Crônica

Modorra

 

 

 

O dicionário define a palavra assim:

 

■ substantivo feminino


1    Sonolência causada por certos tipos de doença

2    Desejo irresistível de dormir, ainda que não provocado por doença

 

Em minha Paulicéia Desvairada, pelo menos, é assim nos feriados. O paulistano foge, desesperado, para onde possa se entregar à modorra.

Mas quem fica também se entrega à exaustão desta vida louca que se leva numa megalópole insana como esta, na qual mal e porcamente sobrevivemos.

É um mal contemporâneo, é um mal das grandes cidades.

Sábado ensolarado e frio. Fui buscar um casal de clientes peruanos em Santos, para onde os mandei no lugar de irem ao Rio, o qual queriam conhecer até que os dissuadisse em benefício da praiana cidade paulista.

Em Sampa, conduzi a “pareja” a um tour gastronômico, sendo o carro-chefe do tour o decenal Dinho’s Place, que, a meu conceito, é um dos restaurantes nos quais se come melhor em São Paulo.

Depois a modorra. Patológica, poderosa, avassaladoramente assustadora, de tão pesada.

Em prejuízo de alguma leitura aproveitável, isto aqui foi o que pude lhes oferecer, que também sou filho de Deus.

Mas do domingo não passa. Pego no batente de novo, por aqui.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 19h07
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Comunicado

Palestra em S. Bernardo

 

 

 

 

 

 

Quase deixei meus leitores na mão, nesta sexta-feira. Não publiquei o post da manhã que publico quase todos os dias e, da hora do almoço ao começo da noite, nem liberei comentários.

Ocorre que atendi a compromisso público, a um gentil convite da prefeitura de São Bernardo do Campo (SP). Fui palestrante na comissão temática sobre “Geração de Emprego e Renda e Democratização da Comunicação” da Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo (Facesp). Estive lá entre 15 e 19 horas, aproximadamente.

O evento foi no complexo da prefeitura da cidade que vocês vêem na foto acima, o Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cenforpe) que leva o nome de Ruth Cardoso, antropóloga e educadora falecida em junho de 2008 e que foi casada com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Tratou-se de um público diversificado, composto por líderes de associações de amigos de bairro de várias cidades paulistas, incluindo São Paulo.

A preocupação dessas associações com a falta de acesso à mídia que as impede de lograr melhores encaminhamentos para os pleitos naturais de comunidades municipais, tinha tudo que ver com alguém que preside uma organização de pessoas “sem-mídia”, conceito que vejo alargar-se cada vez mais no país.

Este texto rápido serve mais para justificar minha quase “ausência” de nosso compromisso diário e para manter essa “ausência” assim como lhes disse, como “quase” tendo ocorrido. Amanhã (sábado)tem mais, por aqui.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 21h34
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Análise político-econômica

Herança bendita

 

 

 

 

 

 

Em pouco mais de 18 meses, o governo Lula sairá da vida para entrar na história. A herança que receberá o sucessor – ou a sucessora – do atual presidente, então, será inscrita nos livros de história de forma diametralmente oposta à da herança que já está sendo escrita sobre a era FHC.

As futuras gerações, ao menos, saberão a verdade sobre o período 2003-2010, por mais que o Brasil e o mundo, à revelia do que difunde a máquina propagandística da direita brasileira, já saibam a dimensão da obra deste governo.

Há um blogueiro da mídia corporativa que gosta de falar de “isentismo”, que seria a obrigação que alguns jornalistas da imprensa golpista sentiriam de dar uma no cravo e outra na ferradura quando falam do atual governo.

O que acusa a máquina propagandística da direita (sobre “isentismo”) evidentemente não existe, do que é prova o mero exame da campanha que os grandes meios de comunicação movem contra o governo Lula há anos. Mas o “isentismo” a que a direita alude existe, sim, só que do lado da imprensa alternativa, que teima em minimizar a fantástica obra do governo federal.

Alguns jornalistas que julgo sérios chegam ao ponto de embarcar na teoria absurda de que o governo Lula teria dado continuidade à política econômica desastrosa da direita tucano-pefelê quando governou o Brasil sob a batuta de Fernando Henrique Cardoso.

