Datafolha deve explicações

Datafolha deve explicações

 

 

 

 

 

 

A nova sondagem de intenções de voto do instituto de pesquisas do jornal Folha de São Paulo, o Datafolha, prova várias coisas e gera a necessidade de este instituto se explicar, bem como o jornal, pois a pesquisa mostra que Datafolha e Ibope sempre estiveram errados ao tentarem várias vezes, desde o início do ano, “abrir a boca do jacaré”.

Os reiterados “erros” de Ibope e Datafolha neste ano ficam claros no gráfico abaixo.

 

 

 

Notem que os distúrbios na linha de tempo formada pelas datas das pesquisas dos quatro institutos objetos da representação do Movimento dos Sem Mídia à Justiça Eleitoral aconteceram sempre por ação do Datafolha e do Ibope, que acabam sempre tendo que se ajustar ao Vox Populi e ao Sensus.

Desta maneira, torna-se hilária a explicação previsível que a Folha de São Paulo deu para a pesquisa que publica neste sábado, que mostra empate literal de Dilma e Serra (ambos com 37%).Dizer que tal resultado se deve ao programa eleitoral do PT, à luz do gráfico acima se torna completamente sem sentido.

Todas as suspeições que a Folha, o resto da grande mídia, os “espertíssimos” analistas midiáticos e esse bando de lunáticos que freqüenta blogs de Esgoto e da mídia corporativa levantaram sobre o Vox Populi e o Sensus, e agora fica claro quem tinha razão.

Ou alguém acha que um único programa eleitoral rendeu a Dilma superação de uma diferença de 12 pontos que a separava de Serra no último Datafolha ? Ou alguém nega que Datafolha e Ibope sempre têm que ir ajustando as margens do tucano e da petista para baixo e para cima, respectivamente, acompanhando os institutos concorrentes?

Fica cada vez mais claro o indício de que as pesquisas Datafolha e Ibope podem ter sofrido manipulações antes e que, inclusive, podem estar sofrendo manipulação agora, porque os outros institutos mostram que Dilma já passou Serra, de maneira que o Datafolha pode estar “errando” de novo, através da providencial “margem de erro”.

O pais, a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal aguardam, ansiosamente, as explicações do Datafolha, que terão que ser dadas cedo ou tarde.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 07h35
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Incrível internet

Incrível internet

 

 

 

 

Peço a vossa compreensão para o fato de que não estou ainda no ponto para analisar assuntos de interesse público. O dia vai terminando e estou cansadíssimo depois de 36 horas ininterruptas ao lado de minha filha no hospital, praticamente sem dormir.

Mas quero agradecer a todos e difundir um fato maravilhoso que o post anterior me permitiu descobrir sobre a internet.

Para se ter a dimensão do que de fato a internet é hoje, só tendo uma experiência como a que relatarei. Precisava de outras opiniões médicas sobre o caso de minha filha e, em poucas horas, consegui treze opiniões, quatro delas de profissionais da área de que a Victoria precisa.

É inacreditável. Nem que eu fosse rico conseguiria tantas opiniões de médicos em tão pouco tempo. E o melhor: essas opiniões já me permitem tomar uma decisão fundamentada sobre a proposta dos atuais médicos da criança de retirarem a gastrostomia dela e adotarem, provisoriamente, a alimentação por sonda nasal.

Diante disso, pensei no seguinte: e se passássemos a prestar esse serviço à coletividade? Ou seja, poderíamos fazer o mesmo aqui para outras pessoas que possam estar precisando de informações ou seja lá do que for que esteja ao alcance da blogosfera.

Não se pode banalizar o instrumento, mas gostaria que ajudasse a outros como me ajudou. Seria uma forma de eu devolver todas as manifestações de solidariedade e a ajuda efetiva que me foram dadas.

Enfim, gostaria de abraçar a cada uma das pessoas que me deixaram suas boas palavras, opiniões e sugestões. Não sei como agradecer. Talvez da forma que pensei... Acredito que seja possível, além de tudo o que temos feito aqui, prestar mais esse serviço público.

Que Deus os abençoe.

 

PS: espero retomar o ritmo normal neste blog no sábado.  Peço vossa compreensão. Desta vez essa questão da minha filha me pegou de jeito. Mas a gente cai, levanta e segue em frente, até por falta de opção.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 00h02
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Ajudem-me a decidir

 

Ajudem-me a decidir

 

 

 

 

Perdoem-me, mas ainda não recuperei a vontade de tratar de política. Julgo importante escrever sobre ela, claro, ainda mais em um país como este, em que é bem menos discutida do que deveria. Mas esta recaída da filha Victoria, sua hospitalização e as perspectivas desanimadoras me pesaram um pouco, desta vez.

