Análise política

O presidente proibido 

 

 

 

 

 

 

Nos últimos dias, apesar dos desmentidos veementes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de seus auxiliares diretos etc., jornais, tevês, rádios e portais de internet de grandes empresas que controlam conglomerados de mídia voltaram a ter faniquitos. E nem foi por conta da hipótese de Lula poder ser reeleito para um terceiro mandato consecutivo. Essas empresas têm feito campanha organizada e unificada para que o presidente não volte a se candidatar ao cargo que ocupa atualmente nem se a lei permitir, ou seja, a partir de 2014.

Praticamente todos os telejornais das tevês abertas, todos os grandes jornais, todos os grandes portais de internet, todas as emissoras de rádio desse reduzido grupo de mega empresários da comunicação que controlam todos estes veículos entraram em pânico na sexta-feira, quando Lula, perguntado por um repórter sobre se cogita tentar voltar ao poder em... 2014 (?!), disse que “só Deus sabe” a resposta a essa pergunta porque nem sabemos o que acontecerá em 2010, que ainda está longe.

Não é à toa que as famílias Marinho, Civita, Frias, Mesquita e agregados, sem falar no PSDB e no PFL, com destaque para o tucano José Serra, estão preocupados. E vocês, leitores, já entenderão por que.

Todos os fatos autorizam dizer que Lula deixará o planalto, no primeiro dia de 2011, como o presidente mais popular da história do país. E, como se fosse pouco, ainda por cima tão ou mais popular quanto os mais populares governantes de qualquer parte do mundo, seja em começo, em meio ou em fim de mandato.

A economia brasileira está dando um show. As atenções do mundo inteiro voltam-se a um país que, na contramão do mundo, está gerando empregos e voltando a crescer enquanto todos os outros países continuam gerando desemprego e mergulhando em recessão cada vez mais profunda.

Mais impressionante ainda, foi estudo recente divulgado pelo Ipea que deu conta de que durante o auge da crise o Brasil continuou diminuindo a pobreza e a miséria. Em termos internacionais, esses dados estão fazendo este país atrair as atenções do mundo todo.

De Obama à Unesco Lula é “o cara”, o mais popular chefe de governo e de Estado que há no planeta. E para quem acha pouco, ele ainda pode se tornar o prêmio Nobel da Paz deste ano.

Hoje, Lula é literalmente imbatível do ponto de vista eleitoral. Tanto como candidato quanto como apoiador. E é aí que reside essa paranóia descabida que está se abatendo sobre a oposição tucano-pefelista e os jornais, revistas, tevês, rádios e portais de internet seus aliados. E isso porque uma pesquisa eleitoral recente, feita pelo renomado – e esquecido até aqui – instituto Vox Populi, mostra vários fatos desesperadores para a direita brasileira.

A mídia oposicionista concentrou-se nos dados da pesquisa Vox Populi sobre os possíveis cenários na disputa pela Presidência da República em 2010, nos quais a candidata de Lula, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, aparece disparando na preferência do eleitorado, tendo atingido neste mês de maio um patamar de intenções de voto que há poucos dias especulava-se que ela só atingiria no fim deste ano, o que mostra a capacidade de transferência de votos de Lula para a eleição presidencial e, também, um desempenho considerável da própria candidata.

Porém, a mídia escondeu o dado mais impressionante da pesquisa, que revela um aumento exorbitante da popularidade do presidente da República se confrontarmos os números do Vox Populi com os últimos dados detectados pelos institutos de pesquisa da oposição (Datafolha e Ibope), que, recentemente, detectaram “queda” da popularidade do presidente, situando-a em pouco mais ou pouco menos de 70%.

Vejam, abaixo, os dados da pesquisa que a mídia desprezou e entendam, assim, por que a direita brasileira quer tornar Lula um político proibido para sempre de concorrer a cargos públicos.A pesquisa Vox Populi tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Em seguida prossigo comentando.

 

BRASIL

67% estão satisfeitos ou muito satisfeitos, igual a maio de 2008; 7% estão insatisfeitos; 5% muito insatisfeitos

Para 60%, Brasil melhorou nos últimos anos; para 14%, piorou; para 56%, vai melhorar nos próximos 2 anos; para 13%, vai piorar

PARTIDOS

Preferência

PT tem 29% da preferência partidária; alta de 4 pontos em relação a 2008 e de 10 pontos sobre 2004; PMDB tem 8%; PSDB tem 7%; e DEM tem 1%

Eleitores sem preferência: 49%, queda de 15 pontos em relação a 2004 (64%)

Rejeição

PT tem 8% de rejeição, estável em relação a 2008; PMDB tem 5%; PSDB tem 5%; e DEM tem 3%; 67% não rejeitam nenhum partido, queda de 2 pontos em relação a 2008 (69%)

Imagem

Primeiro partido que vem à cabeça: PT, 35%; PMDB, 24%; PSDB, 14%.

AVALIAÇÃO DO PT

59% têm muita ou alguma simpatia pelo PT, aumento de 12 pontos sobre 2008; 81% acham o PT forte ou muito forte, aumento de 5 pontos em relação a 2008; 65% consideram positiva a atuação do PT na política, aumento de 5 pontos sobre 2008

Para 70%, o PT ajuda o Brasil a crescer, aumento de 5 pontos sobre 2008

Opiniões sobre o PT

É dinâmico e trabalhador: 75%, contra 69% em 2008

É moderno, com idéias novas: 75%, contra 69% em 2008

Deve ter candidato próprio à Presidência: 68%, contra 67% em 2008

GOVERNO LULA

Desempenho do presidente

Avaliação positiva: 87% (ótimo, bom e regular positivo), contra 84% em 2008; avaliação negativa: 13% (ruim, péssimo e regular negativo), contra 15% em 2008

Melhores ações do governo

Programas sociais, 36%; política econômica, 19%; Educação, 8%; Habitação, 7%

 

Além do dado importantíssimo sobre a recuperação da popularidade de Lula (em confrontação com as últimas pesquisas Datafolha, Ibope e Sensus), os números desta pesquisa recente sobre o desempenho da pré-candidata Dilma Rousseff também se descolaram fortemente dos dados daqueles institutos dirigidos por aliados da oposição tucano-pefelê.

É possível que tenha havido só agora mesmo esse forte aumento da popularidade do presidente Lula e da ministra Dilma. As últimas pesquisas dos institutos da oposição foram feitas no auge da crise, ainda no primeiro trimestre deste ano, quando  foi revelado o forte tombo no nível de emprego ocorrido em dezembro do ano passado e seus reflexos em janeiro deste ano.

