Reflexão
Um dia de cada vez Nem sei se deveria voltar ao assunto aqui, mas decidi fazê-lo porque a madrugada já vai alta e não consigo dormir, de maneira que aproveito para fazer a única coisa que me permite organizar as idéias, escrever. Afinal, isto aqui é uma troca: eu me empenho em oferecer a vocês minhas elucubrações sobre assuntos de interesse público e vocês me aturam quando tenho pitangas a chorar. O fato é que a Victoria piorou de novo. Não tem previsão de alta e não adianta eu ficar surtando a cada descida que ela der a essa doença infernal que a acomete. Preciso me manter racional e me convencer de que desesperar não acrescentará nada. Até porque, se Deus quiser esta luta com minha filha durará ainda muito tempo, provavelmente até o dia de meu último suspiro, pois não suportaria partir depois dela, e tenho que me acostumar. O quadro complicou todo de novo. Ela continua na UTI tendo que receber alimentação via sonda, sedada, sendo perfurada por agulhas de todos os lados, até que seus bracinhos, pezinhos e até ombrinhos fiquem um roxo só, e com aquele tubo enfiado até seu estômago. Sei lá... Não adianta, há que viver um dia de cada vez. O que me doeu mais hoje, porém, foi minha amada filha Gabi, de lá da Austrália, aos prantos no telefone dizendo que quer vir no próximo vôo para o Brasil, e eu dizendo a ela que não venha porque destruir seu sonho de estudar no exterior não ajudará a Victoria em nada. Enfim, querem saber?, não adianta eu querer viver os dias futuros todos hoje. Aliás, ela irá melhorar. Pelo menos é o que dizem os médicos. Mas ela completa onze anos daqui a dezoito dias e pesa nem trinta quilos... Não sei. Não sei mesmo. Tenho mais é que manter a cabeça no lugar. É doloroso assistir ao sofrimento dela, de minha pequena Victoria, mas eu sei que ela ainda resistirá muito. Os médicos me prometeram e eu não vou ficar aqui fazendo auto-terrorismo. Bem, ficamos por aqui. Sei, agora, que vocês continuarão orando ou torcendo por ela. Conto com vocês.
Escrito por Eduardo Guimarães às 01h11
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Análise política
Por que a mídia piscou Nesta semana que finda, aconteceu um fato inédito na grande imprensa: o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, sofreu mais críticas e denúncias do que nos quatro anos anteriores de sua gestão. Começaram a surgir, na imprensa tucana (Globo, Folha, Estadão etc.), denúncias não só sobre o estado de imundice em que se encontra a capital paulista por conta da contenção das verbas de coleta de lixo na cidade, mas também sobre o descalabro da redução das refeições que as crianças da rede municipal de ensino fazem nas escolas. Reproduzi aqui, também, artigo do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, publicado na Folha de São Paulo, no qual ele chuta o balde na questão da marolinha, praticamente acusando PSDB, PFL e mídia de terem torcido pela crise com objetivos eleitorais. Nos jornais desta sexta, surge também uma notícia contra a oposição tucano-pefelê até há pouco impensável numa imprensa que há anos se limita a fazer o jogo dessa oposição: deputados do PSDB e do PFL apresentaram emendas ao marco regulatório do pré-sal que “clonam” reivindicações de multinacionais do petróleo. Na quinta-feira, vários jornais, portais de internet, rádios e tevês divulgaram matéria do periódico francês Le Monde dizendo que Lula acertou quando afirmou que a crise econômica internacional seria uma “marolinha”. O fato é que, de 2003 até aqui, nunca vi tantas matérias negativas contra o PSDB, o PFL e o mascote da imprensa paulista, Kassab, o laranja do governador José Serra na administração paulistana. Afinal, o que é que está acontecendo? Andam especulando que o prefeito paulistano pode ter se desentendido com Serra, o qual, desde o começo deste século, usa a grande imprensa como seu quadro de avisos, tendo sido precedido, no século passado, por FHC. Em