Apesar de não estar afeito a discutir, analisar ou debater política, sinto vontade de escrever. E o que sinto vontade de escrever é o melhor que posso dar ao leitor que vem em busca do meu texto, de maneira que relatarei uma espécie de “escolha de Sofia” que o hospital em que a filha está põe à minha frente e da minha família.

É daquelas escolhas entre a cruz e a caldeirinha, entre o péssimo e o horroroso. Para explicar, discorrerei um pouco sobre o problema da menina. Quem sabe algum médico tem alguma opinião mais fundamentada para me dar, ainda que estejamos consultando outras opiniões por outros meios além deste blog.

Minha filha de onze anos é portadora de paralisia cerebral bastante severa e sofreu uma gastrostomia no fim do ano passado, quando passou três meses internada em uma UTI por estar “broncoaspirando” alimentos e saliva, ou seja, por estes elementos estarem passando para o seu pulmão enquanto se alimentava ou até quando salivava.

Apesar de este post estar buscando opiniões de médicos, explico aos leigos que gastrostomia consiste em perfurar o abdome do paciente e introduzir por ali uma sonda plástica que fica, então, conectada diretamente ao estômago, que é por onde ele passa a se alimentar, a beber e até a ser medicado. Chama-se alimentação enteral.

Ocorre que a incisão no abdome da filha não pára de infeccionar por mais higiene que se adote – e como ela tem serviço de home-care (atendimento médico e de enfermagem a domicílio), a assepsia de seus ambientes é bem acima da média. Além disso, a alimentação injetada no seu estômago está voltando por onde entrou, através da mesma incisão, e ela está perdendo peso por não estar se alimentando direito.

Vem o médico-cirurgião, depois de ter refeito a cirurgia por três vezes, dizer-nos, ao contrário do que dissera há cerca de seis meses, que minha filha “não se adaptou” à gastrostomia e que, assim, será melhor usar uma sonda nasal para ela se alimentar, procedimento que minha mulher, que tem a maior experiência no dia a dia da menina, considera desastrosa.

De fato, antes de minha filha receber a gastrostomia, durante a internação de três meses no fim do ano passado, estava usando a sonda nasal e, então, não paravam de nos dizer que a gastro seria melhor porque a sonda nasal expõe o paciente a infecções. Contudo, também é inegável que a alimentação enteral não está funcionando em Victoria...

O resumo da ópera é que a decisão da família é compulsória. Assim, estamos buscando outras opiniões para nos fundamentarmos. E se forem de médicos, melhor ainda. Este texto, pois, é uma tentativa de aumentar as chances de tomarmos melhor essa decisão que o hospital nos cobra. A quem puder ajudar com sua opinião, agradeço. 

 



 Escrito por Eduardo Guimarães às 14h13
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Hoje não deu

Hoje não deu

 

 

 

 

Aqui deveria haver um post novo sobre algum dos assuntos de que trata este blog. Faz tempo que não falho um só dia, mas hoje não deu.

Eis que lá vamos eu e a minha família embarcarmos em mais uma temporada ao lado da Victoria neste hospital.

Virou rotina. Essa cirurgia que ela fez não pára de dar problema...

Enfim, há que tocar o barco. Mas não dá pra discorrer seriamente sobre alguma coisa com isto na cabeça.

Na madrugada de hoje, primeiro dia da internação, devo velar por Victoria que a minha mulher está desmontada depois de passar a última noite insone.

Provavelmente, na tarde de hoje volto a postar. 



 Escrito por Eduardo Guimarães às 02h01
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Irã, TSE e pesquisas

Irã, TSE e pesquisas

 

 

 

 

 

 

Ainda haverá que esperar algumas décadas, mas a consolidação da decadência das superpotências do norte é inevitável em razão das crises econômicas em que tais potências se contorcem enquanto que emergentes como Brasil, China e Índia aproveitam o momento para se consolidarem como atores globais progressivamente influentes.

A base dessa decadência dos ricos é a irracionalidade e a arrogância de nações que se acostumaram a impor ao mundo suas vontades sem dar explicações e sem negociar com ninguém. A teologia imperial do mundo “desenvolvido” o colocou de um lado e o resto da humanidade, do outro.

No caso do acordo logrado pelo Brasil com o Irã e com a co-participação da Turquia, acordo esse que a própria Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) havia proposto ao regime dos Aiatolás, a recusa dos países ricos do norte a suspender sanções pelo menos até que se possa ter razões concretas para afirmar que aquele regime não cumprirá o acordo revela intenção deles de darem uma desnecessária demonstração de força.