Dali em diante, o nível de emprego começou a aumentar, a produção industrial foi retomada, o crédito normalizou-se, as exportações aumentaram, o dólar passou a cair, descobriu-se que diminuiu o número de pobres em plena crise etc, etc.

Não foi à toa que a mídia oposicionista parou de falar em “marolinha”, bem como os partidos aos quais ela serve. Depois do previsível primeiro trimestre depressivo e da recuperação previsível do segundo trimestre (e este blog previu, no fim do ano passado, que os dois trimestres seriam assim), não há mais clima para continuar explorando eleitoralmente o termo usado por Lula para descrever o efeito menor que a crise teria no Brasil.

Lula constitui hoje a maior ameaça à direita brasileira que já existiu. Mesmo na improvável hipótese de que não consiga fazer sua sucessora tendo aprovação popular tão impressionante, estando na oposição teria uma força moral e uma credibilidade enormes para criticar um hipotético governo José Serra, sobretudo quando este, previsivelmente, começasse o desmonte de políticas públicas do antecessor.

E para quem ainda tem alguma dúvida de que as coisas sejam como descrevo, que pergunte a si mesmo que outro presidente brasileiro, depois de governar por quase uma década, assustou seus adversários em qualquer hipótese eleitoral - se entrasse em disputa pela própria sucessão, se apoiasse um candidato a sucedê-lo e até, pasmem, se um dia quisesse disputar uma eleição de novo.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 11h02
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Crônica

Como água na chaleira

 

Atualizado às 09h31m de 22 de maio de 2009

 

 

 

 

 

Na noite da última quinta-feira, experimentei um déjà-vu. Voltou-me uma sensação que não experimentava havia quase meio século. Sensação ruim de um tempo em que fatos simplesmente sumiam, evaporavam-se como água fervendo na chaleira.

Eu não era tão jovem que não pudesse entender que alguma coisa de muito ruim acontecia naquele tempo, nem tão crescido que pudesse entender completamente por que aquilo acontecia. Sabia que uma força que não entendia impedia que se falasse e que se soubesse e até que se pensasse certas coisas.

Eu morava no hotel Danúbio, na avenida Brigadeiro Luis Antônio, próximo ao Centro Velho de São Paulo. Tinha oito anos, era 1967. Vivia com minha mãe e avós naquele hotel porque meu avô estava com câncer nos pulmões e as mulheres não conseguiam conciliar cuidar de mim, dele e da casa. Assim, fomos morar no hotel, que à época estava entre os melhores de São Paulo.

Naquela manhã de dezembro, mãe e avó levaram-me ao centro para escolher nas Lojas Americanas o presente que pediria ao Papai Noel. Era uma bela manhã e decidimos caminhar. Descemos a Brigadeiro e subimos o viaduto em direção ao Largo São Francisco, por onde tínhamos que passar para chegar àquela que era então uma das lojas de departamentos mais importantes da cidade.

Ao nos aproximar do Largo, começamos a ouvir estampidos, fumaça e gritos. Paramos, mãe e avó aterrorizaram-se. Aos meus ouvidos infantis, porém, aquilo tudo era novo. Não entendia o que estava acontecendo. Não me dava conta do perigo. Queria ver mais, inclusive, mas as mulheres começaram a chorar e correr, arrastando-me pelas mãos. Subimos num táxi e voltamos ao hotel.

Quando se acalmaram, tentei saber delas o que havia acontecido. Como resposta, ouvi o bordão que me acompanhava desde que me conhecia por gente e que ouviria por mais alguns anos: “Isso não é assunto de criança”. Naquele tempo, criança era obrigada a ser criança...

Não me conformei. Passei o dia andando pelo hotel pensando no assunto. Era um conglomerado enorme. Tinha as Termas, que eram um conjunto de prédios anexo ao edifício do hotel. Era naquelas Termas em que hóspedes e gente da sociedade paulistana, em geral mulheres todas enfeitadas e perfumadas que desciam de carros com motoristas, vinham fazer tratamentos estéticos, os tais “banhos turcos”, bem como outros “tratamentos de beleza” que eu considerava para lá de estranhos.

Não conseguia imaginar como poderia saber a causa daquilo que nos acontecera pela manhã quando íamos ao Centro. Por que não queriam me contar? Todo aquele barulho, aquela confusão, aquela gente toda com medo e, o pior de tudo, justamente no caminho da loja em que eu escolheria meu presente de Natal. Foi um fato que não entendi e que, sobretudo por isso, considerei “uma droga”.

Foi então que me lembrei do “jornal” que passava na tevê à noite. Ali informavam de tudo. Eu via os hóspedes, na sobreloja do hotel, sendo servidos pelos garçons da Copa e assistindo aquele homem falar e falar sobre coisas que aconteciam. E, se aquele programa contava coisas que aconteciam, certamente que eu poderia assisti-lo e descobriria o que tinha acontecido pela manhã.

Jantávamos sempre, no restaurante do hotel, às 21 horas. Depois do jantar, eu e minha mãe deixávamos os outros adultos conversando à mesa e subíamos ao apartamento para ela me colocar na cama.

Mas o jornal começava antes. Só teria que me atrasar um pouco para o jantar. Eles estavam acostumados com minhas andanças pelo hotel, que incluíam até expedições pelo telhado das Termas vestindo uma capa e uma máscara feitas de toalhas que eu surrupiara da lavanderia e cortara com tesoura para fazer uma fantasia de super-herói.

Assisti o telejornal do começo ao fim. Não me lembro de que emissora era. Talvez fosse da Globo... Deveria, no entanto, ser popular, pois era consensual entre os hóspedes assisti-lo diariamente, durante a semana. E o que aconteceu e tanto me surpreendeu foi que não saiu notícia nenhuma do que acontecera pela manhã perto do Largo São Francisco.

Na noite de ontem, senti quase a mesma sensação que sentira naquela noite há mais de quarenta anos. A sensação de ignorância e de impotência só não foi a mesma de quando eu tinha oito anos e o Brasil vivia sob uma ditadura cruel porque a tevê Record rompeu a censura dos operadores de concessões públicas televisivas – tais como a Globo, a Bandeirantes, o SBT, a Gazeta, a Rede TV e a TV Cultura – e noticiou o ato público em defesa da Petrobrás que aconteceu ontem pela manhã no Rio.

É muito ruim ver que, depois de quatro décadas, ainda praticam a censura no Brasil fazendo fatos sumirem como se fossem água evaporando-se na chaleira.

  

 

Folha descobre a América

 

 

Quando penso que a Folha de São Paulo já apelou a todos os expedientes ridículos possíveis – entre os quais, publicar spam calunioso e falso na primeira página e o desmentido em notinha nas páginas internas – na ânsia de eleger José Serra presidente, o jornal surpreende.

