Comunicado
MSM fará ato contra a Folha Atualizado às 19h30m de 28 de novembro de 2009
 Conversei com o diretor jurídico do Movimento dos Sem Mídia e concluímos que cabe, sim, à ONG assumir a responsabilidade pelo ato público convocado para o dia 5 de dezembro próximo diante do jornal Folha de São Paulo. Se algum estupro aconteceu nesse episódio da publicação de ataque à honra do presidente da República na edição de 27 de novembro de 2009 do jornal Folha de São Paulo, esse estupro foi do jornalismo. O Movimento dos Sem Mídia foi criado para protestar contra mau jornalismo, e é mau jornalismo o que fez o jornal paulista no episódio da publicação de artigo injurioso do ativista político Cesar Benjamin, que afirmou que o presidente Lula teria lhe confessado que tentou estuprar um jovem durante a ditadura militar. Eis os erros da Folha: 1. Não ouviu o lado acusado 2. Não ouviu gente ligada ao acusado e ao acusador. 3. Transformou uma acusação grave ao primeiro mandatário da nação em um julgamento sumário ao dar voz a um só lado. 4. Publicou a matéria acusatória de forma sorrateira – uma acusação daquelas perdida no meio de um texto enorme. 5. Deu curso ao julgamento sumário de uma acusação sem qualquer prova ao publicar cartas de leitores decretando a culpa do presidente da República, mesmo tendo permitido a defesa de outros leitores (mas só no dia posterior ao da acusação), como se ele estivesse em um julgamento, só que de um “crime” que, até prova em contrário, jamais existiu. 6. Diferiu de atitude em relação a Lula e a FHC em quase duas décadas, mostrando parcialidade. O resultado dessa vergonha pseudo jornalística é um trauma moral – e que poderia (?) se tornar um grave prejuízo político – irreversível para o presidente da República, representante de toda essa maioria esmagadora de cidadãos brasileiros que votou nele e que, notoriamente, continua apoiando-o. Em suma, se não preservou o direito daquele que foi acusado sem qualquer prova, o jornal fez exatamente aquilo que combate a ONG Movimento dos Sem Mídia. Dessa maneira, reafirmo aqui, em nome do MSM, que, no próximo dia 5 de dezembro, às dez horas da manhã, acontecerá um ato público que poderá ser de meia dúzia de pessoas ou de várias centenas, como aconteceu em 7 de março deste ano por conta da tese do mesmo jornal de que a ditadura militar brasileira teria sido uma “ditabranda”. Ao signatário deste blog isso não importa (a quantidade de manifestantes). Desta vez, limitar-me-ei a fazer aqui, durante a próxima semana, os comentários que achar necessários para que o ato aconteça. O importante é que esse ato aconteça, que essa gente saiba que há cidadãos que não se deixam intimidar, que as reações a qualquer ameaça ao Estado de Direito ocorrerão por menos que sejam os que ousarem reagir, pois enquanto houver quem reaja eles saberão que poderão fracassar. O que está em jogo, neste momento, são as verdades de cada um de nós, tudo aquilo em que acreditamos – ou tudo aquilo que dizemos que acreditamos. As omissões não pesarão aos poucos que se manifestarem, mas aos omissos, e omisso é quem acredita em alguma coisa e busca desculpas para não ter o trabalho de defender o próprio ideário. Reitero, pois, que este que escreve cumprirá sua promessa de ir dizer, diante desse jornal irresponsável e ladino, tudo o que deve ser dito em alto e bom som. E o que me facultará fazê-lo, mais uma vez, será o megafone do Movimento dos Sem Mídia, aparato que eu e os que comungam com meus ideais já usamos tantas vezes.
Blogueiros-esgoto apostam na difamação de Lula
Enquanto tem quem ache que o assunto deste post está enterrado e que está tudo esclarecido, Noblat e o Esgoto continuam apostando suas fichas na história. Isso aínda vai render muito. Espero que antes do ato do MSM no próximo sábado.