Enquanto Israel ignora abertamente determinações da ONU e vai se consolidando como a maior ameaça à paz e à segurança no Oriente, a comunidade internacional percebe que o discurso dos ricos é tão falso quanto uma nota de três dólares – ou euros –, pois o Irã deu uma demonstração de que é possível negociar consigo, mas desde que em bases de igualdade e respeito.

Imediatamente, não se pode impedir que as potências decadentes façam valer a ameaça de sancionar o Irã com ou sem acordo, mas essa é uma batalha política e não econômica ou bélica. Os EUA já cometeram esse erro de desdenharem do prejuízo político de suas ações, como, por exemplo, ao invadirem o Iraque sob razões falsas. E os fatos mostraram o erro que a potência hegemônica cometeu.

O custo da guerra no Iraque terminou de minar a economia americana e de desmoralizar o partido republicano ao barrar a eleição do candidato conservador na sucessão do alucinado George Walker Bush, que deixou o governo dos EUA pela porta dos fundos e entrou para a história como uma das maiores bestas quadradas que já caminharam sobre a Terra.

Até mesmo o previsível apoio quinta-coluna da grande imprensa brasileira aos interesses hegemônicos do mundo rico tem se materializado com cautela, pois fica evidente que a sociedade brasileira parece perceber que, seja qual for a questão, essa imprensa partidarizada e ideologizada ao extremo fica sempre contra o governo Lula.

Mesmo a comemoração que se viu na Globo, nos olhos faiscantes de felicidade de uma Miriam Leitão ou de um Alexandre Garcia ao anunciarem a destemperada reação das potências decadentes à possibilidade de paz no Oriente, tal conduta resultará em mais um fator de constrangimento para a mídia conservadora, pois ela não está conseguindo antever a reação do resto do mundo.

Claro que as potências decadentes poderão, ao exemplo de Bush quando decidiu invadir o Iraque a qualquer preço, ignorar a reação política do dito “Terceiro Mundo”, mas será por não entenderem como está ficando claro que só não aderem ao acordo entre Brasil e Irã para que a potência emergente sul-americana não triunfe por meio da mesma diplomacia que elas desprezaram em favor do confronto.

Cedo ou tarde, as potências decadentes perceberão por que estão decaindo.

 

 

Oposição recorre ao TSE por falta de votos

 

 

Apesar de a mídia do PSDB alardear suas vitórias sobre o PT no TSE como se significassem alguma coisa relevante do ponto de vista político, tais vitórias decorrem dessa sangria de intenções de votos em José Serra que as pesquisas vêm mostrando. Ou alguém acredita que o PSDB estaria esperneando no TSE contra Lula na TV se Serra não estivesse perdendo votos por conta disso?

 

 

O que interessa é a tendência das pesquisas

 

 

No sábado sai a nova pesquisa Datafolha. Serra já insinua que ela o fará “reagir” ao crescimento de Dilma no Vox Populi, no Sensus e na pesquisa Ibope interna do PSDB (que não foi divulgada por falta de registro no TSE) anunciada na coluna de Mônica Bergamo na Folha de São Paulo da última terça-feira.

É bobagem de Serra e da Folha acharem que mesmo que o tucano apareça na frente de Dilma no Datafolha de sábado isso revelará “reação” do tucano. Será bobagem porque o Datafolha, apresente o número que apresentar, não poderá fugir da tendência de subida de Dilma.

Na última pesquisa Datafolha, no cenário sem Ciro Gomes Serra apareceu com 42% e Dilma, com 30%. Uma diferença de doze pontos. Que ninguém tenha dúvida de que a Folha não terá como manter essa distância. Terá que cair, ainda mais com a Polícia Federal de olho nos quatro institutos de pesquisa por conta da Representação do Movimento dos Sem Mídia ao TSE.

Assim, a tendência de subida de Dilma terá que se confirmar no Datafolha mesmo que ela apareça atrás de Serra, pois uma diferença muito grande das outras pesquisas, uma diferença que recuse pelo menos o empate técnico, só servirá para demonstrar à Justiça Eleitoral que alguém está realmente mentindo, como diz o MSM.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 11h36
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A mão que detém o poder

A mão que detém o poder

 

 

 

 

 

 

No último domingo, tive uma visão. Era 2001 e ele tinha acabado de assumir a presidência. Seu país tinha sido atacado. Quem atacou, foi porque, antes do novo presidente assumir, seus antecessores impuseram, por décadas e mais décadas, o mais legítimo terror sobre a humanidade ao atacarem populações indefesas com suas armas terríveis e poderosas e com seus exércitos ferozes e armados até os dentes.