Veja só que surpreendente o artigo de dois professores universitários publicado hoje na seção Tendências/Debates sob título que revela que o óbvio é óbvio, obviamente, pois “quadrinhos não são só para crianças”. Que revelação, hein! Ninguém deve ter acreditado na “novidade”.

Tudo para dizer que José Serra “acertou” no segundo episódio consecutivo de compra e distribuição de material didático atentatório à educação das crianças que têm a infelicidade de estudar nas péssimas escolas da rede pública de ensino do Estado de São Paulo.

Sim, você leu direito e não estou brincando: sob a desculpa de fazer a “revelação” de que hoje em dia também se produz histórias em quadrinhos para marmanjos, os dois bajuladores viram “acerto” tucano em recolher o material pornográfico comprado e distribuído à criançada.

 

 

Record repete reportagem sobre ato no Rio

 

 

Hoje cedo, a Record repetiu a reportagem sobre o ato em defesa da Petrobrás que aconteceu ontem no Rio de Janeiro.  Foi em seu telejornal matinal, que começa a ser apresentado depois das oito da manhã e que é essencialmente dirigido a donas de casa e a aposentados.

Não é nada, não é nada, é tudo. A Record já assumiu o segundo lugar em audiência. Hoje, notícias que ninguém via em lugar nenhum estão aparecendo na emissora. É uma ruptura do conchavo entre as tevês de barrarem todas juntas notícias políticas “desfavoráveis” à direita.

Depois de apoiarem Maluf e Collor contra candidatos petistas no século passado, todas as vezes com amplo sucesso por falta de contraponto, as tevês abertas, talvez pela primeira vez na história, têm uma concorrente de peso que recusa conchavos e fura o bloqueio televisivo.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 00h38
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Promessa

Foi só o 'aperitivo'

 

Atualizado às 22h28m de 21 de maio de 2009

 

 

 

 

A imagem da manifestação das centrais sindicais e de vários movimentos sociais no Rio em defesa da Petrobrás, creiam-me, foi só o começo. Fala-se em mais de cinco mil pessoas que compareceram. A mídia dirá que foi menos. Não importa. Esse foi só o pontapé inicial. O país se levantará contra a direita. Não permitiremos que eles desencadeiem nova privataria. É hora de comemorar e de aguardar, que, em São Paulo, logo teremos a nossa chance. O Brasil inteiro terá.

 

 

Do site da FUP

 

 

 

 

 

Cerca de cinco mil manifestantes participaram hoje pela manhã do ato público, no Centro do Rio de Janeiro, em defesa da Petrobrás e por uma legislação que garanta o controle estatal e social das reservas de petróleo e gás. A manifestação, organizada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), MST, UNE e centrais sindicais, reuniu estudantes, sindicalistas, trabalhadores, militantes sociais, parlamentares e partidos políticos, reforçando a unidade nacional das frentes de esquerda em defesa da soberania nacional.

Os manifestantes iniciaram o ato às 9 horas, na Candelária, e seguiram pela Avenida Rio Branco, que foi fechada, por volta das 11 horas, durante a passeata. O ato prosseguiu em frente ao edifício sede da Petrobrás, na Avenida Chile, onde trabalhadores, estudantes, militantes sociais e parlamentares deram as mãos, formando um cordão que contornou todo o prédio da estatal. Ao som do Hino Nacional, os manifestantes realizaram um abraço simbólico do prédio da Petrobrás, repudiando a tentativa da direita de retomar o projeto de privatização da maior empresa do país. A manifestação terminou por volta das 14 horas.

O ato público desta quinta-feira integra a campanha nacional O Petróleo tem que ser nosso!, que tem mobilizado os principais movimentos sociais do país na luta por uma nova Lei do Petróleo, que garanta o controle estatal e social sobre o setor. Caravanas de petroleiros vindas da Bahia, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Norte Fluminense somaram-se aos petroleiros do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias, presentes à manifestação. Caravanas de metalúrgicos de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo também compareceram ao ato. Uma nova manifestação em defesa da Petrobrás e por uma nova legislação para o setor petróleo será organizado em Brasília. Na próxima segunda-feira, 25, os movimentos sociais realizam em Recife (PE), um debate sobre o restabelecimento do monopólio estatal do petróleo.

Entidades presentes na manifestação desta quinta-feira: Federação Única dos Petroleiros (FUP), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Intersindical, Conlutas, União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia, Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina, Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais, Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo, Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo, Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias, de Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, Sindicato dos Bancários do Rio, Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio, Sindicato dos Portuários do Rio, Sindicato dos Advogados do Rio, Sindicato dos Engenheiros do Rio, Sindicato dos Portuários do Rio, entre outras entidades.

Partidos políticos que enviaram parlamentares e representantes para o ato: PT, PCdoB, PSB, PCB, PSOL e PSTU.

 

 

Fórum em Rio Claro

 

 

Recebi,  agradeço e reproduzo, abaixo, o e-mail e as fotos enviados pelo jornalista Elvio Rocha, organizador do Fórum sobre mídia e democracia de que participei na cidade de Rio Claro no último dia 14.

 

Eduardo!
 
Você foi embora sem que tivéssemos tempo de prolongar a conversa. Pena. Pena mesmo.

Você se mostrou uma pessoa cordial, confirmou tudo o que eu já antevia nas suas postagens: tu és um cabra de fibra, meu amigo. Destas pessoas firmes, retas, de caráter.

Aliás, esta é a impressão geral que você causou por aqui. Foi um dos pilares do nosso fórum, esteja certo disso.   

As fotos, quase amadoras, demoraram, mas este é o ritmo da província, do interiorzão. E o seu terno escuro não ajudou...rsrs

Parabéns pela nova iniciativa, agora em favor da Petrobrás. Causa nobre, como nobre é quem pensa num protesto deste naipe e o executa.

Venha nos visitar quando desejar. Será sempre muito bem recebido. 
 
Um grande abraço. Meu e de meus amigos, que agora também são seus.
 
Elvio 

 

 

 



 Escrito por Eduardo Guimarães às 17h31
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Denúncia

Privataria, o retorno

 

 

   Foto do ano de 2000, sob o governo FHC 

 

 

 

Quem pensa que a CPI da Petrobrás foi engendrada por José Serra e criada pelo PSDB no Senado apenas como arma de luta política visando a eleição presidencial do ano que vem, engana-se redondamente. É óbvio que essa é uma das razões para a CPI, mas acho que os tucanos estão pensando mais adiante.