Escrito por Eduardo Guimarães às 18h11
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Esclarecimento
Em defesa de Lula (Antes do ato de protesto contra a Folha no dia 5 de dezembro) Atualizado às 11h16m de 28 de novembro de 2009
No último dia 18, escrevi “Em defesa de FHC”. Por que fiz isso? Você pode ler por que clicando aqui ou pode se contentar com a minha explicação. Escrevi em defesa do ex-presidente, apesar de repudiá-lo como jamais repudiei a um político, porque tentaram fazer com ele uma fração do que fizeram com o presidente Lula oito dias depois de eu ter escrito. O jornal Folha de São Paulo, três dias antes do meu texto, publicou, depois de 18 anos, um fato que todos sabiam e que a imprensa se negava a divulgar, ou seja, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso havia tido um filho fora do casamento, na verdade com uma jornalista da Globo que, posteriormente ao nascimento do filho do político paulista, foi despachada para a Europa recebendo salários sem exercer qualquer atividade evidente (como jornalista) para o seu empregador. Naquele momento, percebi um padrão que vem se repetindo no tipo de “jornalismo” que aquele dito “órgão de imprensa” vem cometendo. Leitores deste blog, como a professora e socióloga carioca Vera Pereira, também notaram que alguma coisa havia por trás da publicação repentina do assunto pela Folha sob a desculpa da repentina decisão de FHC de reconhecer o filho que jamais reconhecera. Alguém menos maldoso do que eu diria que houve uma trama, convertida agora em notícia, urdida pela Folha de São Paulo, de o jornal publicar contra o presidente Lula nada mais, nada menos do que a acusação de que ele teria tentado abusar sexualmente de um garoto quando esteve preso durante a ditadura militar. Alguém menos desconfiado do que eu também diria que a Folha divulgou o filho ilegítimo de FHC para ganhar credibilidade para lançar depois contra o presidente da República o ataque que o jornal efetivamente lançou, e que fez isso para bajular o tucano mor e seu segundo, o governador paulista. Mas, como sou muito mais maldoso e desconfiado do que isso, acho que FHC estar por trás de tudo não seria nenhuma surpresa, pois a hipótese condiz perfeitamente com a imagem tenebrosa que o ex-presidente vinha tentando construir de Lula ao lançar a hipótese de que ele estaria construindo um regime autoritário, entre outras hipóteses igualmente desabonadoras que andou vertendo. O fato é que está claro, para mim, a armação perpetrada hoje, preliminarmente, pela Folha, que esticará a “denúncia” ao máximo possível, inclusive com a ajuda de gente como Reinaldo Azevedo e Ricardo Noblat, que, em seus blogs, estão conferindo credibilidade ao ataque sofrido por Luiz Inácio Lula da Silva. Eles não hesitam. Publicam uma falsificação contra uma ministra de Estado na primeira página acusando-a de crime que não cometeu e, mesmo depois de provada a farsa, dão um jeito de manter a versão “no ar”. É isso, “no ar”. É o que estão fazendo agora. Em minha opinião, planejaram meticulosamente o que fizeram hoje, ao publicarem a entrevista desse indivíduo que se prestou a esse papel, o tal de César Benjamin, ex-militante ligado à oposição de ultra esquerda a Lula, que, uma vez e outra, tem servido de bucha de canhão à direita. Lançam um boato com toda a força de um grande jornal para que paire de boca em boca. Eles apostam na burrice. Acham o povo preconceituoso, estúpido e mesquinho. Acham que ele compra fácil qualquer destruição de caráter porque, moralmente deformado, gostaria de ver esses assassinatos morais. Não pude aceitar esse tipo de tática política agora mesmo, no dia 18, no texto que escrevi em defesa de FHC. O eterno anti Lula Claudio Humberto, ex-porta voz do ex-presidente Fernando Collor de Mello, direitista medonho, sempre pronto a destilar veneno e falsidades, começou a espalhar notícia sobre mais um filho bastardo de FHC, agora com uma ex-empregada doméstica. Escrevi contra a disseminação desse boato e em defesa da dignidade do ex-presidente tucano porque não aceito uma sociedade em que a política é feita dessa forma suja, baixa, imoral, covarde. Eu jamais jogaria sujo com um adversário. Nem que fosse uma luta de vida ou morte. Não acredito nesse tipo de tática. É por tudo isso que tomei uma decisão isolada. É a decisão de um homem. Não é a decisão do presidente do Movimento dos Sem Mídia, pois não posso arrastar a ONG para uma decisão em prol de um político, mesmo que seja uma decisão apartidária porque foi tomada também em prol de outro político adversário, ainda que com menos ênfase por o ataque sofrido por FHC não ter sido tão grave. Não tenho o direito, pois, de pedir que alguém vá comigo para diante da Folha de São Paulo daqui a uma semana, no dia 5 de dezembro, sábado, às 10 horas da manhã. Mas anuncio dia e hora de meu protesto para que quem quiser se junte a mim. Sejam quantos forem os que me acompanharem – e mesmo que ninguém me acompanhe – preciso fazer isso. Digo a vocês que me sinto esbofeteado pelo que a Folha fez. Sou eleitor do presidente Lula. Aprovo seu governo, sua conduta, sua coragem. Ele representa tudo o que acredito em termos de política e até como ser humano. Ao atacá-lo dessa forma, esse jornal me atacou. E quem atacou foi o jornal e não o tal de Benjamin. Porque a Folha publicou aquela sujeira toda depois de ter hesitado publicar uma mera pulada de cerca de FHC, comprovada e re-comprovada, por inacreditáveis 18 anos. Tampouco me importa discutir a inverossimilitude dessa loucura de que o presidente Lula teria sido um maníaco sexual durante o regime militar. Não importam os desmentidos. Não importa o desprezo que a sociedade certamente dará a essa barbaridade. Só o que importa é o crime que esse jornal cometeu. Meu protesto será solitário. Contudo, se alguém quiser dividi-lo comigo não pensarei duas vezes antes de aceitar companhia. Na verdade, a cada alma que comparecer ao protesto do dia 5 diante da Folha, sentirei um pouco menos de medo dessa luta política insana que FHC, Serra, os Frias, os Marinho, os Civita e os Mesquita travam contra o país.