Não se nega que conceitos como responsabilidade fiscal e respeito aos contratos foram consolidados por FHC e mantidos pelo governo Lula em contraposição à pregação pretérita do PT, que o partido abrandou em 2002 quando firmou a Carta ao Povo Brasileiro.

Contudo, há muito que se atribui ao governo FHC (e que ele só adotou depois do desastre cambial de 1999) que Lula e o PT é que pregavam, até então. O câmbio flutuante, por exemplo, jamais foi uma política tucana. O PT, quando o país mergulhava no caos em 1998, já alertava para a necessidade de mudar o câmbio fixo, enquanto os tucanos e pefelês diziam ser desnecessário.

Hoje, o Brasil vai se tornando um “player” global por conta de uma reviravolta na condução econômica do país. Até os investimentos exponencialmente maiores no social durante a era Lula fizeram o Brasil se desenvolver como vem se desenvolvendo, ganhando importância e força inéditas em sua história.

Milhões e milhões de famílias de regiões miseráveis do país passaram a contar com recursos financeiros que fizeram aquelas regiões economicamente estagnadas mergulharem num processo de desenvolvimento econômico e social sem precedentes, tudo graças a programas sociais como o Bolsa Família.

O Estado, na era Lula, passou a ser a grande locomotiva do crescimento econômico lento, seguro e ascendente que o país começou a trilhar já a partir do segundo ano do governo Lula e que foi interrompido por seis meses por conta da maior crise econômica mundial em oitenta anos. Um crescimento que já recomeça a acontecer.

Os investimentos do Estado brasileiro cresceram exponencialmente em contraposição à visão macroeconômica da direita tucano-pefelista, que pregava o absentismo econômico estatal, creditando ao “deus mercado” a condição e a prerrogativa exclusivas de promover o crescimento e o desenvolvimento.

A diversificação dos parceiros comerciais do Brasil no exterior também foi uma obra exclusiva do governo Lula. Só como exemplo, em 2002, último ano da nefasta era FHC, segundo dados do Ministério do Planejamento os EUA eram destino de um quarto das exportações brasileiras. Em 2008, esse percentual caiu para cerca de 14%. E continua caindo.

Lula passou a viajar pelo mundo vendendo negócios com o Brasil. África, Ásia e América Latina ganharam peso muito maior na pauta exportadora brasileira, opondo-se à visão tucano-pefelê de que havia que concentrar os negócios nos países ricos, como se os dólares americanos e europeus fossem mais verdes do que os dólares africanos ou chineses.

Mas está sendo durante esta crise econômica que estamos podendo constatar a diferença gritante entre a política econômica petista e a tucano-pefelista. Enquanto FHC, José Serra e o resto dos teóricos econômicos da direita pregavam, há poucos meses, redução dos investimentos estatais, Lula acelerou tais investimentos e, assim, está retirando o país da crise.

A máquina propagandística da direita faz de conta que não vê, mas as pesquisas de opinião mostram que a sociedade entende a propriedade da forma como o governo Lula está enfrentando a crise financeira internacional, ou seja, através da liderança investidora do Estado.

Para mostrar adequadamente como a política econômica deste governo é diferente da do governo anterior seria preciso escrever um livro. Contudo, não será necessário. Mesmo que intuitivamente, os brasileiros, com exceção de um contingente mínimo de reacionários alucinados, sabem como a reversão na política econômica melhorou o país.

Apesar do “isentismo” da imprensa alternativa, que se acha no dever de criticar este governo, ainda que de forma mais branda e responsável, a sociedade, cada vez mais, vai entendendo que, apesar de ter recebido uma herança maldita, Lula deixará ao sucessor uma herança bendita.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 11h53
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Em defesa da Petrobrás

“Engenharia” do Ato

 

Atualizado às 19h25m de 10 de junho de 2009

 

 

 

 

Na tarde de ontem, estive reunido com cerca de duas dezenas de sindicalistas na sede da CUT em São Paulo. Foi discutida ali a “engenharia” do ato público em defesa da Petrobrás que acontecerá no próximo dia 19 de junho.

