostrando, com riqueza de detalhes, que alguém ligado ao principal investigado pela operação, um banqueiro eminente, tentou comprar policiais para que o deixassem “em paz”, bem como aos seus parentes.

O juiz concede a prisão provisória dos principais investigados na grande operação policial, de forma que não possam interferir nas investigações. Tratou-se, dessa maneira, de providência comezinha em qualquer sistema legal de qualquer parte do mundo, ou seja, de o Estado adotar todas as medidas que suas autoridades competentes julguem necessárias ao cumprimento da lei e à manutenção da ordem pública.

Nesse momento, as instituições brasileiras desabam. As autoridades que desencadearam a grande operação policial acabam se tornando rés no processo, acusadas de agirem acima e à margem da lei para incomodar o banqueiro, que, na tese daquelas autoridades, seria o grande mentor intelectual por trás de todas as ilegalidades investigadas.

A cúpula do Poder Judiciário entra em campo e nega às autoridades que investigam o caso a condição para prosseguirem nas investigações sem que os investigados tentem obstaculizar o cumprimento da lei destruindo provas ou constrangendo testemunhas. Não concede tais condições àquelas autoridades nem diante da existência de filmagens (autorizadas judicialmente) que mostram os investigados tentando justamente obstaculizar o cumprimento da lei.

Com a soltura dos investigados, as autoridades que desencadearam a grande operação policial ganham as páginas dos jornais e aqueles investigados desaparecem de tais páginas. Agora, só se fala das autoridades. O grande esquema de corrupção sai totalmente do noticiário e das atenções da sociedade.

Quem não consegue engolir tal absurdo, aponta-o. Ao dizerem que não é possível que autoridades policiais e judiciárias se tornem rés no processo e os agora ex-investigados pela grande operação policial se tornem vítimas, as pessoas que indignaram com o absurdo passam a ser apontadas como defensoras do juiz e do policial, que, agora, ocupam o lugar dos que investigavam e contra os quais produziram toneladas de provas.

Sobre o banqueiro chefe do grande esquema de corrupção, já não se investiga mais nada. A imprensa só quer saber se quem investigou o banqueiro tomou cada mínimo cuidado para não exceder a lei, ainda que as provas da investigação inevitavelmente condenassem o banqueiro havendo ou não eventuais “excessos”.

“Se o banqueiro errou, que se puna”, dizem os acusadores do juiz e do policial. “Mas o que nos interessa mesmo são as autoridades que levantaram provas contra ele”, sofismam.

Em seguida, começam a levantar “excessos” do policial em assuntos que nada têm que ver com a investigação. Até saber se ele quer se candidatar a algum cargo político virou mais importante do que os crimes do banqueiro.

As acusações contra o policial e contra o juiz pretendem apenas encobrir a cada vez mais próxima impunidade do banqueiro acusado de chefiar o grande esquema de corrupção, a impunidade de um criminoso contra o qual aquelas autoridades produziram montanhas, cordilheiras de provas, entre as quais vídeos (gravados legalmente) nos quais enviados do banqueiro, agindo em seu nome, tentam comprar policial que o investigava a fim de fazer com que ele interrompesse a investigação.

Crime menor. O que importa é se o delegado escreve cartas ao presidente dos EUA, se o português dele é bom, se o juiz é palmeirense ou corintiano e se os dois, em algum momento, não cometeram algum deslize, por mínimo que seja, que possa ter permitido colher aquelas as provas cabais contra o banqueiro, pois, mesmo sendo cabais, mesmo provando, como provas que são, que o banqueiro é um escroque, as provas, à diferença do banqueiro, têm que ser puras como anjos, não importando que revelem um demônio.

Sei lá o que o delegado Protógenes Queiróz disse a Obama. Nem quero saber. Não sei se ele acusou Lula. Ele acusou um monte de gente. Aliás, acusou o governador José Serra, ainda que não digam. O que sei, apenas, é que a situação que relatei acima é descabida e que toda essa conversa sobre o delegado não passa da mais absoluta falta de vergonha na cara de seus promotores, que, a esta altura, tornam-se tão bandidos quanto o tal banqueiro.

Em minha opinião, há alguma coisa terrivelmente errada neste país. E o que me dói mais é saber que ninguém que tenha voz e poder moverá uma palha para esclarecer por que tantos poderes se levantaram contra o delegado e o juiz enquanto o banqueiro vai saindo pela tangente.