Enquanto isso, Folha se esbalda no Painel do Leitor
Acabo de ler o artigo "Os filhos do Brasil" (Brasil, ontem), de César Benjamin. Estou pasma, boquiaberta, perplexa. Saúdo o articulista por sua bem escrita narrativa dos anos passados na prisão e pela coragem de narrar o diálogo mantido com o senhor presidente da República (candidato à época). Já posso imaginar o presidente negando veementemente a existência de tal encontro e dizendo-se perseguido pelas elites e pela mídia. E já vejo o "menino do MEP" sendo desacreditado -como foi o caseiro Francenildo. Parabéns pela coragem em publicar tal texto." KARINA MIRANDA RATTON (Curitiba, PR)
"Em tempos de unanimidades, bajulação, mentiras, censuras veladas e neoperonismos, o corajoso e sensível depoimento de César Benjamin só vem confirmar aquilo de que eu já desconfiava havia muito tempo: que o Brasil está sendo governado por um bando de cafajestes sem escrúpulos. E o que é pior: recebem indenizações pelas suas cafajestadas. Parabéns a César Benjamin e a esta Folha." MARCELO MADUREIRA, "Casseta & Planeta' (Rio de Janeiro, RJ)
É nessas horas que sentimos o lastro de um jornal como aFolha. Apesar das inúmeras e constantes derrapadas, um artigo como esse eleva o jornal vários andares acima. Como ex-petista e admirador confesso do "sapo barbudo", admito que a imagem positiva que fazia do presidente ficou danificada após essa aula de jornalismo, literatura, humanismo, drama e história do Brasil. Parabéns ao senhor César Benjamin pelo texto!" GIAN ZELADA (São Paulo, SP)
"Aplausos para a Folha e para César Benjamin. O artigo "Os filhos do Brasil" foi um depoimento imperdível, que deve ser lido e guardado." PEROLA SOARES ZAMBRANA (São Paulo, SP)
Escrito por Eduardo Guimarães às 22h57
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Protesto
Em defesa de todos nós Atualizado às 20h46m de 27 de novembro de 2009
Comunico aos leitores deste blog que já me decidi: irei à porta da Folha de São Paulo ler um manifesto de repúdio contra o ataque insidioso à honra do presidente Lula praticado hoje pelo jornal. E irei nem que tenha que ir sozinho. Mais: será no outro sábado, dia 5 de dezembro. E por que irei? Por mim, por você, por todos nós. Essa afronta não ficará impune. Lula é o presidente da República. Se ele pode sofrer uma barbaridade dessas, qualquer um pode. Você não quer ir? Tudo bem, fique onde está. Conforme-se. Pense "politicamente". Eu não aceito. Não perdi e jamais perderei a capacidade de me indignar. E nunca mais me omitirei. Irei para diante da Folha nem que seja sozinho. Podem escrever aí. Ah, os motivos de meu protesto estão no texto logo abaixo deste.