Confesso que foi uma experiência inédita. Pude entender como a maior das centrais sindicais do país organiza atos públicos.

Sob a coordenação do sindicalista Antonio Carlos Spis, da Executiva Nacional da CUT, ficou decidido que nos dias 15, 16, 17 e 18 haverá panfletagens sobre o ato do dia 19 em estações de metrô e na avenida Paulista.

O local exato da manifestação será na avenida Paulista número 901, e o bordão será “Em defesa da soberania nacional”. O horário de concentração será 10 horas da manhã e o ato em si começará às 12 horas.

Foram abordadas questões como a divisão de tarefas entre as entidades e a cotização delas para dividir as despesas com carros de som, panfletos, camisetas, banners, faixas etc.

Nesse aspecto, a contribuição do Movimento dos Sem Mídia será pequena. Não temos recursos financeiros além de algumas poucas contribuições mensais de não mais do que uma dúzia de filiados generosos. Tudo somado, porém, não dá para pagar um jantar a dois num bom restaurante.

Mas temos o empenho dos integrantes do MSM, que em quatro manifestações compareceram às centenas em três delas.

E podemos oferecer a força de arregimentação que este blog já exibiu nos quatro atos públicos que convocou (Folha e Globo em 2007, Masp em 2008 e o maior de todos, o ato da ditabranda, em frente à Folha em março deste ano).

Sem recursos para contribuir financeiramente para o ato, ainda não sei se o MSM terá espaço para se manifestar. Mas não importa. O importante mesmo é que a manifestação tenha êxito.

Estou fazendo o que posso para colaborar através do único instrumento que tem o Movimento dos Sem Mídia, que é este blog e a força de sua militância. Se levarmos para a avenida Paulista a quantidade de pessoas que levamos para diante da Folha em março, daremos uma enorme contribuição.

O que posso lhes dizer é que esse ato está em boas mãos. Esse pessoal da CUT me pareceu ter a “tecnologia” necessária para fazer um ato público em defesa da Petrobrás tão exitoso quanto o ato recente no Rio de Janeiro.

O sucesso desse ato e da luta “Em defesa da soberania nacional” depende de cada um de nós. Cada omissão será uma ajuda inestimável aos sabotadores da mídia e da oposição tucano-pefelê.  Não se junte a eles. Dia 19, junte-se aos que lutam pelo Brasil.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 00h16
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Em defesa da Petrobrás

À Paulista, paulistanos!

 

 

 

Sem propostas para oferecer ao eleitorado e vendo seus adversários ganharem popularidade rapidamente, a oposição tenta sair das cordas com o bom e velho discurso “ético” que vem entoando desde 2005 com os resultados conhecidos.

Para declamar esse discurso de forma que todos escutem, a dupla FHC e José Serra (mentores intelectuais da CPI da Petrobrás) dispõe dos maiores meios de comunicação do país. Com eles, a dupla consegue impor o assunto na ordem do dia.

Todos os grandes jornais, rádios, tevês e portais de internet entoam as palavras ditadas pelo governador de São Paulo e pelo ex-presidente a esses meios de comunicação e aos partidos de oposição no Congresso.

Há uma luta política em curso e a imagem que me vem à mente é a de uma luta de boxe bizarra, na qual o juiz e um dos contendores desferem socos e pontapés no outro contendor.

Os jornais também publicam manchetes contendo “denúncias” contra a Petrobrás que, lendo as matérias às quais aquelas manchetes remetem, verifica-se que não passam de meras suposições.

“Petrobrás deu dinheiro à ONG xis, patrocinou a ONG ípsilon ou contratou advogados sem licitação”. Qual é a ilegalidade em cada caso? Não se sabe, mas mídia e oposição supõem que deve haver alguma ilegalidade e tal suposição ganha manchetes que a transformam em fatos.

E a CPI nem começou ainda...

As matérias “jornalísticas” claramente preparam o terreno, ajeitam a bola para a oposição chutar assim que for dado o apito de início da partida senatorial.

O mais interessante nisso tudo é que aqueles que mais deveriam desejar uma CPI que detectasse roubo na Petrobrás são os que pedem à oposição que vá fazer suas jogadas eleitorais noutra freguesia.