Isto vale para todos, para absolutamente todos que não estão chamando a sociedade à razão ao dizerem do absurdo que é o país voltar seus olhos para o delegado e para o juiz enquanto o banqueiro fica livre, leve e solto rindo das leis e das instituições. Se o presidente da República não faz isso, é um absurdo. Se a mídia só se preocupa com o delegado e com o juiz, é um absurdo ainda maior. Se a oposição insufla a mídia nesse sentido, esse é o maior dos absurdos.

Olhem aqui, malandros federais, municipais, estaduais, de esquerda, de direita, de todas as cepas possíveis e imagináveis: crucifiquem o Protógenes, malhem-no como Judas, se quiserem, mas tragam o banqueiro Daniel Dantas de volta para o noticiário, para o centro das atenções, nem que seja para dividi-las com o delegado e com o juiz.

A responsabilidade - e a possibilidade - de fazer isso é da imprensa e de mais ninguém. Cobrem dela.

 

‘Eles’ chamam isso de ‘contraditório’

 

Uma pessoa que se diz Sandra Albuquerque, jornalista do Rio de Janeiro, posta comentário aqui que eu não deveria publicar, pois é insultante e não tenho obrigação de dar espaço a insultos. Ninguém daria. Ninguém dá. Nem os blogs dos quais esse tipo de pessoa compartilha os “ideais”.

Estou dando espaço porque enviei um e-mail de teste a essa pessoa e o e-mail não retornou, mostrando que essa pessoa pode existir, o que me deixa na esperança de que volte aqui para manter um debate claro, honesto, à vista de todos, sem maquilagem com as tintas do anonimato.

Mas vamos lá, vejamos as questões dessa tal pessoa.

Diz ela que:

1) Quem afastou o Protógenes foi o seu chefe hierárquico, o presidente Lula.

2) Quem afastou o Paulo Lacerda, chefe da Abin, foi seu chefe hierárquico, Lula.

Resposta:

Lula afastou os delegados da PF e da Abin como pedia a investigação da acusação de que exorbitaram em suas funções. Isso não obriga a mídia a pôr Daniel Dantas de lado e só noticiar Protógenes e Lacerda.

3) A imprensa é livre, assim como é livre a expressão. O seu blog é a imprensa. O seu blog é a midia. Se você, ao invés de publicar as provas contra o empresário Daniel Dantas prefere falar sobre o Peru, problema seu.

Resposta:

Só que este blog, à diferença da grande mídia, não recebe dinheiro público, não recebe dinheiro de ninguém, pelo contrário, seu signatário é que paga para manter este blog e nele está exercendo simplesmente seu direito de expressão constitucionalmente garantido, não tendo obrigação de apresentar prova nenhuma para comentar um caso de corrupção que está sendo debatido publicamente, com acusações de parte a parte, como as que a signatária do comentário faz a mim e ao governo Lula de forma mentirosa.

4) Se a Veja ou a Folha tem mais audiência e credibilidade que esse seu blog, problema seu.

Resposta:

A Folha e a Veja não têm mais credibilidade que este blog. Têm mais dinheiro, inclusive público.

Comparar um blog com um mega jornal e uma mega revista de mega grupos de comunicação é um absurdo, ainda mais sendo dito por alguém que se diz “jornalista”, alguém que, para ter dito com essa desfaçatez o que disse, só pode estar tentando fustigar o autor deste blog com absurdos na esperança de que ele se farte do debate público e pare de dizer o que pensa.

Meu conselho: vá sonhando...

 

Era "fake"

 

Em seguida ao comentário acima, fui ver os outros. Havia sete. Todos daquela mesma pessoa, mas com nomes diferentes.

Agora estão criando e-mails falsos para tentarem plantar suas conversas moles aqui.

É tão fácil deletar mensagens... Trabalho mesmo dá é para postar. Essa pessoa deve ter um bom motivo para ter todo esse trabalho, não acham?



 Escrito por Eduardo Guimarães às 23h02
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Crônica

Como driblar a crise

 Atualizado às 17h14m de 24 de março de 2009

 

 

 

 

 

 

Muitos sorrirão de ladinho se me lerem dizer que o vendedor é o melhor dos psicólogos. Então podem sorrir – e nem precisam disfarçar –, porque é exatamente isso que lhes digo: vender é saber tirar proveito do momento psicológico adequado de cada cliente.