Essa conversa de que a única alternativa para “moralizar” empresas públicas é privatizá-las porque o Estado seria "corrupto e ineficiente" foi a canção que embalou a privataria dos anos 1990, conduzida pelo PSDB, o qual, quando governava, privatizou uma Vale do Rio Doce, então uma das maiores mineradoras do mundo, por 10% do que a empresa vale hoje.

No que difere a Petrobrás da Vale do Rio Doce? Em nada, meus amiguinhos. Em absolutamente nada. Ambas exploram as riquezas minerais do país. Ambas foram alçadas a empresas de importância mundial sendo estatais e ambas foram submetidas ao mesmo discurso pró privataria do PSDB.

A campanha de desmoralização da Petrobrás pela imprensa já começou. Os argumentos do PSDB para pedir a CPI foram encampados por editoriais da Folha de São Paulo, do Estadão e do Globo, entre outros. Em todos os meios de comunicação ligados às famíglias Marinho, Civita, Frias e Mesquita vocês lerão como notícia a opinião de José Serra e de seu partido sobre a Petrobrás.

Já começaram “denunciando” que o governo Lula teria gastado mais de 40 milhões de reais “sem licitação” como se esses gastos fossem ilegais. Depois se descobre que esses gastos não-licitados ocorriam desde o segundo mandato de FHC por força de lei que o tucano fez aprovar permitindo esse tipo de despesa.

A mídia está trabalhando furiosamente para achar denúncias, acusações e investigações contra a Petrobrás a fim de fundamentar o discurso do PSDB para pedir CPI. No tempo de FHC, no entanto, essas denúncias existiam tanto quanto hoje, mas nunca se investigava nada e a imprensa não pedia investigação nenhuma contra a empresa petrolífera. Era tudo intriga da oposição petista, que essa imprensa dizia que torcia pelo “quanto pior, melhor”.

Querem um exemplo? Então vejam a notinha abaixo contendo investigação oficial em 2001 feita pelo mesmo TCU de hoje contra a Petrobrás por conta de gastos considerados suspeitos feitos quando o então presidente da Petrobras, Henri Reichstul, torrou centenas de milhares de reais para criar o novo nome que o governo FHC pretendia dar a empresa como primeiro passo para privatizá-la. Chega a ser inacreditável quanto dinheiro foi gasto para mudar o nome de Petrobrás para “Petrobrax”

 

 

 

Como vocês podem notar, acusações e investigações contra a Petrobrás sempre existiram e nunca houve CPI nenhuma. Como no caso dos gastos sem licitação apresentados pela mídia hoje como se fossem obra do governo Lula apesar de serem gastos permitidos por lei aprovada por FHC para que ele mesmo, na década passada, pudesse fazê-los - e sem crítica alguma da imprensa –, agora levantam outras investigações do mesmo tipo contra a empresa e fazem toda essa celeuma.

Mais do que atingir Dilma Rousseff e todo o governo Lula, além de seu titular, a CPI tucano-midiática constitui o primeiro passo que os tucanos estão dando rumo à privatização da empresa, pois, como todos sabem, eles acham que José Serra já está eleito.    

  

  

Cariocas, defendam a Petrobrás hoje no Rio!

  

  

A FUP e os sindicatos de petroleiros, junto com a CUT, UNE, MST, OAB/RJ e várias outras entidades dos movimentos sociais, realizam um grande ato público hoje, quinta-feira, dia 21, por uma nova legislação para o setor petróleo e em defesa da Petrobrás. A manifestação pretende reunir centenas de militantes no centro do Rio de Janeiro para uma passeata que sairá da Praça da Candelária, em direção ao edifício sede da Petrobrás, na Avenida Chile, onde os manifestantes farão um abraço simbólico do prédio. A concentração está prevista para ter início às 09 horas, na Candelária.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 11h22
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Crônica política

A confissão de Dilma

 

Atualizado às 00h23m de 21 de maio de 2009

 

 

 

 

Eles conseguiram, com sua falta de respeito humano, com o apelo vil à insensibilidade, com uma atitude de quem acha que nunca poderá ser vitimado pela doença, por qualquer doença, por se acreditarem, sei lá, deuses?, bem, o que os torturadores do regime militar não conseguiram com seus instrumentos nefastos há cerca de 30 anos, eles conseguiram agora.

Folha, Globo, Veja, Estadão e todos os outros instrumentos de tortura maquinados pelos aristocratas dos Jardins e da Barra da Tijuca fizeram Dilma Rousseff, a dama de titânio da política brasileira, “confessar”.

Atentos a cada passo, a cada olhar, a cada detalhe daquela mulher que querem impedir, por qualquer meio, de vencer a eleição presidencial do ano que vem, captaram, há alguns dias, foto da ministra na qual ela segurava os cabelos durante uma ventania, o que lhes permitiu deduzir o que ela, agora, acabou “confessando”, isto é, que está careca e usando peruca.

Já tinham especulado sobre isso. Devem ter consultado especialistas em quimioterapia para saber se o tratamento deixaria a ministra careca. Queriam saber se ela passaria por isso, porque, como toda mulher, deveria ser vaidosa. E sendo mulher e vaidosa, certamente seria frágil. Deveria estar arrasada por se ver nessa situação, ora. Desestruturá-la deveria, pois, ser fácil.

Enganaram-se. Muito homenzarrão não faria o que Dilma fez e que vocês viram no vídeo acima. Ela efetivamente “confessou” que está careca e usando peruca. E, como se não bastasse, como quem jogasse lavagem aos porcos, disse que, quando seu cabelo tiver crescido ao comprimento do cabelo de um homem, pelo menos, irá parar de usar peruca...

Viram só? Simples, sem estresse, sem medo. Ela é mulher. Como mulher, é vaidosa. Como mulher vaidosa, deveria estar fragilizada. Mas não. Apesar do drama que deve ser para um membro do sexo feminino se ver nessa situação, Dilma, com o coração evidentemente cortado – que foi o que vi no vídeo –, deu carne aos abutres.

Estão satisfeitos, Frias, Marinho, Civita, Mesquita e comparsas? Duvido... Vocês não se satisfizeram porque Dilma não piscou. Enfrentou o que vocês a obrigaram a esclarecer. E enfrentará quando inverterem tudo dizendo que ela “confessou” estar de peruca para faturar eleitoralmente.

Mas, tanto quanto eu, esses velhacos safados devem ter se entreolhado, lá no buraco fétido onde se alimentam dos próprios excrementos, lá do fundo da própria misoginia, lá do fundo da própria covardia, da própria falta de escrúpulos, enfim, eles devem ter se espantado e dito, escandindo cada sílaba da frase, que “Essa mulher é um osso duro de roer”.