minha opinião – e tudo que se pode fazer, no momento, é especular – alguma coisa está dizendo à mídia que ela abusou da suposta ingenuidade do país. E essa “alguma coisa” pode residir em outro boato, de que a pesquisa Ibope que foi a campo nesta semana detectou disparada de Dilma Rousseff na corrida sucessória apesar de todo bombardeio que sofreu por parte dessa mesma mídia. Em resumo – e sempre especulando: se essa disparada de Dilma realmente aconteceu, certamente que esses meios de comunicação descobriram que perderam de vez a credibilidade, sobretudo por conta do grande abalo que sofreram na questão da marolinha. Só que credibilidade é como uma casa: demora para construir, mas pode ser destruída muito rapidamente. Há, porém, uma outra possibilidade: pode estar sendo preparado um novo grande ataque contra o governo Lula e/ou contra a candidatura Dilma. As matérias supra mencionadas podem ser um seguro contra críticas de partidarismo midiático. De uma coisa eu não tenho dúvida: há uma razão muito forte para as matérias da imprensa oposicionista atacando oposicionistas. São inéditas. E especulo, de novo, que não tardará para sabermos o que está acontecendo. PS: é bom ficar de olho nos blogs de Reinaldo Azevedo e Ricardo Noblat. Se atacarem Kassab, é porque ele brigou com Serra.
Escrito por Eduardo Guimarães às 09h31
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Constatação
Muita gente boa Atualizado às 00h11m de 18 de setembro de 2009
Não dá para seguir em frente com os temas de que trata este blog sem comentar, agora de cabeça fria, a acolhida que tanta gente boa deu ao meu chamamento pela minha pequena Victoria. Como eu havia dito, só escreveria sobre esse assunto depois que minha filha apresentasse melhora sensível, de forma que eu tivesse cabeça fria para tratar do assunto mais racionalmente. Victoria melhorou. Já está consciente, tomou banho e até sorriu. Está tudo bem com ela. Só espera o resultado de alguns exames neurológicos para deixar a UTI e vir para casa. Estou trabalhando – e deveria estar fazendo isso agora –, mas tinha que vir aqui render-lhes esta homenagem, aos que se solidarizaram com o drama de minha pequena e de minha família. Não posso dizer, mais uma vez, da minha emoção ao ver grandeza em críticos ácidos de minhas idéias e ações políticas. Achei importantíssimo, demonstração de que devemos todos, esquerdistas, direitistas, tucanos, petistas, corintianos e palmeirenses entender que, primeiro, pertencemos todos à mesma espécie, que somos semelhantes e que idéias divergentes podem – e devem – conviver civilizadamente. Unidos numa prece que pedi por minha filha, centenas de pessoas que pensam como eu e o número possível, num blog como este, dos que divergem de minhas opiniões. A cena é dos leitores. Eu deveria citar um por um aqui e por razões óbvias não farei, mas quero agradecer a todos. Pesquei algumas das últimas manifestações de solidariedade e reproduzi abaixo, sendo apenas demonstração do espírito que uniu até pessoas que discordam virulentamente numa prece em prol de uma criança inocente. Que beleza. É muita gente boa, e, daqui pra frente, quem sabe possamos tentar, pelo menos, nos respeitar, e, quem sabe, pensar que, no fim das contas, somos todos brasileiros que compartilham a mesma terra, o mesmo mar, o mesmo sol, o mesmo vento, o mesmo destino e a mesma realidade. Neste momento, fico imaginando como seria se aqueles que impuseram esta guerra política sem quartel ao país optassem por aceitar limites ao confronto, pensando nos interesses que unem a todos os que nasceram neste país. Fiquem, então, abaixo, com as palavras e atos bons de gente boa, que, naquele momento mágico, não teve ideologia ou partido, tornando-se todos, apenas, seres humanos, assumindo-nos como os semelhantes que somos. Com fé tudo se esclarece. Essa menina é, sem dúvida, uma benção para vocês. O caminho real não é cartesiano. Abraços