Folha publica acusação a Lula de tentativa de estupro Escrevo ainda perplexo pelo que acabo de ler. A Folha de São Paulo publicou uma “análise” de um ex-militante do PT acusando o presidente da República, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, de lhe ter confessado que certa vez tentou estuprar um jovem. Não vou reproduzir ou sequer “linkar” aquilo. Exala um mau cheiro só comparável ao de quem escreveu e ao de quem publicou. Mas é preciso denunciar. É preciso expor até onde a direita pensa em ir no ano que vem. Que órgão de imprensa publicaria alguma coisa desse gênero contra um tucano. Uma mera pulada de cerca de FHC foi ocultada por 18 anos. Uma acusação dessas, contra ele, jamais seria publicada. Aliás, acho que não seria publicada contra ninguém, não dessa forma. Diante da reação de Dilma Rousseff nas pesquisas, diante do fracasso rotundo do golpe do Apagão, esses meliantes que dirigem o jornal supra mencionado foram desencavar algum ressentido fraco dos miolos. Querem obrigar Lula a processá-lo, é claro – e, com sorte, até ao próprio jornal. Essa é apenas uma amostra do que pretendem fazer em 2010. É evidente que tentarão dar asas a essa história imunda no ano que vem. Sem provas, a palavra de um contra a do outro, como fizeram com Lina Vieira. Chegou a hora de os homens (e, quando digo homens, quero dizer homens e mulheres) dignos das calças que vestem começarem a pensar no maior ato público que este país já viu. Um ato de repúdio a essa ultrapassagem fétida de todos os limites da ética. Post Scriptum : Vocês se lembram do que eu disse quando a Folha divulgou, com um pequeno atraso de 18 anos, a história do filho de FHC com a jornalista, e do que eu disse sobre aquela história do Claudio Humberto de falar sobre mais um filho bastardo do tucano? Post Scriptum 2: Está explicada a divulgação da existência do(s) filho (s) bastardo (s) de FHC. Post Scritptum 3: Estou aqui esperando que todos os comentaristas de São Paulo venham se prontificar a ir à porta da Folha dizer na cara desses vermes tudo o que pensamos deles. De novo. Post Scriptum 4: E quem quer apostar que o tal jovem que teria sido "quase" estuprado por Lula irá "aparecer"?
Escrito por Eduardo Guimarães às 13h49
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Análise política
Enfim o modelo político ideal Atualizado às 16h42m de 26 de novembro de 2009
Julgo que tenho razões de sobra para integrar aquela maioria esmagadora dos brasileiros de todas as classes sociais e regiões do país que acha que o Brasil vai muito bem, obrigado. E, assim, estou entre aqueles muitos que se preocupam com tudo que possa nos tirar da rota exitosa pela qual enveredamos. É penoso, portanto, a cada vez que se toca no assunto desenvolvimento verificável, ter-se que justificar por que se diz que este país chegou ao patamar de perspectivas positivas a que chegou. Por mais que os fatos sejam eloqüentes, devido ao embate político fratricida entre esquerda e direita o óbvio tem que ser reafirmado a cada instante. Já cheguei a pensar que as continuadas sabotagens que esse consórcio integrado pelo PSDB, pelo PFL e pelas famílias Marinho, Civita, Mesquita e Frias – e mais uma meia dúzia de outras menos influentes – impõem ao Brasil estariam prejudicando o nosso país, mas começo a mudar de idéia. Vejam bem: será que o governo Lula teria sido tão eficiente se não tivesse passado todos estes sete últimos anos sendo pressionado e fiscalizado como foi pela imprensa e pela oposição? Daí vocês dirão: “Ah, mas a oposição petista também fiscalizava o governo FHC e este foi um desastre tão grande que, sete anos depois de ter terminado, 76% dos brasileiros são capazes de dizer, peremptoriamente, como o atual governo é superior”. Não só concordo como ainda acrescento que, depois, dizem que brasileiro não tem memória... Mas o fato é que àquele governo (o de FHC) faltou o que sobra a este, ou seja, uma imprensa que apoiasse o assédio da oposição, o qual, em larga medida, é, sim, necessário, pois governos têm, sim, que ser fiscalizados, pois têm a chave do cofre. Governos sem fiscalização – ou com meia fiscalização, como era o de FHC, que tinha fiscalização do PT, mas era “blindado” pela imprensa – costumam ser desastrosos, pois não há crítica e, sem crítica, não há autocrítica, até por falta de necessidade. Isso aconteceu com FHC e acontece hoje em São Paulo, Estado mal governado onde quem governa mal é protegido de críticas públicas da oposição justamente por quem deveria dar voz a elas, a imprensa. Em todas as áreas o governo Lula foi criticado até o limite do imaginável, colocado contra a parede o tempo inteiro, sendo, portanto, obrigado a buscar soluções para fazer o povo reconhecer seu trabalho. Sem o assédio da combinação correta para pressionar governos (da imprensa com a oposição), teria se acomodado. Há que concluir, pois, que a situação política ideal é a de um governo petista com esse consórcio entre a oposição e a imprensa, pois funciona no sentido de pressionar para que o governo dê o melhor de si, o que não ocorreria num governo tucano, onde a imprensa, como fez na época de FHC, blindaria o governo. Enfim encontramos o modelo político ideal. Agora haverá que mantê-lo, custe o que custar. Comentários Os comentários feitos a partir da hora da última atualização deste post (vide acima, sob o título da postagem) só serão liberados na manhã desta sexta-feira.