 

 

De quem é a CPI, segundo Lula

 

  

 Do blog do Miro

 

 

 

 

A clínica de horrores do 'doutor' Noblat

 

 



 Escrito por Eduardo Guimarães às 19h33
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Em defesa da Petrobrás

A união faz a força 

 

  

 

 

O vídeo acima foi produzido pelo cineasta Peter Cordenonsi, que foi quem mo enviou. Segundo esse cineasta, “É um documentário em defesa do Brasil, onde vários dão suas opiniões sobre o tema, e tenta trazer para os dias de hoje o espírito nacionalista da campanha ‘O Petróleo é Nosso’, da década de 50, que foi uma campanha supra partidária que criou o monopólio do petróleo e a Petrobrás.”.

Por outro lado, estive em contato por telefone com lideranças sindicais de várias partes do Brasil nos últimos dois dias. Conversei, por exemplo, com o coordenador da FUP (Federação única dos Petroleiros) João Moraes, responsável pelo ato que terá lugar no Rio de Janeiro no próximo dia 21 e para o qual foram mobilizados vários outros sindicatos e movimentos sociais, entre os quais destaco: FUP e filiados, CUT, CTB, UNE, OAB – RJ, MST Segundo Moraes, há vários outros movimentos e sindicatos menores envolvidos. Abaixo, o release do ato:

A FUP e os sindicatos de petroleiros, junto com a CUT, UNE, MST, OAB/RJ e várias outras entidades dos movimentos sociais, realizam um grande ato público na próxima quinta-feira, 21, por uma nova legislação para o setor petróleo e em defesa da Petrobrás. A manifestação pretende reunir centenas de militantes no centro do Rio de Janeiro para uma passeata que sairá da Praça da Candelária, em direção ao edifício sede da Petrobrás, na Avenida Chile, onde os manifestantes farão um abraço simbólico do prédio. A concentração está prevista para ter início às 09 horas, na Candelária.

E aqui, um dos banners que me foram enviados por Moraes:

 

 

 

Em São Paulo, ainda não há articulação definida. Conversei com lideranças da CUT. No início do mês, analisarão a proposta do Movimento dos Sem Mídia de unificarmos o ato que estudamos promover aqui em São Paulo da forma que foi proposta no último domingo. Sindicalistas e movimentos sociais parecem mais permeáveis à proposta de organizar esse protesto em frente ao diretório estadual do PSDB paulista. O diferencial desse ato seria no sentido de expor à população a atitude de sabotagem que o partido adotou como tática de guerra política, visando 2010.

No entanto, alguns leitores resistiram à proposta desse tipo de ato devido a risco que haveria de radicalização por parte do PSDB, por não aceitar que protestem contra ele. Propuseram, pois, mudar o local da manifestação.

Essas pessoas estão enganadas. A rua é pública e o direito de manifestação é garantido constitucionalmente. Tanto os movimentos sociais e todas as demais entidades da sociedade civil têm o direito de se manifestar em qualquer parte do país seguindo as normas legais e constitucionais quanto os partidários da oposição têm o mesmo direito. Se quiserem protestar contra o PT, contra o MSM, contra a Associação das Senhoras Católicas, ninguém pode impedir.

O que ocorre, porém, é que, em se tratando de pôr gente na rua, quem consegue é a esquerda no Brasil. A direita tentou o movimento “Cansei”, feito por socialites e magnatas, e deu com os burros n’água. Nem juntando artistas globais conseguiu reunir mais do que cinco mil pessoas. Se o movimento sindical e os movimentos sociais resolverem entrar nessa luta de cabeça, superarão a direita na proporção de dez para um.

O problema é que, no Brasil, há sempre quem queira fazer omelete sem quebrar ovos, e que trata de disseminar seus temores contaminando quem poderia agir e fica atemorizado. Querem lutar, contanto que seja essa luta light da internet, todos devidamente protegidos pelo anonimato e sem tirar os traseiros da cadeira.

O Brasil tem essa característica de luta medrosa porque não teve que lutar pela própria independência. Dia desses, li um artigo de outra pessoa com quem venho conversando, o professor Idelber Avelar, editor do blog O Biscoito Fino e a Massa, que lembrava como o Brasil não tem grandes heróis nacionais como outros países. Aqui não se venera Tiradentes como os hispânicos latino-americanos exaltam Simón Bolívar, por exemplo. Essa resistência a sair às ruas é típica do brasileiro. No resto da América Latina e até nos EUA e na Europa, o povo protesta mesmo. Muitas vezes até mais do que deveriam. Ou seja: uns protestam até demais, e outros muito de menos.

Outro problema brasileiro hoje é que a esquerda está sempre fragmentada. E essa situação se reproduz até na blogosfera, passando por movimentos sociais etc. Ou seja: cada um trabalha por projetos e interesses próprios.

Enquanto isso, a direita, “profissional” da articulação política como ela só, age quase sempre em consonância. Sobretudo a mídia de direita. A Veja divulga matéria atacando a esquerda, a Folha repercute, vai para o Jornal Nacional e, daí por diante, você vê a tese que querem vender saltando sobre você de toda parte – internet, rádio, tevê, jornais, revistas...

Se a blogosfera, ao menos, se unisse, poder-se-ia mobilizar a sociedade com muito maior êxito e facilidade. Tenho feito experiências nesse sentido há anos. Criei um movimento social que a direita midiática não tem como atribuir a partidos e a interesses políticos e que está subutilizado porque é complicada a fogueira de vaidades esquerdista, da qual os projetos e opiniões individuais sempre atrasam e até bloqueiam ações concatenadas.

Tenho feito o possível, neste blog e fora dele, para mobilizar a sociedade. Tenho dado a cara a tapa. Não dá para fazer isso e ter que ficar acatando sugestões de quem só quer opinar e não se envolve. Quer opinar sobre os atos do Movimento dos Sem Mídia? Filie-se e ajude a organizar os atos e discutirei com você tudo que quiser. Agora, gente que só dá palpite e não milita querer dizer como o MSM fará isto ou aquilo, daí não dá. Vá alguém à CUT ou à FUP ou à UNE dar palpite pra ver se será acatado.

E o pior é que, quando o sujeito não tem sua proposta encampada, revolta-se e começa a atacar quem não quis obedecê-lo. Está cheio de gente assim.

Por outro lado, há muitos que entendem que em processos políticos como esse não dá para ficar discutindo interminavelmente o sexo dos anjos. Para isso que um MSM ou uma CUT (lógico que guardadas as abissais diferenças, sendo este só um exemplo) elegem diretores e presidentes, pois não dá para fazer assembléia para tomar decisões como essas, que inclusive têm problemas de calendário etc.