e orações Luís Bassoli Luís A Bassoli | Teófilo Otoni | Educador | O debate que vc. faz é preciso e, se contundente em defesa da verdade, mais ainda. Por isso, torço pela saúde da sua filha e a necessária paz que isso pode lhe proporcionar Aldo Cardoso | Goiânia Goiás| Contador | Eduardo, paz e serenidade neste momento difícil, mas que a família unida superará com bastante tranquilidade com o retorno da Vitória em breve ao lar. Abração. Márcio Menezes | Feira de Santana | Funcionário Público | Nós amamos a Victorinha. Rubens | São João da Boa Vista SP | aposentado | Caro Eduardo, acompanho seu blog há muito tempo, tendo enorme admiração por seu trabalho. Neste momento, eu, minha mulher e meus filhos estamos irmanados orando por Victoria. Que Deus vos ilumine. Um abraço. José Geraldo O. F. dos Santos | Niterói | Economista | Caro Eduardo, criaturas como a vossa Vitória são anjinhos que nos são presenteados para aprendermos. A missão do seu anjinho é para isso. E a primeira lição é que ela veio de um ato de amor. A passagem dela bastaria somente por isso. Mas há, havia e haverá ainda mais a ser aprendido. Respire fundo, meu chapa, e aprenda. Um beijo em vossos corações. Caetano Greco Junior | São Paulo | Arquiteto | O Senhor é meu pastor e nada me faltará. Muita força e fé nele! Orlando | Santos | Funcionário Público | O Luis Nassif também entrou nesta corrente por sua filha: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/17/oracao-por-vitoria/ Silvana | São Paulo | Professora | Força, Eduardo e esposa. A pequena Victoria vai sair bem dessa. Torço aqui pela sua breve melhora. Carlos Pepezlegal | SP / SP | Paulistano |

A grama menos verde do vizinho
Se a gente começa a olhar um pouco para trás, acaba se surpreendendo com a quantidade de fatos que podem fazer com que nos sintamos felizardos. Passei a noite de ontem com minha mulher e a Victoria no hospital. A patroa me contou uma história que vocês não vão acreditar. Na mesma UTI em que minha filha está internada, há uma garota de 13 anos de família pobre. Foi recentemente operada devido a ter contraído infecção hospitalar em cirurgia anterior num hospital público. O hospital em questão é um dos melhores de São Paulo. Parece um hotel de luxo. A diária na UTI fica em R$ 1.500. Só a diária. Minha filha está lá porque tem um bom plano de saúde, mas a adolescente não tem plano algum. Detalhe: a conta já ultrapassou os cem mil reais e a família não tem como pagar. E o hospital não sabe disso... Bem, vocês não imaginam o estado em que essa garota foi internada por sua família naquele hospital. Os detalhes são terríveis. Melhor nem contar. Imagino que esse pessoal deu algum cheque-caução voador ao hospital. Dá até medo de pensar no que acontecerá quando contar o que está acontecendo. Vejam bem como a grama do vizinho nem sempre é mais verde, como sempre há gente em situação pior do que a nossa, por pior que ela seja.
Escrito por Eduardo Guimarães às 14h57
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Crônica política
Mídia pisca e PT reage Nesta semana, a Folha de São Paulo, de forma inusual, publicou textos que contrariam sua linha editorial – e noticiosa –, o que me induz a crer que a desmoralização da imprensa por conta da reação da economia está causando inquietação aos barões da mídia, que parecem perceber que a sociedade está abrindo os olhos. Além disso, o artigo que vocês lerão a seguir, publicado ontem naquele jornal, mostra que o PT resolveu encarar um pouco mais o debate político. A meu ver, ambos os movimentos se devem ao mesmo motivo. Folha de São Paulo, 16 de setembro de 2009
A marolinha, um ano depois RICARDO BERZOINI
Os adversários se animaram. Pensavam que o governo Lula havia obtido sucesso por não ter enfrentado nenhuma crise internacional
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HÁ UM ano, o mundo era sacudido pelo estouro da bolha imobiliária norte-americana.