Escrito por Eduardo Guimarães às 00h06
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Crônica política
Der Spiegel e o ‘pai dos pobres’ 
A imprensa brasileira deveria ter vergonha diante da reportagem da revista alemã Der Spiegel que acaba de chegar aos portais de internet brasileiros, que já acusam a publicação estrangeira de “exaltar” o presidente da República. Bobagem. A matéria é densa, abrangente, despolitizada. De fato, contra o que constata com os próprios olhos – ou com os do seu repórter Jens Glüsing –, a Der Spiegel se deixa levar por uma conversinha sobre a era FHC que não condiz com os fatos. Mas esse é outro assunto. Até pela tentativa de “equilíbrio”, a reportagem da revista alemã é excelente, de um tipo de jornalismo que inexiste em nosso país. Matéria assim nunca foi escrita no Brasil, onde a imprensa só apresenta Lula como um espertalhão que, apesar da ignorância, tomou o poder e “aparelhou o Estado”. Mas não nos amofinemos com essa tragédia que é um país deste tamanho não ter imprensa. A história está sendo escrita, e o povo não dá bola para a histeria egoísta, mesquinha e covarde dos Marinho, Frias, Civita, Mesquita e congêneres.
Escrito por Eduardo Guimarães às 10h12
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Denúncia e comunicado
Apagão paraguaio  Serei rápido porque estou de partida para o interior do Paraná, onde ficarei nos próximos dois dias a negócios. Anotem aí: a imprensa golpista agora irá transformar qualquer queda de energia em “apagão”. Já contabilizei ao menos 6 notícias de queda de energia que foram estampadas em portais de internet com o nome-fantasia “apagão”. Na falta de um problema real de falta de energia para contrapor ao que ocorreu no estertor do governo FHC, Globo, Folha, Veja, Estadão e tentáculos inventarão um problema. A aposta continua sendo na burrice e na desinformação. Esses veículos enfiaram na cabeça que o povo brasileiro é uma besta quadrada que pode ser manipulada com um estalar de dedos. Agora, porém, estou mais confiante do que nunca. Acho que se afundam a cada vez que tentam fazer a população de idiota. Quanto ao blog, nos próximos dois dias a liberação de comentários e as postagens serão feitas na medida do possível, mas serão feitas.
Escrito por Eduardo Guimarães às 15h55
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Crônica política
Quando o povo diz NÃO
Se a mídia fosse um cirurgião plástico e o governador de São Paulo, José Serra, um seu paciente, ao fim da fracassada operação de embelezamento político o médico teria que dizer o seguinte ao operado: -- Fiz o que pude, mas milagre não faço. Convenhamos, “eles” fizeram tudo o que estava ao alcance de suas faculdades. Inventaram um “apagão”, mantiveram-no em evidência e total preponderância no noticiário por mais de uma semana, sacrificaram os fatos e a verdade até o limite do bizarro, mas ainda não foi desta vez que tiveram sucesso. Onde está a queda de popularidade que disseram que Lula sofreria por causa do “apagão”? Onde está a morte política de Dilma Rousseff que prognosticaram? Por que Serra cai de forma tão lenta, gradual e segura e Dilma faz o caminho inverso, se ela é uma candidata tão ruim e Lula não transfere votos? Sim, são boas perguntas, que levam os mentalmente sadios à conclusão de que a posição de favoritismo do governador paulista nas pesquisas é frágil como a primeira casa dos três porquinhos, a de palha. Está caindo antes de o “Lobo Mau” sequer começar a soprar. Todavia, quero chamar atenção para o fato mais espantoso da pesquisa CNT-Sensus divulgada ontem, o qual, inexplicavelmente, parece ter chamado pouca – ou nenhuma? – atenção. Refiro-me a Marina Silva ter construído, em tão pouco tempo, a maior rejeição entre todos os candidatos, superior até à de Dilma, que tem a segunda rejeição mais alta. Quietinha, quietinha, com aquela carinha de tímida, sem comprar briga com ninguém, dando apenas umas estocadinhas no governo que integrou por tantos anos, Marina aparece na pesquisa com 38% de rejeição (!?). E o pior é que eu disse aqui que isso aconteceria, e que, depois de ter acontecido, os que a cooptaram dariam um tempinho e, depois, um belo de um chute nela. Esperem e verão. Mas o que este texto quer declarar mesmo é que, mais uma vez, o povo disse um enorme NÃO à mídia. Havia dito em 2002 e em 2006, além de em todas as vezes que teimou em responder positivamente sobre Lula nas pesquisas feitas após cada novo “escândalo” inventado. O que a mídia parece não entender é que, quando o povo diz não, quer dizer não mesmo, e não sim. Eu é que não consigo entender qual é a parte do advérbio de negação que o povo lhe diz que a imprensa golpista não está entendendo...