Como não se sabe qual é esse momento, há que cercar seu cliente.  Há que ser como o lobo que ronda a presa até encontrá-la na posição correta para o ataque, por mais que meus clientes sejam sempre beneficiários de um serviço de qualidade que lhes presto, de intermediação entre eles e as indústrias que represento.

Aliás, especial destaque para a indústria brasileira, cada vez mais reconhecida no mundo como uma indústria de qualidade e preços justos.

Apesar da crise, minhas sondagens do mercado que atacarei em alguns dias revelaram-me que por lá há crise, sim, mas também há oportunidades, há gente querendo o que é um pouco mais difícil de conseguir, como partes e peças de máquinas de construção que não há naquele mercado naquele momento, o que obriga o vendedor à criatividade, a vender sem saber se vai conseguir entregar o que vendeu e lutar para ter sucesso, efetivamente conseguindo entregar, como fiz hoje, fechando de uma vez o negócio, um negócio que o cliente não quis nem saber o preço, mas se seria feito.

Vender, produzir, sair da crise, é questão, antes de tudo, de competência, o que, na modesta opinião deste vendedor profissional que vos escreve, ele tem de sobra, graças a Deus, e, por isso, dá uma banana para atividades menos estimulantes que a dele, como a política.

Bem, no que me toca, no fim desta semana começo a fazer o que muitos deveriam estar fazendo em vez de ficarem reclamando e pondo a culpa de todos os seus problemas na crise: vou me mexer, correr atrás da flecha, ir buscar o prejuízo, entendem? Parar de ficar chorando, dizendo que não dará certo antes de ao menos tentar, conduta incoerente que a tantos tem vitimado, talvez por conta de que todos os dias são bombardeados por desânimo tão logo põem seus olhos – ou ouvidos – em qualquer meio de comunicação.

Não tenho tempo pra isso. Tenho contas pra pagar. Então, ao trabalho.

 

Manifestação contra Gilmar Mendes

 

Com cartazes pregando a prisão do banqueiro Daniel Dantas e medalha para o delegado Protógenes Queiróz, cerca de 15 pessoas protestaram contra o ministro na porta do Teatro Folha, em São Paulo, nesta terça-feira (24/3).

O protesto aconteceu logo após o fim da sabatina com o ministro, que, por duas horas, respondeu a perguntas dos colunistas da Folha Fernando Rodrigues, Eliane Cantanhêde, Mônica Bergamo e Renata Lo Prete, além da plateia.

"O Gilmar Mendes criminaliza os movimentos sociais, diz que é crime se manifestar e em contrapartida soltou o Daniel Dantas, que é sabidamente um banqueiro que enriqueceu aos custos dos cofres públicos", afirmou Ismael Cardoso, presidente da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas).

Com bandeiras e um megafone, estudantes pediram a cassação do ministro do STF. Uma bandeira do PSOL também foi levada para a porta do teatro.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 15h47
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Diário de bordo

Peru 

 

 

 

 

Nos próximos dias, deixarei o país depois de quase cinco meses sem viajar. O setor mais atingido pela crise econômica internacional, sem sombra de dúvida, foi o exportador. Tenho notícias de empresas do setor de câmbio que costumavam fechar dezenas de contratos por mês e, nos últimos meses, não têm conseguido fechar nem sequer uma dezena.

Viajo ao Peru, onde permanecerei por duas semanas. Será um roteiro exaustivo, que me levará por várias cidades peruanas.

O que me atrai àquele país é a sua economia. Até a crise se impor de uma vez por todas ao mundo, aquela estava sendo a economia de maior crescimento na América do Sul.

Paradoxalmente, o governo de Alan García é muito mal avaliado. Ex-esquerdista,vem adotando o modelo simpático à direita que ainda prevalece tanto naquele país quanto na Colômbia, em meio a um continente americano que se inclina à esquerda.

O Peru é um desses países andinos nos quais a situação política é sempre instável graças à catástrofe social que abriga. Uma catástrofe que mantém as majoritárias populações indígenas sofrendo inacreditavelmente com miséria, opressão e discriminação em plena terra de seus ancestrais.

E o que é pior: quem mais discrimina e oprime, nesses países, são os descendentes dos invasores brancos europeus.