O país do novo presidente, também o maior império da Terra, assassinara, a sangue frio, centenas, milhares, dezenas de milhares, centenas de milhares de homens, de mulheres, de crianças e de velhos indefesos, de civis que jamais haviam feito mal a outro ser vivo, muitos deles nem a uma mísera galinha. Morreriam todos como animais. E seria o país do novo presidente que mataria gente inocente daquela forma falando em “democracia”, em “liberdade” e em “terrorismo”

Contudo, esse homem não matou ninguém. Nem mandou matar. Nem permitiu que matassem. Ele tinha as mãos limpas, como ser humano. Podia escolher, e escolheu: não iria matar seus agressores, os agressores do povo que ele deveria comandar pelos próximos quatro anos.

Ergueram-se os clamores de setores da sociedade. Pediam reação, pediam sangue, e não o de seus agressores, exatamente, mas até o de compatriotas deles na falta do sangue dos culpados, mesmo que tais compatriotas fossem inocentes da agressão que o império sofreu.

Mas a nação do novo presidente ardia por vingança, alegando que inocentes, entre os seus, haviam sido mortos em ataque não menos insidioso do que aqueles todos que aquele império mesmo também perpetrara, ainda que, do alto das próprias arrogância e desfaçatez, negasse até a morte.

Todavia, o novo presidente, enquanto recebia as pressões, dizia a si: “Por que tenho que continuar com essa insanidade? Isso não pode continuar assim. Todos continuarão perdendo”. Ele e o seu grande e poderoso país perderiam muito, inclusive, pois nunca saberiam quando inimigos, ainda que mais fracos em confrontos diretos, os atacariam de surpresa de novo, e, assim, viveriam com medo, enquanto durasse o desentendimento.

Mas, por outro lado, o novo presidente do império sabia que, para não ir à guerra, teria que negociar a paz.

Mas como negociar com quem queria matá-lo? E se fizessem exigências inaceitáveis, se exigissem barbaridades que prejudicassem a outros seres humanos e até ao seu povo? E não eram seus agressores aqueles que, além de agredi-lo e ao país que agora governava, agrediam ao seu próprio povo? E as pressões, como não terminar sendo apeado do poder por elas, por aqueles que almejavam o sangue daqueles que os agrediram?

No entanto, ele teria uma cartada para arriscar. Acabara de assumir a presidência da República. Tinha o apoio de seu povo e o mundo ouviria as suas palavras. No entanto, se não dissesse o que um dos lados queria ouvir, seria estraçalhado. Certamente acabaria fora do poder. Seria chamado de demagogo, de traidor, de covarde...

Contudo, e se tivesse sucesso? Em vez de uma boa guerra faria um relativo acordo, mas que, pelo menos, salvaria milhares e milhares de vida, talvez até mais.

Interrompo a narrativa, neste momento, para expor ao leitor que, dependendo da mão que detivesse o poder após os ataques de onze de setembro de 2001, se tal poder estivesse na mão de um homem como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva talvez este tivesse optado por uma cartada desesperada em benefício do diálogo e da paz, salvando, assim, uma miríade incontável de vidas.

Retomo a narrativa.

Ele foi aos meios de comunicação para um pronunciamento ao mundo. Sim, ao mundo. Porque ele detinha poder suficiente para que o mundo o ouvisse. Era o presidente dos Estados Unidos da América e queria que o mundo o ouvisse sobre o que faria depois de sua nação ter sido atacada, de compatriotas seus terem sido mortos de uma forma covarde, desumana, bestial, enfim.

Faria isso pelos filhos daquela nação, para que não passassem a viver sob o signo do medo e para que efetivamente alguns tantos entre eles não voltassem a ser chacinados, ou pelos filhos inocentes das nações que agrediram a sua, os quais não poderiam pagar pelos crimes de alguns poucos entre os seus.

Assim sendo, o novo presidente discursou à humanidade:

-- Estou aqui para dizer o que posso e o que não posso fazer, o que quero e o que não quero fazer e para pedir que o mundo escolha o que farei.

-- Posso pisotear centenas de milhares e até milhões incontáveis entre o povo dos que me agrediram e aos meus. Tenho esse poder. Posso eliminar as vidas de muitos dos filhos das nações que agrediram a América, mas não posso ter certeza, ou dar garantias, de que matarei os culpados pelo ataque que meu país sofreu.

-- Por isso, o que quero fazer é não atacar, é negociar, é ver até onde meu país pode ceder. E, se não puder ceder, renunciarei ao cargo para o qual meu povo me elegeu, porque não mancharei esta mão que detém o poder com o sangue de inocentes. Mas devo dizer que tampouco poderei impedir que o meu povo, atacado, ferido e insultado, escolha, para o meu lugar, alguém que faça o que não quero fazer.

-- Esta decisão está nas mãos de agressores e agredidos dos dois lados, portanto, e não na minha. Se quiserem me ouvir, e se quiserem se falar, e se quiserem negociar, eu, em nome dos votos que recebi, negociarei. A humanidade deve decidir, pois a decisão opcional à que propus não pode ser tomada por um só homem.