Escrito por Eduardo Guimarães às 00h53
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Denúncia
Por que escondem a Confecom Atualizado às 12h31m de 23 de novembro de 2009
Faça um teste, leitor: pergunte aleatoriamente, por aí – ao taxista, ao garçom, ao gerente do banco, ao vizinho, ao médico e a quem mais quiser –, o que é a Confecom. Você descobrirá que mesmo pessoas que se consideram bem informadas desconhecem completamente o assunto. Divido a casa em que fica meu escritório com amigos de juventude que têm, no mesmo imóvel, um escritório de contabilidade. Eles lêem, diariamente, vários jornais – Jornal da Tarde, Agora e até, vez por outra, o Valor Econômico, que chega até nós de forma misteriosa e gratuita com alguma freqüência, sendo atirado em nosso quintal pela manhã dentro de um envelope plástico. Sem falar da Globo News e da Veja no fim de semana. Meus amigos não sabiam do que eu falava quando lhes contei que serei delegado por São Paulo na Conferência Nacional de Comunicação, que acontecerá de 14 a 17 de dezembro em Brasília, sendo que o presidente Lula abrirá pessoalmente os trabalhos dessa Conferência devido à importância do evento. Como esses meus amigos, os meus vizinhos, o porteiro do meu prédio, enfim, praticamente todos os conhecidos com os quais falei sobre o assunto nos últimos dois dias, não tinham a menor idéia do que seria essa tal de “Confecom”. A dúvida que surge normalmente entre as pessoas às quais informo que acontecerá uma Conferência de Comunicação no Brasil é sobre por que a imprensa, que poderá ser a grande afetada pelas deliberações dessa Conferência, não informa e nem discute o assunto. Para entender por que, usarei dois raros textos sobre o assunto Confecom, os quais foram publicados só no fim da semana passada e, surpreendentemente, pelo jornal O Estado de São Paulo, ainda que tais textos tenham levantado suspeitas sobre os objetivos da Conferência. No dia 19, o Estadão publicou artigo de Eugênio Bucci, que, de janeiro de 2003 a abril de 2007, dirigiu a Radiobrás (Empresa Brasileira de Comunicação S.A). E que, depois, passou a escrever naquele jornal. O texto é denso, um pouco longo e, apesar de fazer coro com os novos “patrões” de Bucci no mercado, tem o mérito de fazer também as pessoas entenderem o que, pela baixa repercussão que tem tido o assunto Confecom na blogosfera, ainda não se preocuparam em entender, ou seja, a importância da última das muitas conferências convocadas pelo atual governo. Se quiser se informar bem sobre o assunto Confecom, portanto, leia o artigo de Bucci clicando aqui. E, em seguida, editorial do Estadão, publicado três dias depois (22 de novembro), clicando aqui. O editorial apenas confirma as preocupações midiáticas elencadas pelo ex-manda-chuva da Radiobrás no primeiro texto do jornal sobre o assunto. Mas, se não tiver tempo de ler tudo, passo agora a resumir para você a preocupação de parte da mídia e a importância da Conferência de Comunicação. Primeiro, vamos entender o seguinte: a Confecom, como já disse aqui, não terá, obviamente, caráter deliberativo ou legislador. Mas terá peso político devido à representatividade da delegação que irá discutir a Comunicação em Brasília no mês que vem. Apesar de entidades patronais como a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), que representa Globo, SBT, Record e outros, ou a ANJ (Associação Nacional de Jornais), que representa veículos como Folha, Estadão, Globo etc., terem abandonado as pré-conferências sob a desculpa de que os movimentos sociais, que debatiam pelo setor sociedade civil, estariam querendo “censurar” a imprensa a mando do governo Lula, veículos como a tevê Bandeirantes e a Rede TV! criaram e encabeçaram a Abra, associação de radiodifusores dissidente da Abert que participará da Conferência de Comunicação. Além disso, as operadoras de telefonia participaram – e continuarão participando – da Conferência através da Telebrasil, entidade que reúne operadoras de telefonia como a Tim, a Telefônica, a Vivo, a Claro, a OI etc. Essas “teles” pretendem produzir conteúdo midiático, o que está deixando o PIG de cabelos em pé, pois enquanto este movimenta coisa de 10 bilhões de reais, as “teles” movimentam dez vezes mais do que isso, no mínimo, tendo dinheiro de sobra para competir com Folhas, Vejas, Estadões e Globos. Como a Confecom foi convocada e será bancada pelo governo Lula, os mesmos Folhas, Globos, Vejas e Estadões acham que o governo estaria manipulando os movimentos sociais que irão à conferência pelo setor sociedade