Até agora, a elite dirigente tem conseguido impedir governos de esquerda no Peru mesmo depois da catástrofe Alberto Fujimori, o presidente gangster de ultradireita que permaneceu uma década inteira delinqüindo desbragadamente na presidência do país sem que a mídia de lá, daqui ou de qualquer outra parte lhe dedicasse 1% dos ataques que hoje dedicam a um Hugo Chávez.

Fujimori foi presidente contemporâneo de FHC e do outro mega gangster Carlos Saúl Menem, na Argentina. Foram esses governos, primordialmente, que abriram caminho para a onda esquerdista que emanou da Venezuela com a eleição de Hugo Chávez já quando Peru e Argentina estavam no fundo do fundo do fundo do poço – junto com o Brasil.

É um país belíssimo, com uma culinária que traz gente dos países vizinhos para irem comer por lá num fim de semana, viajando apenas pela comida.

Os saborosos cebiches (variedades de frutos do mar crus, cozidos naturalmente pela acidez do limão), o inebriante pisco (aguardente de uva do qual chilenos e peruanos disputam a “paternidade”) e um povo que adora os brasileiros.

É tudo de que eu precisava para espantar o asco que a política vem me provocando de uns tempos para cá.

Aproveitarei a oportunidade para lançar nossos olhares sobre uma das realidades latino-americanas das quais os brasileiros conhecem tão pouco. Fotos e relatos, como sempre faço aqui em minhas viagens, tentarão captar além do que os meios convencionais de comunicação costumam captar da América Latina.

Vocês, espero, viajarão comigo, orientados pela ótica deste caixeiro-viajante.

Acompanhem-me. A realidade do nosso continente é tão importante para nós e tão desconhecida... Tirem alguns minutos por dia, a partir das próximas duas semanas, para exorcizarem esse fla-flu político triste de vossas almas. Os Andes nos esperam.

 

 

 

 

Lula esboça reação

 

 

 

 



 Escrito por Eduardo Guimarães às 22h47
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Conferência Nacional de Comunicação

 

 Twitter - eduguim

O futuro da comunicação

no Brasil

 

 

 

 

No próximo dia 25, terá início a versão paulista dos preparativos para o Conferência Nacional de Comunicação, que acontecerá no fim deste ano.

Serão discussões importantíssimas que pretendem envolver toda a sociedade civil no processo, incluindo esferas de poder em nível federal, estadual e municipal, bem como o Congresso Nacional, o Judiciário, os sindicatos de trabalhadores, o empresariado e a academia.

Politicamente, esse projeto enfrenta grande resistência justamente daqueles que deveriam ter participação de destaque nele, ou seja, dos grandes meios de comunicação de massa, que, por se encontrarem hoje no melhor dos mundos – para eles –, rejeitam qualquer mudança.

O ponto central dessa discussão é, como não poderia deixar de ser, o dinheiro público, mas obviamente que passando pelos marcos legais em todas as áreas da comunicação, da auto-regulamentação publicitária e do estabelecimento de direitos e responsabilidades.

Outro tema que talvez não esteja tanto na pauta do Fórum Nacional de Comunicação, mas que deveria ser discutido à luz da realidade, são os meios públicos de comunicação como a TV Brasil ou como a TV Cultura, de São Paulo.

A ingerência política ainda é uma realidade na TV pública paulista, que tem se portado mais como estatal do que como qualquer outra coisa, fazendo expurgos políticos de colaboradores não-alinhados com o governo do Estado e imprimindo viés político ao seu jornalismo.

A TV Brasil tem conseguido manter uma linha institucional, apartidária e essencialmente criada para dar espaço também àqueles setores da sociedade eternamente alijados do acesso à comunicação de massas.

A proximidade do processo político-eleitoral em que estará em jogo o controle do poder do Estado brasileiro complica muito as coisas. Os meios de comunicação públicos do governo federal estão ameaçados de serem expropriados da sociedade para atenderem interesses político-partidários, como acontece em São Paulo.

Minha primeira contribuição para os debates do Fórum Nacional de Comunicação é esta questão, que precisa ser discutida antes de qualquer outra a fim de que uma eventual alternância no poder em 2010 não aumente ainda mais os poderes dos grupos de mídia privados se o governo federal for parar nas mãos de seus aliados políticos.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 13h08
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Esclarecimento

Os partidos políticos

 

 

 

Antes do Luis Nassif, um leitor também me chamou atenção para um aspecto dos pontos de vista que tenho manifestado que também precisa ser esclarecido.