Em minha visão, “Lula” se reuniu com os afegãos, com os iraquianos, com todos aqueles com os quais tinha que se reunir para negociar concessões de ambos os lados. E deu certo, porque houve uma tentativa, porque agredidos e agressores dos dois lados entenderam que a alternativa seria muito pior, e todos já haviam perpetrado suas vinganças, e todos teriam, assim, muito o que perder se acordo não houvesse, e por isso acordaram, e por isso houve paz.

Como se vê, tudo depende da mão que detém o poder.



 Escrito por Eduardo Guimarães às 19h58
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Datafolha reforçará petição do MSM

Datafolha reforçará petição do MSM

 

 

 

 

O instituto Datafolha tomou uma excelente decisão: vai a campo sondar as intenções de voto do eleitorado para presidente da República. Desta maneira, três dos quatro maiores institutos de pesquisa de opinião do país fornecerão maiores subsídios para que a Polícia Federal possa melhor investigar o objeto da representação do Movimento dos Sem Mídia à Procuradoria Geral Eleitoral pedindo investigação desses institutos por conta das flagrantes divergências entre os números deles, as quais geraram denúncias da Folha de São Paulo contra os institutos concorrentes do seu, encampadas por vários outros jornais, revistas, sites e blogs, e da mídia dita alternativa contra o instituto do jornal paulista.

Essa medida foi repercutida no blog do jornalista Luis Nassif por um seu leitor e a manifestação deste foi transformada em post pelo blogueiro, post esse que reproduzo abaixo. Em seguida, continuo comentando.

 

A sinuca do Datafolha

Por H. C. Paes

Bom, o Datafolha comprou a briga e acaba de aviar pesquisa junto ao TSE.

Protocolo 12044/2010.

As entrevistas serão feitas quinta e sexta, e a divulgação está autorizada a partir de sábado. Pode ser coincidência, mas me parece uma reação às enquetes dos outros dois institutos, já que foi aviada esta segunda-feira.

É um belo questionário, interessante, com perguntas sobre posicionamento à esquerda e à direita do eleitor e do candidato, e sobre quem estaria mais preparado para lidar com tais e tais problemas, ou é mais simpático, etc.. Também afere o alcance das inserções partidárias (quantos eleitores as assistiram, qual foi a impressão que tiveram delas, etc.).

Nada que ative a rede neural.

Para relembrar, Dilma tinha 28 pontos na última Datafolha e Serra, 38. Para ficar mais próximo dos outros dois institutos – digamos, ambos empatados em 35, a petista teria de subir sete pontos e o tucano, cair três, no espaço de um mês. Não é difícil, ou seja, se aquela pesquisa foi manipulada, será fácil cobrir os rastros.

É curioso que, se a fonte da suposta manipulação tiver sido mesmo um peso maior dado ao Sul, será difícil usar essa desculpa novamente, pois a Vox confirmou que Serra tem mesmo vantagem ampla naquela região, mas que é mais do que anulada por igual vantagem de Dilma no Nordeste. Seria necessário dar um jeito de atenuar o voto dos nordestinos ou acentuar a vantagem de Serra no Sudeste, ou uma combinação sutil das duas coisas.

Reparem que estou trabalhando com a hipótese de a manipulação ter sido do Datafolha, pois acho menos provável que Vox e Sensus tenham manipulado em sentido contrário, ao mesmo tempo, a não ser que se considere a possibilidade de uma conspiração.

O engraçado é que, se o Datafolha sustentar uma vantagem considerável para Serra, o fiel da balança será o IBOPE, que no passado, já confirmou e já contradisse o Datafolha em ocasiões diferentes, em março e em abril. Se o instituto de Montenegro concordar com o Datafolha, o placar fica dois a dois e cada um acreditará no instituto que quiser; se concordar com Vox e Sensus, o placar de três a um vai pegar mal para Mauro Paulino.

Lembrando, claro, que o MPE deu provimento à representação do MSM – mesmo que eu tenha ressalvas quanto à necessidade dessa medida – e a PF ficará bafejando no cangote dos institutos daqui para a frente.

Vamos ver. Minha aposta é que o Datafolha confirmará o empate técnico dos dois candidatos, mas com ligeira vantagem numérica para Serra.

 

Antes de mais nada, quero fazer um apelo ao caro H. C. Paes, que também é leitor deste blog, o qual já fiz em comentário no blog do Nassif: como o leitor alude a “ressalvas” que tem quanto à necessidade da representação do MSM, deveria explicitar que ressalvas são essas, pois mais de dois mil cidadãos brasileiros dos quatro cantos do país e até do exterior (incluindo América do Sul, do Norte, Europa e Ásia), de todas as classes sociais e de todas as idades e profissões podem ter se engajado em uma medida desnecessária e, assim, toda essa gente deve ter ficado tão curiosa quanto eu mesmo fiquei.