civil – como se sabe, a Confecom reunirá cerca de 1.500 delegados, de todas as unidades federativas, que se subdividirão em setor público, setor empresarial e sociedade civil, na respectiva proporção de 20%, 40% e 40% dos delegados. São bobagens a que os dois textos do Estadão, linkados acima, dão asas. Ninguém quer censurar a mídia, mas fazer com que não só a mídia possa falar para as massas no Brasil. A Confecom, pois, trabalhará com princípios universalmente consagrados de liberdade de expressão para todos através, por exemplo, da discussão dos critérios de concessões de rádio, que, na grande maioria, são concedidas aos grandes meios e sonegadas à sociedade civil. Além disso, na etapa estadual da Confecom paulista, de que participei no último fim de semana na Assembléia Legislativa do meu Estado, pude ver claramente ativistas de movimentos sociais que disputavam vaga na Confecom falando contra “esquerdismo atrasado” etc. É mentira, portanto, que o governo tenta manipular alguma coisa. Não conseguiria nem que quisesse, dada a enorme diversidade de interesses e corporações sociais, empresariais e até do poder público, que terá delegados dos três níveis de governo. Unidos mesmo estão os empresários, que serão 40% dos delegados em Brasília no mês que vem e que optaram por não ignorar, da forma suicida como fizeram Globos, Folhas, Vejas e Estadões, um evento dessa importância. Esses maiores veículos de comunicação que ignoraram e continuarão ignorando a Confecom, mostraram sua estratégia literalmente criminosa no último sábado, quando, ao irem à Assembléia Legislativa de São Paulo cobrir o velório do ex-prefeito Celso Pitta, ignoraram um evento enorme que tomou aquela Casa em todos os seus auditórios, por onde se distribuíram empresários, movimentos sociais, governo e os diversos grupos de trabalho. Apesar de ter trocado em miúdos o embate surdo que ocorre neste momento no Brasil no âmbito das Comunicações, recomendo a leitura dos dois textos do Estadão linkados acima. Exorto você, leitor, a que busque essas informações que aqueles que deveriam informá-lo lhe sonegam, conduta antidemocrática, antiética e que comprova, de maneira cabal, a necessidade extrema desse grande debate que o Brasil irá travar no mês que vem em Brasília. Por que Serra despenca A esta altura, vocês já devem saber da pesquisa CNT-Sensus que mostra expressiva queda das intenções de voto para presidente da República do governador José Serra. Alguns portais da grande mídia reconhecem que a verborragia de FHC, nos últimos dias, afetou Serra. No entanto, para mim ficou claro que a tentativa da mídia e da oposição de inventarem um "apagão" para o governo Lula é a grande responsável pela crescente desmoralização do governador paulista.
Escrito por Eduardo Guimarães às 12h00
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Comunicado
Blog Cidadania.com ganha delegado na Confecom-BR Atualizado às 08h25m de 23 de novembro de 2009
O signatário deste blog se inscreveu para participar como delegado por São Paulo da Conferência Nacional de Comunicação(Confecom), que acontecerá em Brasília de 14 a 17 de dezembro deste ano. Disputei, na etapa paulista da Confecom, que ocorreu na Assembléia Legislativa paulista nos dias 20, 21 e 22 do corrente mês, processo de escolha dos delegados por São Paulo. Foi uma eleição disputadíssima. Mais de trezentos candidatos disputaram vagas no setor sociedade civil. Detalhe: só havia 84 vagas. A comissão organizadora da etapa paulista da Conferência entendeu que quem deveria participar seria o “Blog Cidadania”, na pessoa de seu autor, e me aconselhou a me inscrever dessa maneira. Explicaram-me por que este blog deveria disputar a indicação no lugar do Movimento dos Sem Mídia. Naquele vídeo do Intervozes “Levante a Sua Voz”, que publiquei aqui há pouco, a página da internet que mais teve exibições do vídeo foi este blog, com cerca de cinco mil exibições. Seria mais fácil conseguir a indicação para delegado em nome do Cidadania. Neste domingo, 22 de novembro, portanto, o Blog Cidadania passou a ter seu signatário entre a delegação paulista na etapa final da Confecom, que, repito, acontecerá em Brasília de 14 a 17 de dezembro de 2009. Também quero agradecer às pessoas abaixo por me me incentivaram a me inscrever como delegado da Confecom. - Altamiro Borges (Portal Vermelho)
- Bia Barbosa (Intervozes)
- João Brant (Intervozes)
- Joaquim Palhares (Agência Carta Maior)
- Renato Rovai (Revista Fórum)
- Rodrigo Vianna (TV Record)
- Organizadores da Confecom Grande ABC