E, para quem busca pelo em ovo e quer encontrar em meu discurso alguma ida e vinda, quero dizer que ninguém nesta vida tem certeza absoluta de nada e, portanto, se for honesto tem que estar sempre disposto e revisar o que faz e diz, porque todos nós erramos.

No caso em questão, não direi que errei, porque mantenho o que disse, mas quero esclarecer melhor. É sobre os partidos políticos.

Ao dizer-me independente de partidos e de grupos políticos, posso deixar a impressão de que rejeito a instituição político-partidária, o que seria um absurdo, seria a negação da própria democracia, a qual só funciona através dos partidos.

Claro que todos nós temos queixas e questionamentos sobre o jogo político e seus atores, que são os partidos e seus partidários. E queixas mais do que fundamentadas.

Contudo, não podemos nos esquecer de que os partidos são reflexos da sociedade. Os políticos não se elegem com votos de Marte ou de Venus.

E nem adianta dizermos que “esse povo vota mal”, porque a frase correta é a de que quem vota mal não é “esse” povo, mas ESTE povo, ou seja, nós todos, pois se alguns escolhem mal a culpa é da nação, é da imprensa, é das escolas, é dos nossos país e avós... É nossa.

Todos nós temos a obrigação de pregar o que acreditamos que seja melhor para o país politicamente.

Você gosta do Serra? Convictamente? Vote nele e apóie seu governo. Gosta do Lula? Faça exatamente a mesma coisa.

Eu, por exemplo, apesar de ser independente de partidos decidi fortalecer um partido com meu voto há quase duas décadas, o PT. Houve casos de corrupção nesse partido como em qualquer outro, mas, no saldo final, ainda acho que no PT houve muito menos casos, e que foram casos pontuais.

Talvez também contribua para meu apoio de eleitor ao PT e ao governo Lula o fato de que só governos petistas – ou de partidos ligados ao PT – são investigados hoje no Brasil.

Imaginem votar em José Serra para presidente, ele ganhar e começar a reeditar a privataria, a queima de patrimônio público para ajudar grupos, o escancaramento da economia a qualquer preço, isso sem falar nos montes de casos de corrupção da era FHC...

Aconteceria como naquela época: tudo seria abafado pela mídia. Praticamente toda ela mal tocava nos escândalos da era tucana.

Deve-se, inclusive, fazer justiça à Folha de São Paulo, que, por pouco que tenha sido, investigou, sim, FHC e seus amigos. Pouco, só para constar, nada parecido com o que faz hoje com o governo Lula. Mas chegou a denunciar, por exemplo, a compra de votos para aprovar a reeleição de FHC.

O resto, necas de pitibiriba. Estadão, Veja, Globo e o resto do PIG atacavam muito mais a oposição do que ao governo com aquela história de “quanto pior, melhor”, que sempre sacavam do bolso do colete quando o PT queria investigar as falcatruas de FHC.

Enfim, minha posição sobre os partidos é a de que eles são necessários e de que devem ser apoiados. Alguns, com mais talento para a arte da política, devem abraçá-la, desde que não seja como uma forma de ascensão social, mas como voluntariado, como uma doação à coletividade.

Todavia, os que, como eu, não se dão bem no jogo partidário por não conseguirem dissimular o que pensam – e político que diz tudo que pensa, é um desastre –, devem apoiar de longe os partidos de sua preferência, como cidadãos-eleitores.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 10h19
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Esclarecimento

Um pedido de desculpas

 

 

 

O jornalista Luis Nassif deixou um comentário no penúltimo post que me obriga a esclarecer uma frase infeliz que escrevi. Leiam o que ele disse e depois comento.

 

Prezado Eduardo:

Concordo com todas as suas colocações(e como!), menos quando você afirma que "jornalista, hoje em dia, se não se vender ganha mal".

A generalização é muito perigosa e atinge profissionais como um Azenha, um Paulo Amorim e até a mim mesmo, que você cita em seu blog.

Espero que tenha sido um momento de revolta e gostaria que você explicasse melhor aos seus leitores.

Um cordial abraço e continue contando comigo.

Luiz Nassif

Luiz Nassif | São Paulo | Jornalista |  22/03/2009 23:40

 

Nassif tem toda razão. Escrevi essa bobagem porque estava revoltado com aquele indivíduo que não quero mencionar de novo.