Agora, a questão em si.

O leitor H. C. Paes, que também é leitor do Cidadania, quando citou os números da última pesquisa Datafolha, que foi a campo em 15 e 16 de abril – portanto, há cerca de 30 dias –, citou 38% das intenções de voto para Serra e 28% para Dilma, mas esse é o cenário que incluía Ciro Gomes, em que havia uma diferença de 10 pontos percentuais entre os candidatos do PT e do PSDB, enquanto que, àquela época, Vox Populi e Sensus encontraram situação de virtual empate técnico. Contudo, no cenário sem Ciro, que é o que melhor se pode comparar com os resultados recentes destes dois institutos, a diferença era maior, de 12 pontos percentuais (42% para Serra e 30% para Dilma).

Desta maneira, para o Datafolha apurar um resultado igual ao do Vox Populi de sexta-feira passada e do Sensus desta última segunda-feira, que são praticamente os mesmos, terá que superar uma diferença gigantesca em cerca de 30 dias, o que me parece muito difícil de acontecer pois não haveria explicação para tanto. Assim sendo, acredito que Serra continuará com uma excelente dianteira sobre Dilma no instituto da Folha e com uma grande diferença para os outros institutos, tornando ainda mais necessária a investigação da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral. 



 Escrito por Eduardo Guimarães às 22h33
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PSDB também atacou Sensus em 2006

PSDB também atacou Sensus em 2006

 

 


 

 

 

O Brasil já viu esse filme de pesquisas manipuladas que, ao serem desmascaradas por pesquisas sérias, levam os desfavorecidos a tentarem desqualificar a verdade.

Apesar de Geraldo Alckmin ter sido o candidato da oposição a presidente em 2006, em fevereiro daquele ano as apostas eram todas em Serra.

Em dezembro de 2005, pesquisa Datafolha realizada entre os dias 13 e 14 dava Serra com 36% e Lula, com 29%; e o Ibope, em pesquisa realizada entre os dias 3 e 7 daquele mês, dava Serra com 37% e Lula, com 31%.

Em 14 de fevereiro, porém, o instituto Sensus provoca rebuliço no cenário político ao, do nada, mostrar Lula dez pontos à frente de Serra (47,6% a 37,6%).

Foi o que bastou para o PSDB e boa parte da mídia fazerem contra o instituto o mesmo que fizeram recentemente.

Veja, abaixo, matéria da Folha de São Paulo de 15 de fevereiro de 2006 informando que o PSDB também representou ao TSE contra o instituto Sensus exatamente como no mês passado, tendo a representação igualmente rejeitada.

 

 

 

O resultado todos conhecem. Serra desistiu de ser candidato a presidente e Alckmin perdeu a eleição. E tudo isso aconteceu simplesmente porque o Sensus estava mais do que certo, tendo obrigado Datafolha e Ibope, pouco depois, a convergirem para os seus resultados.

Pelo visto, a oposição tucano-pefelê-midiática não aprendeu nada com aquela eleição e continua cometendo os mesmos erros, que fatalmente produzirão o mesmo resultado eleitoral para si.

 



 Escrito por Eduardo Guimarães às 14h47
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Gente demente – e mesquinha

Gente demente – e mesquinha

 

 

 

 

Em novembro de 1994, após a vitória de Fernando Henrique Cardoso nas urnas, pela primeira vez me manifestei publicamente sobre política, na seção de cartas de leitores do jornal o Estado de São Paulo. Tinha votado em Lula pela segunda vez e ficara inconformado com o ex-socialista FHC, agora convertido ao neoliberalismo.

Ao contrário do que o leitor pode imaginar, porém, não escrevi para espernear ou fazer vaticínios catastrofistas. Apesar de desconfiar do plano real, escrevi ao jornal para reconhecer que o plano era uma promessa e para pregar que o eleitorado de Lula agisse com responsabilidade e, em nome do bem comum, apoiasse o novo governo.

Durante 1995, primeiro ano da octaetéride tucano-pefelê, mantive a mesma linha propositiva tentando contribuir com o plano real através de minhas cartas ao Estadão, o qual, enquanto me mantive naquela linha, deu-me todo espaço para me manifestar em suas páginas.

Infelizmente, os erros foram se sucedendo até que, em 1998, na campanha eleitoral seguinte, o Brasil estava literalmente quebrado, atravessando o segundo governo tucano em queda livre até que, em 2002, o país chegou ao fundo do poço, o que o fez acordar e, contrariando a mídia, eleger Lula.