Uma crise financeira e econômica se espalhou pelo planeta, travando o crédito e o comércio mundial. Depois da quebra do banco Lehman Brothers, US$ 25 trilhões em riquezas viraram pó em todo o mundo. Os governos, com seus trilionários pacotes para evitar a falência do sistema, sepultaram a era do Consenso de Washington. Mesmo assim, milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza. Nesse cenário de incertezas, os adversários do governo Lula ficaram animados. Pensavam que o governo havia obtido sucesso até então por não ter enfrentado nenhuma crise internacional, ao contrário de FHC, que sofrera os efeitos de três delas, bem menores. Tripudiaram quando o presidente Lula previu que a crise, para o Brasil, seria uma "marolinha", não um tsunami. Lula assumiu a atitude de líder, pilotando pessoalmente as medidas de enfrentamento da crise e dirigindo-se à nação como quem vai à luta, não se deixando abater pela turbulência. Em dezembro passado, no auge da crise, estimulou os brasileiros a continuarem consumindo, dentro de suas possibilidades. Colocou os bancos públicos para compensar a retranca dos bancos privados. Orientou a Petrobras a ampliar os investimentos, quando muitos diziam que o petróleo a US$ 30 inviabilizaria a exploração do pré-sal. Reduziu IPI, IOF e Imposto de Renda dos assalariados. Lançou, no meio da crise, um poderoso programa de habitação popular, reconhecido pelos empresários e pelos movimentos sociais como a mais importante iniciativa do setor na história do Brasil. Hoje, diante dos dados de recuperação da economia, é fato que o Brasil superou o impacto principal da crise e retoma a trajetória de crescimento interrompida no ano passado. O Brasil deve ser um dos poucos países do mundo a fechar 2009 com PIB positivo. O mercado de trabalho aponta números claros: o Caged, cadastro do Ministério do Trabalho que só registra a movimentação de empregos formais, diz: nos 12 meses até junho de 2009, 390 mil empregos formais foram criados. Saldo positivo em plena crise. Foi com um conjunto de medidas corajosas que conseguimos atravessar a crise em situação melhor do que a de muitos países. Graças ao fortalecimento de instrumentos do Estado, como bancos oficiais e empresas estatais, como a Petrobras, rompendo com a lógica neoliberal que imperou até 2002, o Brasil teve musculatura para enfrentar o furacão gestado no centro do capitalismo. Ao agir prontamente, com todos os instrumentos públicos disponíveis, o governo pode conduzir o país com segurança no mar revolto da crise. A cada medida tomada, uma crítica da oposição. A cada sucesso, mudança de mote. Ante as evidências da recuperação, os mesmos setores que vaticinaram a inevitabilidade do caos tentam mudar o enfoque, falando de deterioração fiscal do governo federal. Querem eclipsar um fato: o governo Lula salvou o país do caos fiscal dos anos 1990 e, justamente pela ação fiscal anticíclica nos últimos 12 meses, nos permitiu fazer frente à crise, gastando bem menos que outros países. Em seis anos, um conjunto de políticas sociais, tributárias, industriais, creditícias e de comércio exterior foi implementado. Nossas estatais foram fortalecidas. O PAC foi estruturado como indutor de investimentos públicos e privados. Entre janeiro de 2003 e janeiro de 2009, o desemprego (Seade-Dieese) foi reduzido de 18,6% para 12,5% (redução de 33%). Foram gerados 7,7 milhões de empregos formais, sem falar nas ocupações da agricultura familiar e da economia familiar urbana e outros tipos de ocupação. Cresceu o emprego formal em relação ao informal. O salário mínimo teve um aumento real de 46% desde 2003, influenciando a pirâmide salarial. Temos seis anos e nove meses de um governo que, gradual e cuidadosamente, fez e faz a transição para um novo modelo. Há que reconhecer que falta muito que fazer, até porque a crise mundial não foi totalmente desfeita. É necessário retomar a velocidade de geração de empregos anterior à crise, acelerar os investimentos. Mas a lição que fica é que o deus mercado foi exorcizado, aqui e no exterior. Foi resgatado o papel do Estado como força reguladora e de estímulo à economia. O neoliberalismo foi soterrado sob os escombros do muro de Wall Street. E o Brasil pode perceber, claramente, as diferenças entre os dois projetos que se sucederam na Presidência da República.