Refiro-me aos acionistas da empresa. Se há roubo na Petrobrás, eles estão sendo lesados. Entre esses acionistas, aliás, graças a FHC e a José Serra há vários e poderosos grupos empresariais nacionais e estrangeiros. Nenhum deles quer a investigação.

Os jornalões andaram soltando notinhas de pé de página dando conta de que os acionistas mais graúdos e os empresários que têm negócios com a Petrobrás estão, sim, é disparando telefonemas contra os tucanos pedindo que parem de tentar sabotar a empresa.

É óbvio que está em curso no Brasil um processo criminoso. Ou melhor: a continuidade de um processo criminoso. Este país está sendo sabotado ininterruptamente pela oposição e pela mídia há pelo menos quatro anos. Crimes de lesa-pátria.

Só para dar alguns exemplos mais “vistosos” do que afirmo:

 

·         A mídia sabotou a Saúde Pública inventando uma epidemia de febre amarela em janeiro de 2008, o que acabou matando gente e sangrando os cofres públicos devido ao gasto quatro vezes maior com vacinas contra a moléstia em relação a qualquer outro ano, mesmo em relação àqueles anos em que o número de casos da febre foi muito maior.

 

·         Em dezembro do ano passado, a mídia convenceu empresários a demitirem preventivamente e empresas a suspenderem encomendas à indústria, agravando o aumento do desemprego e a queda da produção industrial naquele mês.

 

·         Agora, a mídia tenta postergar a exploração do pré-sal e a definição do marco regulatório sobre essa exploração. E, de quebra, ainda acha que poderá inventar alguma denúncia contra Dilma Rousseff, ex-membro da Cúpula da empresa, de forma a inviabilizar sua candidatura, ora em rota ascendente.

 

Quem poderia atuar contra tal poder? O Judiciário? O Ministério Público? Esqueçam. A Cúpula do Judiciário está no bolso de José Serra e de FHC, bem como a grande mídia. E o MP morre de medo deles.

E o Legislativo? Esse está de joelhos, acossado pelas denúncias midiáticas sobre passagens, castelos etc.

O Executivo parece esboçar reações, mas todas tímidas. Até porque, fica difícil para Lula impedir investigações como fez FHC e como faz Serra em São Paulo hoje, porque, à diferença do que fazia e faz com governos tucanos e pefelês, a mídia exige tais investigações.

A Petrobrás se defende, sim, apoiada pelos acionistas privados. Mas é a acusada. Não pode denunciar com eficiência a sabotagem que sofre.

O que fazer? É revoltante, mas sentimo-nos de mãos atadas. O poder que se alevanta contra o país visando sabotá-lo para que a população fique descontente e vote em José Serra no ano que vem, é imenso.

Mas eu sei o que fazer: no próximo dia 19, irei para diante da sede da Petrobrás, na avenida Paulista, em São Paulo. Se formos muitos e se, além de sindicalistas e movimentos sociais, conseguirmos levar para lá também cidadãos comuns, mostraremos às pessoas o que há por trás dessa CPI.

Haverá que denunciar alguns pontos para as centenas de milhares de pessoas que circulam por aquela região:

 

  • CPI da Petrobrás visa favorecer a eleição de José Serra. 
  • Serra privatizará a empresa se for eleito presidente da República.
  •  Globo, Folha, Estadão e Veja trabalham para José Serra e são pagos com dinheiro dos impostos dos paulistas.

 

Dia 19 estarei na Paulista. Levarei o megafone que já usei tantas vezes em atos públicos e, no que depender de meu esforço, arregimentarei muitas das pessoas inconformadas com esses crimes de lesa-pátria aos quais me referi acima.

Espero vocês lá na Paulista dia 19, os que tiverem condições de ir. Quem reclama da sabotagem do país pela oposição e pela mídia e não for porque não quis ou porque teve preguiça, que por favor não se queixe depois.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 21h33
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Em defesa da Petrobrás

Quando a vítima reage

 

 

 

 

 

 

Comentar o embate político envolvendo a Petrobrás tem que partir da primeira premissa contida nesta frase, de que a empresa, num ato de verdadeiro desespero da oposição ao governo Lula, foi colocada no centro do cenário político.