Assim, além de editar este blog, agora também estou trabalhando na articulação política para realizar o ato público que propus e um encontro dos responsáveis pela blogosfera mais evidente neste momento, de forma que a repercussão mais uníssona das lutas políticas e ideológicas em curso em toda América Latina possa ganhar velocidade e amplitude.

Junta, a blogosfera torna-se forte, podendo hoje, no momento em que a internet já supera a televisão como fonte de informação dos brasileiros, equiparar-se àquele que, até aqui, vinha sendo o mais popular meio de informação da sociedade.

Sempre digo que o não a gente sempre já tem em princípio, quando pleiteia qualquer coisa. Só o que pode acontecer de diferente do que se tem, portanto, é lograr o sim. Isso vale para minha atividade profissional de comerciante, para a política e até para o amor. Tentar é preciso. Por isso tento, por isso venho acreditando que um simples blog pode interferir nas grandes questões, e por isso acredito que uma blogosfera inteira poderia fazer muito mais.

De maneira que já tenho três adesões de peso a esse encontro de blogueiros que pretendo promover, e que é quase certo que culminará, no segundo semestre, num evento de alto relevo, evento que ainda não posso anunciar em detalhes, mas que, se der certo, elevará a blogosfera inteira de patamar em termos de importância e alcance.

Voltando ao ato do MSM em defesa da Petrobrás, devido a essas articulações com movimentos sociais acredito que ele ocorrerá em meados de junho, sendo precedido por preparação meticulosa e amplificada, pois nesse ponto a exploração política pelo PSDB na CPI já estará no auge, conforme prometeu o senador Alvaro Dias segunda-feira no programa Roda Viva.

Para quem não sabe, até o presidente Lula reconhece que essa é “uma CPI do PSDB e não do Congresso”, e o próprio presidente andou empenhado em pedir ao movimento sindical e aos movimentos sociais para que se levantem em defesa do Brasil. E que se unam, e que se entendam, e que sejam mais “profissionais”, pois a luta é desigual. Eles têm o dinheiro, as empresas de comunicação, e a esquerda não tem nada além dos movimentos.

O governo Lula não pode lutar financiando ou promovendo nada, pois é um governo. Os recursos de que dispõe são dos brasileiros que o apóiam e que não o apóiam. Mas a esquerda tem a vantagem do voluntariado que a integra, de gente que se dispõe a dar seu tempo e esforço sem fins lucrativos. Gente como eu, por exemplo. Essa é a nossa força, essa é a nossa vantagem. Só temos que ser inteligentes a ponto de simplesmente... usá-la.

 

 

Lista de sites divulgada pelas centrais sindicais 

 

http://www.fup.org.br/noticias.php?id=2738

http://www.cut.org.br/content/view/14487/

http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=76500&Itemid=195

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=56338

http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=10797

http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=10807

http://edu.guim.blog.uol.com.br/



 Escrito por Eduardo Guimarães às 11h55
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Denúncia

Um Vivo na Roda

 

Atualizado às 22h29m de 19 de maio de 2009

 

 

 

 

 

 

Na última segunda-feira, participei do programa Roda Viva, da TV Cultura, que entrevistou o senador tucano pelo Paraná, Álvaro Dias. Fui convidado pela produção do programa para enviar perguntas e comentários via Twiiter e chat da página da emissora na internet. Essas perguntas, feitas pelos três twitters convidados pelo programa, caíam diretamente no computador da jornalista Lia Rangel, que as repassava ao mediador, Heródoto Barbeiro.

Tive dificuldade de avaliar se valeu a pena perder uma tarde de trabalho profissional remunerado para participar graciosamente do programa. Concluí que valeu apenas por eu ter podido ver as entranhas do polêmico Roda Viva e da própria TV Cultura, que há anos vem sendo acusada de ser usada politicamente pelos governos do PSDB paulista.

Pela participação que tive no programa, penso que não valeu. Consegui ter apenas uma única pergunta emplacada, e quem a veiculou – pois a bancada de três twitters (que integrei) não tinha permissão para se manifestar verbalmente - foi o mediador. E, como se não bastasse, aquela bancada foi tratada com desprezo pela produção do programa, que nem se deu ao trabalho de apresentar as três pessoas que abriram mão de seus afazeres para estar ali.

A pergunta que fiz, e que aqueles que acompanharam o programa pelo Twitter e pelo chat puderam ler, foi a seguinte:

Senador [Álvaro Dias], por que esse ímpeto investigativo do PSDB [de se empenhar tanto para criar a CPI da Petrobrás] não se reproduz no governo Serra, que veta todas as CPIs [da oposição na Assembléia Legislativa paulista]?

O mediador do programa, Heródoto Barbeiro, recebeu minha pergunta em seu computador  repassada pela jornalista Lia Rangel (alguém se lembra da participação dela nos bastidores do Roda Viva durante as entrevistas de Gilmar Mendes e de Protógenes Queiroz?). Contudo, o mediador distorceu a pergunta omitindo a menção ao governo Serra, mudando para “governos do PSDB”.

O senador tucano, autor do requerimento da CPI da Petrobrás no Senado, pôde mentir e distorcer os fatos com grande desenvoltura graças à leniência da bancada de entrevistadores, que, diante de respostas do senador como a de que não poderia falar pelos governos do PSDB nos Estados quando bloqueiam CPIs, foi poupado de maiores questionamentos.

Só vendo por dentro o Roda Viva pude verificar esse tipo de distorção, que só não foi maior talvez por que eu, de lá da segunda bancada, não podendo falar limitava-me a fazer caras e bocas e a dar sorrisos irônicos. Cheguei, em certo momento, a fazer menção de levantar e deixar o programa, mas, sob o olhar temeroso da evidentemente séria jornalista Lia Rangel, optei por ser educado e não causar tumulto.

Não foi por outra razão que, ao fim do programa, quando Lia veio até os “twiters” (eu, o filho de Wladimir Herzog e um estudante do Mackenzie) para gravar o que o programa chama de “bastidores”, a produção cortou a energia dos holofotes, das câmeras e tudo mais, de forma que aquela edição do Roda Viva ficou sem aqueles “bastidores” que são sempre apresentados pela internet.

No entanto, durante o intervalo comercial do segundo bloco do programa, Lia gravou comigo uma entrevista relâmpago sob o pedido de que eu dissesse o que estava achando. Respondi a ela que estava presenciando uma “comédia”, que o PSDB tenta sabotar o Brasil para eleger Serra e que, por isso, aquele homem que ali estava, bem como seu partido, constituíam uma ameaça ao país.