RICARDO BERZOINI , 49, bancário, é deputado federal (PT-SP) e presidente nacional do partido. Foi ministro da Previdência (2003-2004) e do Trabalho (2004-2005).
Escrito por Eduardo Guimarães às 21h31
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Pedido e agradecimento
Orem por Victoria Atualizado às 20h43m de 16 de setembro de 2009
A pequena na foto é minha Victoria, de dez anos. Ela sofre de paralisia cerebral. Está internada na UTI sofrendo de grave insuficiência respiratória. Ainda não há um diagnóstico concreto. Nunca me senti tão impotente em minhas cinco décadas de vida. Seu choro diminuto, tênue, quase inaudível; sua luta para respirar; seu corpinho frágil estirado naquele leito frio, e tudo o que posso fazer é rezar. Tampouco nunca a vi tão debilitada em seus dez anos... Nem posso ficar com ela na UTI, pois não há como negar esse direito à sua mãe. Rendo-me à grande verdade humana, essa nossa mortalidade patética. Não somos nada. Do mais abastado ao mais humilde. Não somos nada e nada podemos contra a debilidade da carne. Nenhum de minha família sofreria mais se estivesse no lugar da Victoria. Qualquer de nós trocaria de lugar com ela sem pensar duas vezes. Ela não sofre nem uma fração do que estamos sofrendo. Chego a invejá-la, meu Deus. Nunca pedi nada aqui, mas agora peço. É tudo que me resta fazer, pedir por uma corrente positivista dos que me lêem. Orem pela Victoria, por favor.
Estado da Victoria
De volta do hospital, quero transmitir a vocês o estado de saúde da Victoria ao fim desta quarta-feira. O quadro estabilizou-se. Ela já respira sem dificuldade. A febre cedeu. Contudo, continua inconsciente. A excelente equipe médica do hospital paulistano Santa Catarina, com a qual contraio uma dívida de gratidão, ainda está investigando o quadro de minha filha. Há possíbilidade de Victoria ter contraído a gripe A e seu quadro ter se agravado por conta de sua enfermidade neurológica. Não posso dizer que ela está recuperada ou que seu quadro não voltará a se agravar, mas a situação se estabilizou devido à normalização de sua capacidade respiratória.
Minha dívida com vocês
Estou extremamente emocionado com a atenção que deram ao meu pedido de pensamentos positivos e de preces pela minha filha. Contraí uma enorme dívida com vocês, meus amigos. Das manifestações dos que frequentam este espaço, as que talvez mais me tenham emocionado foram as de alguns de meus críticos mais contundentes e frequentes, que se uniram à corrente por minha menina. Espero estar mais lúcido e tranquilo o mais rapidamente possível, de maneira que possa começar a pagar essa dívida de gratidão que passo a ter com vocês. Muito, muito, muito obrigado, meus amigos. Que Deus os abençoe. Tudo farei para honrar a confiança e o apoio de vocês.
Respostas que não dei
Queria, de verdade, ter respondido a cada um de vocês. Sei que compreenderão por que não fiz.
Um post para lembrar
Nunca me esquecerei deste post, deste momento de minha vida. Por isso, depois que estiver mais sereno em relação a minha filha, voltarei ao assunto, mas para comentar tudo que vocês me deram neste post.
Escrito por Eduardo Guimarães às 00h38
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Pesquisa
Escolha seu partido
E, depois de escolher, vote na enquete do UOL clicando aqui Se também quiser explicar sua escolha, escreva na caixa de comentários deste post. Detalhe: a enquete do UOL já tem mais de cem mil votos. Dos leitores Logo que a pesquisa começou a mostrar vantagem do PT, o UOL formulou uma enquete parecida, aparentemente com o objetivo de enganar os internautas, perguntando "Qual o partido menos sério". A ombudsman do UOL foi questionada e pegou no pé deles!