É claro que nem todo jornalista que ganha bem é porque se vendeu.

Nassif cita o Azenha, jornalista corajoso que deve ganhar bem e que sou testemunha de que não se vendeu, pois deu um pontapé na Globo e foi cuidar da vida justamente para não se vender.

É óbvio que um Paulo Henrique Amorim não se vende e que o próprio Nassif é a prova viva de que é possível vencer na carreira de jornalista sem se vender.

Peço desculpas a vocês, meus caros jornalistas, pelo deslize. Fiquei muito bravo com aquele sujeito e perdi o controle.

E foi à toa, porque depois descobri que, quando o sujeitinho da Veja falou em gente se “acovardando”, ele não falou de mim.

Mas tudo que escrevi ontem fica pelas três vezes anteriores em que o tal sujeito me citou desairosamente.

De qualquer forma, peço desculpas a todos os jornalistas sérios e bem remunerados atingidos pelos ecos do meu fígado.

PS: sobre o Esgoto, mantenho cada palavra que disse sobre ele e estou pouco me lixando para suas ameaças veladas.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 05h58
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Noticiário político internacional

A Argentina enfrenta os

barões da mídia

 

 

do portal Vermelho

 

Editorial

 

Nas próximas semanas, o governo da presidente Cristina Kirchner, da Argentina, vai enfrentar um dabate de grandes dimensões no qual, com certeza, a fúria dos barões da mídia vai se manifestar com uma intensidade maior do que a usual. O motivo: ao enviar ao parlamento um projeto de lei sobre a comunicação social, a presidente se contrapôs diretamente aos interesses daqueles monopolistas, que, desde a ditadura militar, há quase trinta anos, manipulam a opinião pública de acordo com suas conveniências - e que hoje estão na oposição ao governo, saudosos dos privilégios que tinham no tempo dos generais presidentes.

 

São grupos poderosos. Somente quatro ''famílias'' controlam 83% da mídia - uma situação paralela à do Brasil, onde a comunicação é comandada por sete ''famílias''. O grupo do jornal Clarin, que foi um dos principais apoiadores da ditadura militar - repetindo papel semelhante ao desempenhado pelos jornalões brasileiros, com detaque para a Folha de S. Paulo - tem metade do mercado de televisão paga, além de abocanhar grande fatia do mercado de jornais impressos e ter forte presença na internete, rádio e TV aberta.

 

Ao tomar esta iniciativa, Cristina Kirchner se coloca na vanguarda latino americana pela democratização dos meios de comunicação, à frente inclusive do Brasil, onde a prometida Conferência Nacional de Comunicação encontra resistências do tamanho dos gigantes monopolistas da mídia e sua feroz oposição a qualquer medida de abertura no setor.

 

É uma atitude ousada e corajosa, que a presidente da Argentina justifica como o atendimento de uma ''dívida da democracia”. A lei, disse ela, é “para que todos possam pensar por si mesmos e não como indicam uma rádio ou um canal de televisão... Os bens de caráter social não podem ser monopolizados por um setor ou por uma empresa que acreditam ser os donos da expressão de todo um povo”. 

 

O projeto limita em 35% a concentração na TV a cabo e reduz de 24 para 10 o número de concessões por empresa. O importante é que reserva um terço do espectro da radiodifusão para entidades sem fins lucrativos, como os sindicatos, entre outras medidas democratizantes. Além disso - e, principalmente, antevendo as poderosas pressões dos monopolistas da mídia contra sua aprovação pelo parlamento -, determina que o projeto seja submetido a uma ampla consulta pública durante 90 dias antes de ir à votação. Esta é uma maneira de envolver em seu debate a sociedade e as entidades representativas do movimento social, para fortalecer a proposta.

 

Sergio Fernández, diretor da agência oficial de notícias argentina, diz que o projeto “representa um fato histórico e um passo fundamental para que os argentinos vivam numa verdadeira democracia''. Precisamos, justifica, ''viver numa sociedade aonde não exista censura e não há pior censura que a dos monopólios''.

 

Ele tem razão, e é por isso que a proposta da presidente Kirchner merece apoio de todos os democratas. Quebrar a concentração dos meios de comunicação é uma exigência da democratização mais profunda da sociedade, fortalecendo a participação popular e colocando limites ao poder desmedido do grande capital e das empresas monpolistas.