Álvaro Dias e todo o resto dos que ali estavam ouviram claramente o que eu disse, pois estávamos todos separados por poucos metros de distância num ambiente fechado e que, naquele momento, mergulhara num estrepitoso silêncio.

Para mim, ficou cristalino o uso político que os governos tucanos de São Paulo vêm dando à TV Cultura durante os últimos 15 anos. É um abuso a utilização do dinheiro dos impostos dos paulistas para manter uma emissora pública que foi colocada a serviço de um partido político, o PSDB.

Tudo aquilo de que a oposição tucano-pefelê e a mídia acusam reiteradamente a TV Brasil (de ser “tevê do Lula” e outras bobagens) vale apenas para a TV Cultura, que, por estar sendo usada ilegalmente como arma política, afirmo que está sendo gerida como se fosse de propriedade do PSDB de São Paulo. Em vez de CPI da Petrobrás, o Congresso Nacional deveria fazer uma CPI da TV Cultura.

 

Ato público em defesa da Petrobrás 

 

Continuo os contatos de bastidores sobre o ato público em defesa da Petrobrás que anunciei aqui no domingo passado. Como tenho vários afazeres relativos ao meu ganha-pão que tive que postergar ontem por causa do Roda Viva, só à noite voltarei ao assunto.

 

A saúde de Dilma e o 'jornalismo' de esgoto 

 

Os comentários de leitores sobre a saúde da ministra Dilma Roussef que podem ser vistos nos blogs de Reinaldo Azevedo e de Ricardo Noblat nos posts que fizeram sobre o assunto mostram como a espécie humana produz seres que de humanos só têm a aparência.

Mais: explicam como a espécie a que pertencemos produziu monstros como um Hitler.

Esses blogueiros e seus mastins amestrados só se esquecem de que todos os que somos humanos estamos sujeitos a ter problemas de saúde. Para quem tem crença religiosa, aliás, a atitude dessa gente prenuncia um castigo divino muito duro.

E religião, mesmo que seja crendice, serve para nos fazer suportar a existência desse tipo de criatura, pois a consciência de que a justiça dos homens nada pode fazer contra esses arremedos de ser humano - e de que eles, portanto, ficarão impunes - chega a tirar a vontade de viver.

 

Lixando o Gordo 

 

Na madrugada de terça-feira desta semana, o programa do humorista Jô Soares recebeu o deputado pelo PTB gaúcho Sérgio Moraes, que foi atacado por todos os grandes jornais, revistas, tevês, rádios e portais de internet por ter dito a frase “Estou me lixando para a opinião pública”.

Jô Soares recebeu o combativo deputado federal gaúcho achando que estava recebendo o presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer, que poucos dias antes fora ridicularizado pelo apresentador ao tentar defender a Casa que preside dos ataques das “meninas” do Jô, conclave de balzaquianas que se reúne ali semanalmente para defender os interesses políticos de José Serra atacando seus inimigos políticos.

Moraes fez o Gordo terminar a entrevista rapidinho ao revelar que o programa dominical da Globo Fantástico escondeu do público votação em urna que o programa promoveu na cidade natal do deputado, cidade que inclusive já governou. O resultado da votação seria apresentado durante matéria que o Fantástico exibiu no último domingo sobre a frase “Estou me lixando...”.

Como o resultado da votação não foi o que a Globo esperava, pois o deputado teve apoio de 54% dos que votaram, e como o apoio dele em sua cidade se mantém inalterado, a emissora escondeu o resultado da enquete. E Moraes disse isso a um Jô desconcertado.

Além disso, o deputado explicou que uma repórter – que ele deu a entender que era da Globo – o ameaçou dizendo que, se ele não revisse sua posição, que ela achava favorável ao deputado pefelista dono daquele Castelo, a imprensa jogaria a opinião pública contra ele, ameaça que o impeliu a dar aquela resposta impensada que a imprensa transformou na notícia mais comentada da semana em todo país.

Como se não bastasse, Moraes ainda desmentiu os quatro processos judiciais que o Gordo dizia haver contra ele, afirmando que são – e que sempre foram – apenas dois.

Um dos processos a que responde o deputado é por ter determinado contratação sem concurso de dois médicos logo que assumiu o cargo de prefeito em sua cidade, medida que afirma que tomou por não haver médico no posto de saúde então. E o outro processo foi porque foram instalados telefones públicos em todos os armazéns de víveres da cidade e o pai do deputado era dono de armazém.

Sem ter como atacar mais o deputado, o Gordo encerrou a entrevista cerca de dez minutos depois de ela ter começado.

  

Por que a direita definha

 

Querem saber que argumento os blogs de Esgoto e seus leitores fanáticos arrumaram para mais uma compra de livros absurdos para as crianças da rede pública estadual paulista? Foi coisa de petista infiltrado no governo Serra...



 Escrito por Eduardo Guimarães às 10h59
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Comunicado

Twittando no Roda Viva

 

Atualizado às 09h41m de 19 de maio de 2009 

 

 

 

 

 

 

 

Agora à tarde, a convite da TV Cultura, feito pela interposta pessoa da jornalista Lia Rangel, participarei da gravação da entrevista que o  senador tucano Álvaro Dias dará ao programa Roda Viva.

Inicialmente, fui convidado para questionar o senador através do Twitter, mas o convite evoluiu para minha presença física nas instalações da tevê pública paulista, aonde irei hoje às 16:30 hs.

A gravação do programa poderá ser acompanhada pelos internautas através do site http://www.iptvcultura.com.br/rodaviva/ , a partir das 18h30m desta segunda-feira. O programa irá ao ar na TV às 22h00 hs de hoje

 

 

No Twitter 

 

 

Ficarei na bancada de três twitteiros que será postada atrás dos entrevistadores, e formularei as questões pelo twitter ao entrevistado. Não me manifestarei verbalmente. O programa começa, na internet, às 18h30m, e na TV Cultura, às 22h00m.

 

 

Após o programa

 

 

Pessoal, quero escrever sobre o Roda Viva. Tenho uma tonelada de coisas a dizer, mas estou cansado mentalmente. E ainda estou digerindo a raiva que passei e a vontade contida de voar no pescoço daquele manequim de pornochanchada dos anos 1970 que é o senador tucano Alvaro Dias.

A câmera não mostrou, mas o comentário que fiz para a excelente jornalista Lia Rangel - e que não foi ao ar - foi ouvido pelo tucano e pela bancada de entrevistadores. Bem como meus sorrisos irônicos quando ele exagerava na mentira. O tucanão ficou verde, achando que eu ia perder o controle. No próximo post, vocês saberão desses bastidores. 