- Organizadores da Confecom Alto Tietê
E, finalmente, comunico que levarei à Confecom a proposta do Selo Democrático, que, inclusive, foi incluída no exemplar do Diário Oficial da Assembléia Legislativa no caderno que versou sobre o regimento e as propostas dos movimentos sociais, dos empresários e do Poder Público. O Selo Democrático seria concedido por uma Comissão de Notáveis, escolhidos sob o aval da sociedade civil, da grande mídia, da classe política, do Judiciário, do Legislativo e do Executivo. Essa Comissão concederia o Selo aos veículos que praticassem o contraditório, o debate de idéias, a pluralidade de opiniões. E o Selo também seria condicionante para recebimento de verbas públicas, pois não se pode dar verbas públicas a veículos que cerceiam o debate democrático de idéias. Espero estar à altura dos anseios dos democratas paulistas e, acima de tudo, do leitorado deste blog, com o qual faço questão de dividir esta vitória por tudo o que temos construído neste espaço de debates livre, honesto e, acima de tudo, bem-intencionado. Parabéns a todos nós, leitores do Cidadania. Entranhas da Confecom São Paulo O jornalista Rodrigo Vianna escreveu sobre as entranhas da etapa paulista da Confecom, que terminou ontem. Pretendia escrever sobre o assunto, mas Rodrigo escreveu antes - e, provavelmente, melhor. Leiam-no, pois, clicando aqui
Escrito por Eduardo Guimarães às 19h19
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Manifesto
Pelo êxito da Confecom 
O dicionário Houaiss define a palavra conferência, na acepção mais condizente do termo, da seguinte maneira: “Encontro formal de especialistas em que se discutem questões consideradas importantes, com eventual confronto de opiniões e tomada de resoluções” Por óbvio que possa parecer, o dicionário nos lembra a razão primeira dos debates que estão ocorrendo na Assembléia Legislativa de São Paulo, na etapa paulista da Conferência de Comunicação: a busca das resoluções que o tema exige dos conferencistas. Verifica-se um verdadeiro tsunami de propostas e um turbilhão de interesses, muitas vezes antagônicos, disputando precedência. E talvez o ponto mais nevrálgico desses debates seja a eleição dos delegados que representarão São Paulo na Conferência Nacional de comunicação, em meados do mês que vem em Brasília. O que deveria ser colocado acima das paixões e dos interesses, no entanto, é um objetivo que se supõe que seja comum a todos os conferencistas, pois se trata de uma reunião de insatisfeitos – os satisfeitos com o atual estado de coisas, digamos que “roeram a corda” justamente porque não querem que algo mude. É neste momento que o êxito da Confecom se vê ameaçado. E quando falo em Confecom, refiro-me à Conferência nacional, embate duro que requererá os contendores mais preparados que pudermos levar a Brasília. Contudo, quem define quem é o melhor preparado? E como lidar com a frustração dos preteridos? Há um meio, se entendermos que, como numa peça de teatro, por exemplo, nem todos podem ocupar a ribalta. Que seria do Teatro sem os figurinistas, os roteiristas e até os que limpam a casa em que ocorre a função? Alguém tem que decidir, portanto. E, como reza o velho dito popular, “A maior certeza de fracasso é tentar agradar a todos”. Quem escreve é um candidato a delegado. Todavia, de nada adiantará irmos a essa “guerra” divididos e fragilizados por processo desgastante que, ao fim, não seja aceito por todos, de maneira que nos cumpre, pelo êxito da Confecom, refletirmos até que ponto nossas demandas sectárias não ameaçam o processo inteiro. O acatamento sereno da decisão final sobre os ungidos e o mínimo de desgaste no processo constitutivo da delegação paulista são imperativos àqueles que, estes meses todos, vimos debatendo cada proposta a ser levada à Conferência nacional, àqueles que vimos lutando contra a falta de democracia na comunicação do Brasil. É preciso haver critérios de escolha quando há mais candidatos do que vagas. E no grito não se ganha nada que valha a pena. Pode-se eventualmente ganhar uma vaga de delegado ou a inclusão de uma proposta, mas tudo isso para morrer na praia com o saldo pífio de uns poucos egos satisfeitos contra o fracasso de iniciativa dessa monta. A responsabilidade pelo sucesso ou pelo fracasso da Confecom é de cada um que trabalhou por ela. Tanto um quanto outro resultados terão que ser assumidos por todos de forma idêntica. E não haverá grito que mude tal realidade.
Escrito por Eduardo Guimarães às 00h40
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