 



 Escrito por Eduardo Guimarães às 21h12
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Crônica política

Alpinismo político-social

 

  

 

Esse sujeito que aparece abraçado com o governador José Serra gosta de fazer acusações de que outros estão a serviço de políticos. Fez isso comigo uma vez, duas vezes, três vezes e, agora, fez uma quarta.

Ele não tem a hombridade de citar sempre os nomes daqueles que ataca. Sua desculpa é a de que não quer dar “ibope” a desconhecidos.

Na verdade, o que ele quer mesmo é fugir de processos, ainda que seja voz corrente por aí que a Veja, que o emprega nessa função de pistoleiro, teria uma verba só para arcar com as condenações que sofre por difamar pessoas e instituições.

Desta vez, o sujeito alude, com seu habitual sibilismo, a uma retirada do time de campo pelos mais covardes.

Acho que está na hora de eu ir a uma dessas promoções dos livros dele para que ele diga na minha cara que eu sou o principal auxiliar do Luis Nassif e “esbirro menor do petismo”. Perguntarei a ele se ele tem alguma prova disso. Que é que vocês acham?

E sabem por que eu farei isso? Porque estou cheio desse tipo de coisa.

Esse Reinaldo Azevedo faz acusações de que as pessoas têm motivos escusos para adotarem suas opiniões políticas e essas acusações se espalham como praga por uma horda de bate-paus dele que lhe imitam o linguajar, as expressões, a terminologia de maneira tal que acho que até se vestem como ele para virem à internet imitá-lo.

Esses imitadores criam blogs nos quais tentam reproduzir seu estilo. Alguns são até bons e imitam bem, outros são péssimos e fazem-lhe uma caricatura menos erudita.

Todos esses macacos de imitação gostam de corrigir o português dos outros, como o “mestre” e “rei” deles, mas só alguns sabem o suficiente para si e nenhum deles, além do original, sabe o bastante para me ensinar qualquer coisa.

Certamente o “rei” deles sabe para me ensinar, o que não é muita vantagem em relação a um vendedor de autopeças, mas ele mesmo, pelo menos nesse quesito, já reconheceu que eu teria “aprendido a inculta, mas não a bela”, ou seja, escrevo direito, mas não consigo produzir arte com as palavras.

Esse sujeitinho asqueroso pode até ter razão. Eu sou um amador, meus amigos. Vivo de vendas, sou autônomo, só vi Luis Nassif pessoalmente uma vez na vida e falei com ele uma vez por telefone para pedir destaque à manifestação contra a ditabranda, ainda que muito me honrasse ter a amizade desse jornalista sério e corajoso.

Agora, “esbirro do petismo”, e ainda “menor”, esperem aí! Quero fazer umas perguntas a esse sujeito:

Ô meu senhor, que história é essa?! Como é que você, Azevedo, acusa alguém de ter ligações políticas dessa forma? O que você sabe da minha vida?

Você deveria saber que eu jamais tive amizade íntima com jornalista nenhum. Estive algumas vezes em jantares com uns jornalistas mais eminentes depois que meu blog começou a aparecer um pouco mais, mas com nenhum deles privei de maior intimidade que me permitisse dizer-me um amigo de fato.

Nunca tentei furar o protocolo com jornalista nenhum, sendo abusado, impondo minha presença nem nada. Sempre estive com jornalistas a convite deles. Ou eles foram até mim para me perguntar alguma coisa.

Só procurei jornalistas, até hoje, para cobrirem os atos do Movimento dos Sem Mídia, porque, como presidente da ONG, essa é minha obrigação.

Agora, com políticos eu nunca estive. Muito menos abraçadinho, como o Azevedo anda aparecendo faz tempo. Não tenho o celular de político nenhum, não os abraço, beijo e nem mesmo aperto suas mãos simplesmente porque não tenho contato com eles, porque não conheço nenhum deles e, com exceção de Lula – quando deixar a Presidência -, não faço questão de conhecer nenhum outro político.

Semana passada, não fui ao aniversário do Zé Dirceu no Bar Avenida porque eu não quis, porque não conheço José Dirceu e acho que aniversário é coisa de amigo íntimo. Recebi o convite e agradeço, mas acho que o melhor que farei em minha vida é ficar longe de políticos.

É porque não tenho planos na esfera pública. Jornalista, hoje em dia, se não se vender ganha mal, e, como vocês sabem, eu não sirvo para a política porque estou pouco me lixando se é politicamente conveniente fazer isto ou aquilo, e isso porque não devo nada a ninguém.