Digo tudo isto porque não consigo me conformar com a mesquinhez dessa oposição midiática e desses cerca de 5% da sociedade que conseguem ver fracasso em cada êxito deste governo. Essa gente, porém, atingiu o fundo do poço no último domingo.

Apesar de o PSDB, o PFL e a mídia fazerem essa oposição sistemática, irresponsável, repleta de sabotagens, tentando, por exemplo, provocar corrida à poupança, alarmar a sociedade para aumentar a crise financeira internacional ou negando a este governo a CPMF que eles é que criaram, não imaginava que chegariam ao ponto de torcer para o Brasil fracassar no acordo de paz com o Irã.

A imprensa brasileira, que duvidou do acordo, agora minimiza e diz que já sabia que aconteceria, apesar de que os governo dos Estados Unidos, da Rússia e praticamente os de toda a Europa duvidavam de que Lula teria esse êxito.

Não me surpreendi quando minimizaram o pagamento da dívida externa brasileira ou a superação da maior crise econômica mundial em oitenta anos ou o Brasil ter conseguido sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpiada etc., mas não confesso que me surpreendi com o que a imprensa está fazendo em relação àquela que talvez seja a maior vitória diplomática do Brasil em toda a sua história.

O prêmio Nobel da Paz que eu disse aqui, no sábado, que se torna bastante provável que Lula venha a receber, se vier provavelmente será tratado com desprezo pela oposição midiática e atribuído ao que “FHC plantou”.

Sendo assim, o PT já poder criar um site para se contrapor ao site tucano “gente que mente”, agora que a Justiça Eleitoral julgou lícita aquela baixaria. Pensei sugerir o nome  “gente mesquinha”, mas uma leitora-amiga, a Érica, sugeriu “gente demente”. Talvez seja melhor juntar os dois...

 

 

Série do instituto Sensus desde 2007

 

 




 Escrito por Eduardo Guimarães às 11h05
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Em boca fechada não entra mosca

Em boca fechada não entra mosca

 

 

 

 

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 Escrito por Eduardo Guimarães às 19h16
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Xeque-mate?

Xeque-mate?

 

 

 

 


 Entre dezembro de 2005 e fevereiro de 2006, Datafolha,

 Ibope e Sensus também se estranharam - Sensus venceu. 


 


Conforme previ ao engendrar a representação à Justiça Eleitoral pedindo investigação das pesquisas, elas voltam à cena para confirmar como era necessário tomar uma atitude para impedir – ou para tentar impedir – que continuassem sendo usadas livremente para influir na vontade do eleitor e no ânimo de aliados políticos e financiadores de campanhas. Como já disse outras vezes, tal medida poderá mudar o rumo desta eleição, pois há uma fartura de estudos que mostram o poder dessas pesquisas de influir na vontade do eleitorado, pois há uma parcela da sociedade, distribuída por várias classes sociais e regiões do país, que prefere votar em quem parece que vai vencer.

Quando o Datafolha soltou a segunda pesquisa, em poucos dias (entre o fim de março e meados de abril), apresentando forte divergência das outras – inclusive da pesquisa Ibope, que, como a Vox Populi e a Sensus, mostrava a “boca do jacaré” se fechando –, concomitantemente com uma ampla campanha na grande imprensa do PSDB visando desqualificar a pesquisa Sensus (início de abril), a qual já indicava a ascensão de Dilma Rousseff, percebi que, até próximo às eleições, aquela prática se tornaria recorrente, convertendo-se numa poderosa arma da campanha tucana para manter o ânimo da militância pró-Serra nas ruas e na mídia e para influenciar o eleitorado.

Funcionaria assim: a mídia desacreditaria os institutos técnicos em benefício dos institutos engajados politicamente, ou seja, do Datafolha – pertencente ao jornal que tem atuado para induzir a vontade dos agentes políticos valendo-se de acusações até à sexualidade do presidente da República e de falsificações como a da ficha policial falsa de Dilma, fabricada por meliantes a soldo do DEM de Santa Catarina com seus blogs apócrifos hospedados no exterior – e do Ibope – cujo presidente anunciou como certa vitória de José Serra, ainda que agora tenha recuado – e estes institutos criariam um clima de já ganhou na campanha tucana até onde fosse possível.

Meus leitores mais antigos sabem que venho denunciando manipulações de pesquisas desde bem antes de criar este blog, há quatro anos e tanto. Já no tempo em que escrevia no Observatório da Imprensa eu denunciava o uso fraudulento de pesquisas. E, neste blog mesmo, bradei no deserto durante anos sobre a manipulação de pesquisas – e quem tiver paciência para pesquisar nos seus arquivos verá quantas vezes escrevi sobre o assunto e quantas vezes colocaram em dúvida tais preocupações. O argumento recorrente era o de que os institutos de pesquisa vivem de credibilidade e, assim, não fariam isso.