Antes de abordar o tema central deste post, que é a reação da Petrobrás ao ataque oposicionista, há que analisar as razões insanas que levaram o PSDB a desencadear esse processo que, cada vez mais, caminha para se tornar um certeiro tiro no pé dos conservadores.

As recentes pesquisas sobre a massacrante popularidade do governo federal e sobre a expressiva – e rápida – diminuição da diferença de intenções de voto entre o rodado político José Serra e a novata Dilma Rousseff explicam essa aventura oposicionista em que se constitui a CPI da Petrobrás no Senado Federal.

Até a mídia reconhece: a oposição não tem discurso. Os jornalões e os blogueiros da mídia tucana vêm produzindo editoriais e posts sobre o assunto. Serra não tem a menor idéia do que oferecer ao país na eleição do ano que vem.

Sem idéia melhor, o governador paulista e a imprensa extra-oficial do Estado de São Paulo (leia-se Folha, Veja, Globo, Estadão e assemelhados) recorrem uma vez, outra e mais outra ao desgastado discurso “ético” que martelam há mais de seis anos e que a população sabe que parte de legítimos picaretas que venderam todo aquele patrimônio público quando governaram e depois sumiram com o dinheiro.

Parece inexplicável que insistam numa estratégia que já se provou ineficaz tantas vezes, pois, quanto mais acusam o governo Lula de corrupção, menos apoio conseguem entre a sociedade em todas as camadas sociais, em todas as faixas etárias e em todas as partes do país. Parece inexplicável, mas não é.

Serra, ao engendrar – com a imprensa paulista – a CPI da Petrobrás, não mirou no eleitorado. A imprensa sabe disso, o governo Lula sabe disso e os tucanos sabem disso.

O objetivo daquela CPI, além de facilitar a privatização da empresa no caso de Serra se eleger, é atingir a ministra Dilma Rousseff. O tucano pretende fazer com a adversária o que fez em 2002 com Roseana Sarney, já naquela época com o apoio dos mesmos meios de comunicação de agora.

No ambiente policialesco de uma CPI, mais uma vez o PSDB aposta em encontrar alguma denúncia contra a candidata de Lula à própria sucessão – ou já tem até pronta essa “denúncia” –, de forma a inviabilizar sua candidatura.

O PT, por mais que negue, respondeu à CPI da Petrobrás com a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) sobre o terceiro mandato para o presidente da República, proposta que já mostrou seu vigor ao ter sido detectado por pesquisas de opinião pública que o apoio a ela cresceu com força do ano passado para cá.

A lógica petista, é a seguinte: se o PSDB, o PFL e o PPS optarem por reeditar a “Operação Roseana Sarney”, terão que enfrentar Lula de novo nas urnas.

Nesse aspecto, aliás, quero fazer uma pequena previsão – sobre a qual voltarei a tratar mais adiante de maneira mais aprofundada: a Constituição será mudada de forma a permitir que Lula se candidate mais uma vez, mas ele se recusará a usar a prerrogativa constitucional e deixará o cargo em 1º de janeiro de 2011 – contanto que não consigam inviabilizar a candidatura de Dilma.

Todavia, o objetivo deste post é tratar da reação da Petrobrás. Serra, Frias, Civita, Marinho e agregados estão constatando, estupefatos, que, quando a vítima reage, o assalto se torna mais complicado, no mínimo.

Além do blog no qual a Petrobrás já demonstrou que pretende reagir aos ataques da imprensa servil a Serra – blog que agora está entre os indicados pelo Cidadania.com –, uma mega manifestação foi convocada para 19 de junho próximo em frente à sede da empresa na avenida Paulista, em São Paulo.

Essa manifestação conta com o apoio do Movimento dos Sem Mídia. Segundo entendimentos mantidos com centrais sindicais, a ONG terá espaço para se manifestar naquele ato. Além disso, O MSM já discute com essas centrais e com outros movimentos sociais proposta que fez de um segundo ato público na capital paulista.

Nesta terça-feira, na sede da CUT em São Paulo, discutirei com sindicatos e movimentos sociais a proposta do MSM desse segundo ato.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 00h18
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