Mas quero lhes dar uma boa notícia.: estive em contato com vários sindicatos, jornalistas, acadêmicos, movimentos sociais e, o que tive que aturar calado daquele sujeito hoje, podendo me manifestar só pelo Twitter e pelo chat estando a 3 metros dele, descontarei diante da sede paulista do PSDB em alguns dias.

Agora vou descansar. Estive exposto a radiação "caradurística" e "maucaratista" de alta intensidade durante quase duas horas. Terei que tomar uma ducha daquelas.

 

 

Apoio da blogosfera

 

 

Prometi divulgar no post anterior os nomes e links dos blogs que apóiam o ato público convocado em defesa da Petrobrás, mas, a partir do início da tarde de ontem, com o compromisso na TV Cultura, não tive tempo. Estou escrevendo o post sobre o que presenciei ontem na emissora pública do governo paulista. No decorrer do dia, complemento a lista de blogs apoiadores. Conto com vossa compreensão



 Escrito por Eduardo Guimarães às 15h00
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Em defesa da Petrobrás

O petróleo é nosso, PSDB!

  

 Atualizado às 12h39m de 18 de maio de 2009

                                 

 

 

 

 

 

O bordão “O petróleo é nosso” foi criado pela Campanha do Petróleo, desencadeada pelo Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e por nacionalistas. Daquela campanha, nasceu a estatal petrolífera nacional, a Petrobras, em 1953.

O Brasil, desde aquela época, vem se dividindo entre nacionalistas e defensores do capital estrangeiro. Em 1938, o governo Getúlio Vargas determinou a exploração de uma jazida de petróleo em Lobato, na Bahia, dando origem ao Conselho Nacional do Petróleo. Desde então, as jazidas minerais passaram a ser propriedade do povo, sendo vedada a propriedade privada.

Criar a Petrobrás, no início dos 50, foi uma decisão acertada. Naquela época, o Brasil importava 93% dos derivados de petróleo que consumia. Hoje, somos autossuficientes.

O monopólio estatal do petróleo durou 44 anos. Foi quebrado em 16 de outubro de 1997 justamente pelo governo Fernando Henrique Cardoso e pelo partido que lhe dava sustentação, o PSDB, que agora, diante da maior descoberta petrolífera da história do país, novamente avança sobre o petróleo a fim de entregá-lo ao monopólio estrangeiro.

A CPI da Petrobrás, recém-criada no Senado Federal por iniciativa do PSDB e a mando evidente da eminencia parda da agremiação, o governador José Serra, é o mais novo avanço dos entreguistas de que falava Getúlio Vargas, aos quais o país se opôs e criou a empresa petrolífera.

Como disse recentemente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a descoberta e o início das operações de exploração do pré-sal constitui a “Segunda Independência” do Brasil. Através dessa riqueza imensa que jaz em nosso litoral Sudeste, o Brasil poderá ascender ao Primeiro Mundo talvez em uma década, se conseguirmos manter a riqueza a salvo das garras tucanas.

Não é por outra razão que venho propor a criação da nova campanha em defesa das riquezas minerais brasileiras, sugerindo o bordão “O petróleo é nosso, PSDB!”

E, sem titubear, começo propondo o início dessa campanha num ato público em defesa da Petrobrás a se realizar o quanto antes diante do diretório estadual do PSDB em São Paulo, no bairro de Indianópolis, na avenida que leva o mesmo nome, pois o ataque à Petrobrás vem do mesmo partido que começou a entregar o petróleo brasileiro há 12 anos e que quer voltar ao poder no ano que vem para continuar sua obra nefasta.

Como sempre, dependerei de vocês para saírem pela internet propondo em sites e blogs a medida que anuncio aqui em defesa dos interesses nacionais.

Será um ato ao qual se pretende a adesão de partidos, sindicatos, movimentos sociais e da sociedade civil de forma geral. Diante do previsível bloqueio que a imprensa dará a esta iniciativa, só podemos contar com vocês, leitores, e com a força da internet.

Na semana que vem, novamente iniciarei contatos para difundir o ato público proposto. Desta vez, porém, será no âmbito maior de uma campanha que se espera que se espalhe pelo país.

Caso esta proposta receba as adesões minimamente necessárias dos leitores deste blog, novamente o Movimento dos Sem Mídia assumirá o compromisso de organizar outro ato em defesa da cidadania. E vocês, ao aderirem, comprometer-se-ão a difundir esta proposta onde possam - na internet, nas ruas, entre a familia, entre os amigos, onde cada um puder.

Primeiro em São Paulo, na terra da mente criminosa que está por trás de tudo isso, a mente obscura de José Serra. Depois, pelo país inteiro. A campanha deverá durar enquanto durar a CPI da Petrobrás, com atos públicos espalhando-se pelo país até chegarmos a um ato maior, que sugiro que seja feito em Brasília diante do Congresso Nacional.

Pronto, a sorte foi lançada. A reação, agora, dependerá de cada um de nós, de nosso empenho em difundir e defender os interesses do Brasil. Que Deus nos ilumine e ajude a manter as garras tucanas e reacionárias longe das riquezas nacionais.

 

 

Testando o Twitter

 

 

Vamos ver, agora, se esse negócio de Twitter funciona mesmo. O meu é eduguim. Passarei a postar nele as informações do ato conforme elas forem surgindo.

 

 

Repercussão na blogosfera

 

 

Atualizarei aqui as repercussões que forem surgindo da convocação do ato público que o Movimento dos Sem Mídia fez em defesa da Petrobrás na blogosfera. Clique sobre o título de cada site e blog para ler. Se você tiver um blog ou site que também repercutiu, informe em comentário que incluo sua página na relação abaixo.

 

1  - PAULO HENRIQUE AMORIM

2  - ÓLEO DO DIABO

3  - ONIPRESENTE

4  - BLOG DO DESEMPREGO ZERO

5  - DILMA PRESIDENTE

6  - SARAIVA 13

7  - BLOG BRASIL MOBILIZADO

8  - PLANETA ÍGNIS

9  - BLOG DE UM SEM MÍDIA

10 - OBSERVADORES SOCIAIS

11 - EX-BANCÁRIO

12 - DESABAFO BRASIL

13 - GUERRILHEIROS VIRTUAIS 

14 - BLOG DO IGOR

15 - RESISTÊNCIA PROVINCIANA

16 - INTER AÇÃO

17 - JURANDI BRITO

18 - BLOG DO NOCA

19 - IDELBER AVELAR

20 - TUDO EM CIMA

21 - SOLIDA LIBERDADE



 Escrito por Eduardo Guimarães às 10h38
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