Jamais ganhei um centavo de dinheiro público em minha vida. Jamais tive negócios com o Estado. Jamais recebi nem Educação e Saúde para mim ou para minha família. Tenho uma filha com paralisia cerebral à qual o Estado não dá nada, nenhuma das terapias que ela precisa desesperadamente e que eu não tenho como pagar.

E vem você aí, seu verme, dizer que eu tenho vínculos políticos e estou a serviço de interesses políticos?!

Quem se tornou famoso servindo a políticos foi você, Azevedo. Até uns dez anos atrás, ninguém sabia quem era você. Seu currículo na Wikipédia mostra a amplitude de sua carreira, aliás.

Reinaldo Azevedo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ir para: navegação, pesquisa Reinaldo Azevedo (Dois Córregos, 19 de agosto de 1961) é um jornalista brasileiro. Foi redator-chefe das revistas Primeira Leitura[1] e Bravo!, editor-adjunto de política da Folha de S. Paulo, coordenador de política da sucursal de Brasília do mesmo jornal e redator-chefe do jornal Diário do Grande ABC, de Santo André, entre 1991 e 1993. Hoje, é articulista da revista Veja e mantém um blog hospedado no site da revista.

E não me venha cobrar meu currículo, porque eu não tenho. Nem como jornalista, nem como amigo ou empregado de políticos, como você.

Você só apareceu um pouco mais no grande jornalismo da grande mídia depois que foi trabalhar para o Luis Carlos Mendonça de Barros na Primeira Leitura, e depois seu patrão lhe vendeu a revista e ao tal Rui Nogueira.

Até ali, meu caro, você era uma sombra. Estamos falando de poucos anos para um sujeito já entrado nos anos (e sem trocadilhos óbvios, por favor, que esses seus trocadilhos sexuais contra seus desafetos já estão pegando mal pra você).

Bem, mas seja lá como for, meu caro, quem andou aparecendo metido sempre com políticos – e foi até acusado de ter sido beneficiado ilegalmente com verbas públicas –foi você, como na reportagem da Folha de São Paulo de 26 de março de 2006, ano em que sua revista, comprada de político (sem trocadilho), foi pro buraco. 

 

 

E você disse também que eu gosto de aparecer e até citou minha família. Olhe aqui, Azevedo, eu não preciso de você para aparecer. Apareci até mais do que queria, mas foi por uma boa causa.

Só que não tenho medo de aparecer, não, porque não tenho conchavos com políticos, com interesses políticos, com projetos políticos.

E não estou me acovardando não, apesar de que estou cheio de qualquer irresponsável que não sabe nada sobre mim sair me acusando de estar sendo pago pelo PT quando eu é que gasto meus parcos recursos para complementar o aluguel da sala onde fundei uma ONG, pagar montes de ligações de celulares, pagar uma nota ao UOL para manter este blog...

Então, veja se não esquece de avisar quando for lançar seu livro ridículo em São Paulo, ou relançar, ou sei lá o que, porque quero lhe perguntar de onde você tirou essas informações sobre mim, cara a cara, olho no olho. Só para ver de perto como é que você mente.

 

 

Conferência Nacional de Comunicação

 

 

Caro Eduardo, parabéns por mais esta análise das relações perigosas da nossa grande mídia com o poder político. Gostaria de convidar você, todos os membros do MSM e também seus leitores para a primeira reunião pró-conferência nacional de comunicação que faremos aqui em SP. A conferência será um espaço fundamental para que a população brasileira, pela primeira vez, tenha a possibilidade de incidir nos rumos da política de comunicação em nosso país. Esta reunião em SP tem o objetivo de dar o pontapé na mobilização da sociedade civil e movimentos sociais de nosso estado para garantir nossa organização no momento do embate com os empresários e com o governo. O encontro acontecerá na próxima quarta, dia 25/3, às 19h, na Câmara Municipal de SP. Esperamos vocês lá!
Bia Barbosa - Intervozes | www.intervozes.org.br | São Paulo | jornalista |  22/03/2009 13:37

Resposta:

Prezada Bia, sou seu admirador e não poderia faltar ao evento para o qual você me convida. Será uma honra. E quero dizer que você me lembra muito as minhas filhas, corajosas como você, inteligentes e belas. Que Deus te abençoe, filha.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 10h46
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