A última grande manipulação de que me lembro ocorreu no o final de 2005. Era o auge do bombardeio da mídia no âmbito do escândalo do mensalão, quando os institutos de pesquisa ligados à mídia davam forte queda das intenções de voto de Lula em relação a Serra. Isso foi até dezembro, quando Datafolha e Ibope mostravam que Lula estaria em queda livre. O Datafolha, em pesquisa realizada entre 13 e 14 de dezembro de 2005, dava Serra com 36% e Lula, com 29%; e o Ibope, em pesquisa realizada entre os dias 3 e 7 daquele mês, dava Serra com 37% e Lula, com 31%. Em 14 de fevereiro, porém, o instituto Sensus provoca rebuliço no cenário ao, do nada, mostrar Lula dez pontos à frente de Serra (47,6% a 37,6%).

Em 16 de fevereiro de 2006, pouco depois da divergência abrupta entre a pesquisa Sensus e as de Ibope e Datafolha, publiquei o quarto post deste blog, que me rendeu um único comentário. O título era “Venezuelização a toda”. Vale a pena ler, pois a tática de desqualificar a pesquisa que favorecia Lula era a mesma. Impressionantemente a mesma. Como poderá constatar quem clicar no link acima, aquele post parece ter sido escrito hoje, com a diferença de que, então, eu tinha 18 leitores, enquanto que, atualmente, já caminho para a primeira dezena de milhar. Abaixo, um trecho daquele post:

 

“(...) diante da divergência gritante, escandalosa entre as pesquisas CNT-Sensus, Datafolha e Ibope, dizem que falsa é a pesquisa que mais favorece Lula. Por que aquelas que o favorecem menos não são falsas? Perguntas, perguntas...Sabem o que acho? Que todas essas pesquisas são falsas (...)”

 

Eu falava de “venezuelização” porque na Venezuela foi recorrente a tática de as pesquisas serem usadas pela mídia, em todas as eleições de Chávez desde 1999 até a antevéspera das eleições, para mostrar que ele não teria mais do que 30% do eleitorado. A imprensa venezuelana e brasileira bateram nesta tecla dos meros 30% desde 2002, quando o presidente da Venezuela sofreu tentativa de golpe de Estado, até cerca de dois meses antes do referendo revogatório de 2004, que Chávez venceu com cerca de 60% dos votos válidos, revelando, claramente, que as pesquisas tinham sido manipuladas por dois anos seguidos.

Demorou até que eu tomasse esta atitude de representar contra todos os institutos de pesquisa na Justiça Eleitoral porque nas outras vezes em que percebi manipulação de pesquisas pelo Ibope e pelo Datafolha, em minha opinião esses institutos, ligados umbilicalmente à imprensa golpista, faziam uma única tentativa e a abandonavam quando percebiam que não provocara a movimentação do eleitorado que desejavam. Contudo, desta vez percebi que iriam até o fim, até porque se julgavam no direito de fazê-lo, apesar de tal prática ser crime eleitoral. Chego a acreditar que não sabiam que era crime.

Claro que nada garante que os institutos de pesquisa ligados ao PSDB não desafiarão a lei e persistirão nessa estratégia criminosa de tentar influir na vontade do eleitorado por meio de falsificação da sondagem da vontade popular, mas não acredito que se arriscarão a tanto tendo hoje o país uma Polícia Federal que prende de banqueiro a governador de Estado e que está de olho neles. Será que o PIG está disposto a desafiar as leis dessa forma? Se os Frias, Marinhos, Civitas e Mesquitas quiserem um conselho, eu dou: não façam, pois podem terminar vendo o sol nascer quadrado, mesmo que seja por algumas semanas.

Quero crer, portanto, que o Movimento dos Sem Mídia, este instrumento que, em meados de 2007, propus aos leitores deste blog que criássemos já pensando, então, em usá-lo na próxima sucessão presidencial para combater táticas antidemocráticas como a fraude em pesquisas, entre outras, deu um xeque-mate naqueles que eu sabia que usariam cada tática desonesta que estão usando para retornarem ao poder a fim de recuperarem para as elites tudo o que perderam de 2003 para cá e que está sendo distribuído àqueles que sempre foram roubados por esse setor exíguo e poderoso da sociedade. Só não sei se vocês, leitores, concordam comigo.

Deixo-os, portanto, com esta questão: será que Datafolha e Ibope irão parar de manipular pesquisas, agora que a Justiça e a PF estão de olho?



 Escrito por Eduardo Guimarães às 12h35
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