Mircon | SC | Arquiteto Eis a resposta da ombudsman do UOL:
O internauta Ricardo questionou a lógica de duas enquetes lançadas no fim de agosto, numa semana de aguda crise no Senado. "Não compreendi a lógica do UOL ao fazer pesquisa sobre a seriedade dos partidos políticos brasileiros. Primeiro lançou uma perguntando qual seria o partido mais sério, cujo resultado já temos. Em seguida soltou outra com pergunta inversa, ou seja, qual o partido menos sério. Isso não faz sentido. Ou o portal quer lançar quantas pesquisas forem necessárias até chegar num resultado que lhe agrade ou o responsável por ela é inepto. De uma coisa tenho certeza: os internautas não são idiotas.
Escrito por Eduardo Guimarães às 15h24
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Análise política
PIB em 2009  No fim da noite do último domingo, dois programas de televisão abordaram a já inegável saída do país da crise econômica: na Bandeirantes, o Canal Livre, e na Gazeta, o Em Questão. Foi divertidíssimo, sobretudo o programa da Bandeirantes, com Bóris Casoy, Joelmir Beting, Fernando Mitre e Antonio Teles debatendo-se para negar qualquer mérito do governo Lula no processo de soerguimento da economia brasileira, economia que o Wall Street Journal disse que lidera a saída do mundo da crise. Também no programa Em Questão, que contou com Maria Lidia Flandoli, José Paulo Kupfer, Gustavo Loyola e Luis Gonzaga Belluzzo, a âncora tentou, o tempo todo, desviar a discussão quando ela acabava inevitavelmente enveredando para os méritos do governo na administração da crise. Mesmo sem querer, porém, a discussão acabava indo nesse sentido. Foi-me inevitável concluir que o resultado mais próximo desse processo de soerguimento brasileiro é que ele deverá se constituir em nova prova à nação sobre quem fala a verdade e quem mente hoje na política. E essa prova será o PIB de 2009, que, conforme foi discutido com maior realidade nos dois programas, pode chegar a crescer mais de 2%. Mesmo no Canal Livre, programa menos equilibrado entre os dois, onde todos os debatedores concordavam o tempo todo em tentativas de apontar problemas seculares ainda não equacionados no país como culpa de Lula, não houve como não ceder a esses números do crescimento de 2009 especulados por Joelmir Beting e no reconhecimento da boa administração da crise, reiteradamente contraposta a dados negativos. Em suma, em ambos os programas os analistas pareciam não querer ceder, mas estava ficando ridiculamente evidente essa atitude. Eles mesmos talvez não tenham percebido, mas tenho certeza de que todo espectador consciente percebeu. Sobretudo quando a questão resvala no PIB de 2009. Fomos bombardeados com a informação de que seria negativo. Houve até especulações malucas sobre queda de cerca de 5% do PIB deste ano, pela CNI e pelo FMI. Uma sandice. A conta, porém, é muito simples. O PIB recuou 1% no primeiro trimestre, cresceu cerca de 2% no segundo, está crescendo cerca de 3% neste trimestre e deve chegar ao quarto trimestre crescendo a mais de 4%. Se isso se cumprir, o resultado anualizado pode ultrapassar os 2%, e até aproximando-se de 3%. O ritmo de crescimento da economia está aumentando muito rapidamente, não houve como negarem, e deverá chegar a 2010, nas análises do programa da Bandeirantes, talvez até a 5% no ano. Particularmente, acredito que pode chegar a mais. Mas o que me importa mais é o PIB deste ano, pois se o resultado previsto ontem se confirmar – e já há muitos analistas de acordo com tal hipótese – o país irá se lembrar do que a mídia disse sobre ser impossível o Brasil crescer em 2009, quando o mundo deverá encolher mais de 3%. Com efeito, como disse recentemente um economista eminente do qual o nome me escapa neste momento, o Brasil cresce quando cresce mais do que o mundo, e é o que deverá acontecer daqui em diante, sobretudo por conta do que muitos ainda não se deram conta totalmente, devido ao pré-sal. Os analistas da grande imprensa e a oposição federal tentam vender a idéia de que demoraria muitos e muitos anos para o pré-sal render frutos, mas é uma balela. A partir de 2010, ano a ano a receita do petróleo brasileiro irá aumentar de forma galopante. Esses dólares terão, primeiro, um efeito prático inédito na história brasileira: ataques especulativos contra o real, nunca mais. Perderemos o principal entrave ao crescimento brasileiro, que reside na questão do câmbio. O Brasil construirá superávits comerciais equivalentes aos asiáticos, pois às exportações nacionais somar-se-ão as da quase totalidade das novas reservas petrolíferas. Acumularemos reservas enormes. Haverá dinheiro para o social como nunca houve. Em uma década, poderemos eliminar a pobreza no Brasil. Haverá muita gente se opondo ao que digo, mas não estou preocupado com isso. Até porque, como no caso do PIB de 2009, que a mídia e a oposição passaram meses dizendo que seria recessivo, a verdade acaba aparecendo com o passar do tempo, e, muitas vezes, muito mais rápido do que supõem os mentirosos ou os crédulos.
Escrito por Eduardo Guimarães às 13h21
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Denúncia
Tsunami de imposturas
Já não importa qual o grande jornal ou telejornal, entre outros. O fato é um só : os maiores veículos jornalísticos do país mergulharam num oceano de imposturas e de crimes que parece não ter limites. Mentiras grosseiras e de fácil desarticulação ganham as primeiras páginas de mega jornais em destaque principal, e nas próprias reportagens a que tais manchetes remetem constata-se que estas nada têm que ver com o que “noticiam”. Trago mais um exemplo sem nem saber direito por que, pois no movimento na internet desencadeado para pretensamente barrar esse verdadeiro tsunami de imposturas o que não faltam são exemplos. Todavia, imagino que possam difundir estas informações por aí, a fim de que outras pessoas vejam o que estão fazendo, a enormidade da fabrica de imposturas em que se converteu a grande imprensa brasileira. E as informações dizem respeito a manchete da principal edição da semana do jornal tido como o mais vendido (com e sem trocadilho) do país, a Folha de São Paulo, ainda que pudesse ser qualquer dos seus principais concorrentes. A manchete que você viu na imagem em destaque aqui, constitui mera prestação de serviços à banca privada nacional, recentemente afrontada pela propaganda do maior banco do país, o estatal Banco do Brasil, alçado recentemente a tal condição. O BB assumiu tal condição por remar na contramão da interrupção da concessão de crédito pelo setor bancário privado por conta da crise econômica internacional. Tornou-se o maior banco do país, no últimos meses, por ter acreditado no Brasil quando a banca privada descreu. A Folha de São Paulo presta serviço à concorrência do BB ao publicar a manchete de primeira página deste domingo que destaquei acima. Faz isso no momento em que o BB lança ofensiva publicitária nas tevês dizendo isso, que acreditou no Brasil quando a banca privada o deixou na mão, meses atrás. A matéria da Folha induz a parte crédula de seu público a crer que são balela as vantagens que o BB ofereceu ao país quando os bancos privados recusaram-se a ofertar crédito, no auge da crise. Afinal, os bancos estatais teriam aumentado as tarifas de serviços para compensar a considerável redução de taxas de juro que passaram a praticar enquanto os bancos privados, além de mantê-las ou aumentá-las, recusavam-se a emprestar. A tabela abaixo, porém, revela que a alta das tarifas com que os bancos estatais estariam compensando a queda das taxas que lhes permitiu assumir a liderança apenas aproximou as tarifas dos bancos públicos das tarifas dos privados, sendo que os públicos oferecem dinheiro mais barato. Abaixo, a explicação sobre por que os bancos públicos aumentaram um pouco mais as tarifas de serviços. Eles cobravam tarifas muito mais baixas e apenas as aproximaram das dos bancos privados.

Escrito por Eduardo Guimarães às 15h34
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